Blog do Orlando Costa

Verba volant, scripta manent

Mês: agosto 2011 (Página 1 de 2)

A POLÍTICA E AS NUVENS

A turma no poder já não faz questão de esconder de ninguém, nem dos desafetos, a crença indestrutível que tem na reeleição do prefeito Geninho (DEM). Aliás, até reza, faz promessa, joga búzios e bate tambor para que isso, de fato, aconteça. Morre de medo de que algo fora do planejado ocorra. É normal tal comportamento quando se tratam de pessoas que sofrem da chamada “prefeiturodependência”, aquela doença que acomete geralmente os fracos de atitude, os mal-formados e os acomodados. Muitas vezes, até, os mal intencionados.

Mas, deixando a ‘profundidade’ de lado, a questão-chave colocada hoje no seio dos formadores de opinião e daqueles que não formam, mas adoram repercutir opiniões é: Geninho se reelege, ou não? Terá ele candidato forte a ponto de levar perigo à sua tão propalada garantida reeleição? Ou surfará o burgomestre em águas serenas e azuis, flanará em céu de brigadeiro, por falta de oposição? São respostas que ainda não se pode dar com certeza, mas também são perguntas que não se pode negar com veemência.

No primeiro caso, as possibilidades são grandes, embora não inteiramente garantidas – a política, como já disse certo dia um figurão do meio, “é como nuvem”. E urna eletrônica, barriga de mulher e cabeça de juiz – como disse certa vez outra grande figura -, você só sabe o que tem dentro depois de “aberta”, depois do parto e após a sentença. Porém, colocada a grosso modo, as chances de reeleição não são pequenas, dadas as facilidades de ter a máquina nas mãos e, dizem por aí, muito dinheiro para “investir”.

Um primeiro detalhe, analisando este universo: a campanha de Geninho vai ser cara, talvez a mais cara de que se tem notícia por esta urbe. Por quê? Exatamente pelo senso comum estabelecido de que ele tem muito dinheiro para gastar, como já se ouviu e se ouve até de assessores e pessoas próximas ao poder. Portanto, o povo – eis que o eleitor olimpiense ainda não se acostumou a praticar o “bom voto”, entendido como o voto livre, não trocado por favores quaisquer -, vai pedir, e pedir muito.

E com a fama de “candidato endinheirado”, Geninho vai dar, vai ter que dar. Ainda que seja folclore o “caixa recheado”, a ‘maldição’ já se instalou. E caso se negue a prestar este ou aquele favor financeiro ou material, pode ficar muito mal com o eleitor.

No segundo caso, está difícil saber. Por hora, as informações que se tem é a de que apenas um candidato de oposição estaria já praticamente confirmado: a do cartorário Walter Gonzalis, do Partido Verde. Ele, que acaba sendo desta vez, ainda mais candidato de si mesmo, já que não se sabe onde buscará base eleitoral, sem apoio de PT e do grupo “dissidente” da política local – leia-se Folha da Região e seus entornos. É esperar para ver. Do lado do PMDB e até do PT, para ficarmos nas duas siglas mais fortes da cidade, a indefinição é total. Nomes há à altura da disputa, mas ainda não se chegou ao consenso.

O medo aterrador do mandatário de turno é quanto a uma candidatura (imposível) do ex-prefeito Carneiro, contra quem teria uma dura luta pela frente, embora os situacionistas o tenham como péssimo exemplo de prefeito. Mas o temem, porque sabem que as diferenças entre Geninho e o ex-prefeito podem falar mais alto na hora do voto. Os detalhes podem calar mais fundo no âmago do eleitor. Fatores que também podem pesar em outro nome que vier dali, dependendo do formato de candidatura que se estabelecer.

Assim, sequer fica respondida a terceira questão. Pode ser que sim, pode ser que não. Até porque, o alcaide precisará não de apenas uma reeleição pura e simples. Precisará de mais. Precisará do aval do cidadão olimpiense para o que ele julga o melhor dos mundos proporcionado pelo seu arrojo, destemor e obstinação. Serão estes três adjetivos suficientes para lhe garantir tal aval?

Imagino que um percentual de votos em torno de 45% dado a Geninho, poderá representar uma vitória eleitoral, mas uma derrota política. Principalmente dependendo de quem vem lá para confrontá-lo. Para que possa sair do pleito com a sensação plena de que seu modus operandi à frente da administração foi aprovado in totum, precisará receber, a nosso ver, pelo menos metade dos votos válidos, se não algo em torno de até 60% deles. É claro que para o prefeito e seu grupo, no momento basta a reeleição, independentemente de com qual percentual. Mas a análise que se faz neste parágrafo é política e não eleitoral.

Mas, serão dois sonhos que se confundirão mais adiante: aquele da reeleição propriamente dita, para mais dois anos e depois tentar seguir o caminho de seus “padrinhos” Kassab e Garcia, e aquele do aval a seu modo de operar as coisas, o que vai significar sua consagração política, garantindo-lhe um lugar na história da cidade e, por conseguinte, tornando ainda mais fácil sua caminhada rumo a patamares mais elevados na política paulista e, quiçá, nacional.

Mas, por ora só nos resta esperar e prestar sempre atenção às nuvens usadas como exemplo do que é a política por Magalhães Pinto – ou terá sido Ulysses Guimarães?

Até.

PARA ENRIQUECER O DEBATE

Como o assunto Santa Casa de Misericórdia sempre acaba rendendo repliques, comentários e tentativas de deixar o dito pelo não dito, é sempre salutar que este espaço receba colaborações de pessoas que, de certa forma, integram o minguado e seleto grupo de cidadãos que ainda pensam nesta cidade, sem os embotamentos que a força da grana e do poder provocam.

Por isso, hoje deixarei que “falem” aqui, dois olimpienses que julgo verdadeiramente preocupados com as coisas desta cidade. Leiam e, depois, aquele que julgar pertinente, pode também tecer seu comentário, mas usando sempre argumentos consistentes e que ajudem a jogar luz sobre o tema. Boa leitura:

Helena Pereira
helenamindu@ig.com.br

Poi é… Até agora não entendi o porquê da preocupação e do destempero de alguns, alegando que a notícia “vazou”! Que besteira é essa? O documento AI-4 foi enviado a TODOS OS MÉDICOS do Corpo Clínico, portanto, também ao Dr. Caneiro, Dr. Pituca, enfiam, aos 45 +-, e não consta que houve pedido de sigilo, mesmo porque não há motivo para sigilo. A Santa Casa não é do Geninho (embora ele pense que é), nem do Mário Montini, nem do Vivaldo (que aliás, tem se dedicado bastante, embora não seja ele o provedor) a Sta Casa é nossa, é do povo e nós temos o direito de saber de tudo o que ocorre ali. Engraçado, o rapaz do blog oficial, quando eu estava como provedora, vivia fazendo críticas (mas nunca colaborou com o hospital), esteve presente no momento da minha expulsão, filmando todos os detalhes… fez críticas infundadas a meu respeito, inclusive fez menção de que havia problemas financeiros e prestação de contas, quando na realidade, não deixei dívidas, muito pelo contrário, deixamos tudo certo e era só tocar prá frente, e agora vive defendendo, se doendo todo, ninguém pode fazer nenhuma crítica que o moço vem todo nervoso. Já que ele é tão zeloso para com as coisas da Sta Casa, deveria estar fazendo parte da Diretoria e auxiliando a resolver os problemas, porque eu sei bem que problemas existem aos montes, mas é preciso estar presente para resolvê-los. Por que ele não critica o fato da dívida da Sta Casa ter triplicado em menos de dois anos??? Na nossa época a subvenção da prefeitura era de R$50.000,00 (cinquenta mil reais) mensais, e hoje, segundo o próprio prefeito Geninho, a subvenção de de R$150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), portanto, não se justifica uma dívida tão alta. Deixo bem claro que não estou duvidando da administração desses que ali estão hoje, pois são pessoas idôneas, mas a verdade é que tem que ter uma explicação. Parem com esse negócio de achar que a população e a imprensa não tem que saber o que acontece lá, pois democracia é dar o direito do cidadão participar dos atos que lhe dizem respeito. Se continuar fazendo reuniãozinha todo dia, não vai funcionar… Se continuar se julgando o dono do mundo, não vai funcionar… Se continuar pensando que a população é boba, pois quer que ela contribua mas a exclui do poder de opinar, de decidir, não vai funcionar… Coloquem os pés no chão e parem de ficar jogando a culpa dos fracassos pra cima de quem não contribuiu em nada para que eles acontecessem! Só para completar, quero avisar o rapaz do blog oficial, que temos amizade com quase todos os médicos e seus familiares.

Willian Zanolli
willianzanolli@uol.com.br

Li, reli e treli o ato institucional número quatro, li a matéria do que está sempre de quatro.
A impressão que esta gente truculenta que está próxima, ou no poder, tenta passar, é que eles detêm o monopólio da informação.
Nós outros, o resto dos mortais, me vejo tentado a crer que acreditem que somos restos.
Devem considerar que não sabemos ler, e quando tentamos nos aventurar pelos ingremes caminhos da leitura necessitamos de um tradutor para explicitar o que não tivemos a capacidade de entender.
O provedor, em que pese o respeito, além de advogado é poeta, o ato é claro, deveria ser de facil entendimento, e me pareceu que é, até na dificuldade que demonstra na relação com o mando.
Está evidente no comunicado que há uma divergencia entre a diretoria do hospital e o corpo clinico, não há nada demais nisto, e se houvesse não deveria estar presente no comunicado.
O hospital recebe verbas do SUS, da Prefeitura, portanto, verbas públicas, é um hospital público, se não for, que o interprete de plantão explicite o que é aquela instituição, por favor.
Se é pública a instituição Santa Casa, público deveria ser seus atos, teriam, repito, teriam que ser públicos seus atos.
Se a informação, “vazou”, (termo ridiculo para algo público) ou não, para este ou aquele órgão de comunicação.
Se o jornalista fez esta ou aquela ilação que não agradou este ou aquele cidadão ligado diretamente ao poder, problema dele.
O jonalista ao comentar a situação que passa a Santa casa não fez mais do que é sua obrigação permitida pelo estado republicano e democrático instalado no país.
As criticas a matéria nada mais são que desejos de censores, de filhotes da ditadura, de viúvas dos ditadores, daqueles que não se conformam com o livre expressar do pensamento.
Da próxima vez que tiver que emitir um comunicado em um órgão público, o provedor, que não tem culpa do excesso cometido pelo desejoso da inutilidade da bajulação, ponderará sobre a forma da linguagem.
O tempo, a vida, as experiências, servem para isto, acrescentar ensinamentos.
No caso presente, se houve, na minha opinião algum equivoco, este está evidente na forma autoritária expressada no documento que trata de questão grave que pode prejudicar o coletivo, que é do interesse de todos.
A Santa Casa embora esteja sendo tratada como se fosse o fundo do quintal de quem está no poder, é ao que parece da população e nada que ocorre lá pode acontecer como se lá fosse o porão da ditadura.
Só se lembram da necessidade da participação do povo na hora de ajudar.
Se esquecem que coisa “pública” deve ser ajudada quando seus atos são claros, transparentes, pois ajuda, lembra dinheiro, capital, e quem cuida de capital que não é seu está sujeito a fiscalização e criticas. Mesmo que não gostem os autoritários, esta a regra da democracia.
Orlando, este teu leitor, gostou da matéria e da avaliação.

Willian Zanolli
willianzanolli@uol.com.br

Em tempo, na diretoria passada, em que o jornalista Orlando Costa participou, o critico da critica prestou, na minha opinião, um deserviço a sociedade olimpiense fazendo severas criticas a diretoria que tinha deixado aquela instituição sem dividas.
As razões da atitude hostil do blogueiro a Santa Casa que funcionava sem dividas e com qualidade de serviço notadamente melhor que agora, passava pelo desejo de Eugenio intervir lá.
O chocante é observar que a ex provedora, uma mulher, com coragem ia com frequencia a midia e explicava tudo que acontecia por lá.
Não tinha estes ocultamentos, estes ranços ditatoriais, a midia local e regional tinha a porta da Santa Casa aberta para todo e qualquer questionamento.
Agora que está sob o comando e responsabilidade do grupo do Geninho é este nivel desagradável de discussão.
Além de estar em uma situação horrivel, endividada, sem diretor clinico, serviços questionáveis, ainda temos que suportar mandonismos desnecessários.
Façam como a ex-provedora e sua diretoria, expulsos pelo grupo do Geninho, saibam utilizar o exercicio da autoridade sem autoritarismo.
Antes lá tinha autoridade e organização, agora com o grupo do Geninho, a impressão que passa é que só tem autoritarismo e anarquia.

Até.

MAIS UMA DO ‘LAMBE-BOTAS’

Confesso que dá uma preguiça danada ficar aqui mencionando o blog “lambe-botas” do Leonardo Concon. Mas parece que ele nutre um prazer doentio em perseguir aqueles que, na imprensa local, não comungam com sua tresloucada mania de andar grudado nas partes baixas dos poderosos de turno. Tamanha sua sanha que quando não tem do que falar – e principalmente quando toma “furo” -, busca formas de desqualificar o trabalho alheio. E sempre encontra guarida naqueles que, penduricalhos do poder, usam o meio que ele coloca à disposição, para destratar pessoas de bem.

Desta vez, tanto ele, quanto o provedor da Santa Casa, Mário Francisco Montini, partiram de uma premissa equivocada para “jogar pedras” neste blog e na Rádio Menina, pelo que julgaram distorções naquilo que foi escrito e falado, quando o texto e as falas seguiram rigorosamente o que está no Ato editado por ele em represália aos médicos que não querem nomear um diretor-clínico para o hospital. E quem disse que “o diálogo com a categoria está difícil” foi ele mesmo, ninguém inventou. Está lá, no Ato Adminsitrativo. Aliás, as datas publicadas no “lambe-botas” são outras e não batem com as do Ato, conforme verão abaixo.

Antes, só a título de esclarecimento, a função de diretor-técnico é responsabilidade da provedoria indicar alguém para axercê-la e não dos médicos, até porque trata-se de uma função remunerada. O diretor-clínico é responsábvel pelos atos médicos. O técnico é pela parte burocrática, conforme lerão abaixo.

Primeiro, trecho do texto “manhoso” redigido por Concon e publicado no blog agora à tarde: “Montini havia editado, em âmbito administrativo, um ato pedindo providências para a classe médica, porém foi ‘vazado’ para a rádio do ex-prefeito Carneiro (segundo revelou o vereador Zé das Pedras) e muitas ilações e falácias conturbaram ainda mais o cenário, principalmente junto ao público, daí o provedor publicou, no final da tarde de hoje, um boletim esclarecedor.”

Primeiro, o Das Pedras revelou o quê? Que o documento foi vazado para a Rádio Menina? Não entendi. Segundo, publicou onde? Se foi no mesmo lugar onde estava o Ato e o “lambe-botas” teve acesso, por que outros meios não podem?

E, depois, que “ilações e falácias”, se o texto que está no jornal Planeta News (onde foi originalmente publicado) segue rigorosamente o constante do Ato? E ainda com as palavras do médico Nilton Martinez dando integral apoio a Montini? Do que, agora, o provedor se queixa? Terá sido induzido a erro? E, também, o que seu “boletim esclarecedor” esclarece? Coisa nenhuma. Se não, vejamos: 

Eis a sua íntegra:

1) A Santa Casa é uma Instituição Privada, de caráter filantrópico, sem fins lucrativos, que presta relevante serviço social na área hospitalar.
2) Embora a Santa Casa seja uma Instituição privada, presta serviço público e deve obedecer à regras impostas pelos diversos órgãos públicos.
3) Dentro de suas responsabilidades, para manter o atendimento hospitalar, obriga-se a manter o controle da atividade médica através da eleição de um Diretor Clínico e indicação de um Diretor Técnico.
4) A Provedoria, no âmbito administrativo, editou um Ato outorgando prazo para providências do Corpo Clínico no sentido de cumprir determinações legais.
5) Tal Ato, no entanto, não indica qualquer inferência quanto à parceria cordial que esta Provedoria sempre teve com o Corpo Clínico, muito menos que existe qualquer tipo de problema entre as partes, como se cogitou equivocadamente por órgão de imprensa local.
6) Esclarecemos, outrossim, que não é crível que qualquer funcionário do hospital se preste a levar à público preocupação com demissão, uma vez que nas diversas reuniões com os diversos setores do hospital foram esclarecidos sobre as propostas administrativas desta Provedoria.
7) Quanto à Provedoria do Hospital, bem como em relação aos diversos voluntários que lá atuam, todos sem qualquer remuneração, gostaríamos de esclarecer que somos trabalhadores, temos trabalho com cumprimento de horários e obrigações, temos família e muitas vezes prejudicando nossa própria convivência familiar devotamos, todos, horas de trabalho em prol do Hospital e da comunidade, sendo ofensivas algumas colocações de que não dispomos de tempo o dia todo para atender chamados de pouca relevância, pois os nossos compromissos e reuniões de interesse do Hospital sempre cumprimos.

Ademais, é preocupação premente da Provedoria criar mecanismos de valorização do Corpo Clínico que tem devotado relevantes serviços ao Hospital e à coletividade regional, razão de estarmos buscando parcerias para aquisição de novos equipamentos, criação de protocolos de procedimentos, treinamento de pessoal entre outras ações que buscam dotar o hospital de um atendimento de excelência.

9) Para referendar esse esclarecimento, a Provedoria informa que pretende realizar em breve um Simpósio Médico com conferências de excelência, para melhor interagir Hospital-Médicos-População.

Em que momento, no rádio, qualquer outra coisa que não o que está estritamente no Ato foi dita na emissora? Sugiro que leiam abaixo a íntegra da publicação no Planeta, edição de hoje, que foi lida na íntegra no programa “Cidade Aberta”:

Santa Casa não fará cirurgias a partir de domingo
Ato do provedor em represália a médicos também poderá proibir internações

 
Um Ato Administrativo (nº 04/2001), expedido no dia 15 passado, mas com vigência a partir do dia 18, proibirá cirurgias que não forem de urgência e emergência a partir deste domingo, 28, e também as internações que não sejam de urgência e emergência, a partir do dia 7 de setembro. A decisão foi tomada em represália ao corpo clínico do hospital, que segundo o provedor Mário Montini, tem se negado a indicar um diretor clínico e um diretor técnico para a Santa Casa, como manda a lei.
Montini justifica a medida drástica dizendo, entre outras coisas, que “o diálogo com os diversos médicos não tem gerado efeito para as providências de indicação dos ditos diretores, o que poderá dar origem às responsabilidades que não serão assumidas pela provedoria do hospital”.
Segundo ainda Montini, a Santa Casa já foi oficiada pelo Ministério Público, por meio da Curadoria de Saúde, para que sejam tomadas providências neste sentido. “Inclusive havendo a necessidade de levar ao conhecimento do órgão as providências nesse sentido”, relata Montini no Ato.
“A indicação de um diretor clínico para efeito de faturamento junto ao SUS é exigência legal”, segundo o provedor, que considera “injustificável” o corpo clínico continuar atuando no hospital sem a indicação dos diretores clínico e técnico.
E, por isso, resolveu determinar, no prazo de 10 dias, a suspensão de todas as cirurgias do hospital que não forem consideradas de urgência e emergência, caso no prazo não houver a indicação dos profissionais médicos para responderem pelas respectivas diretorias. Caso isso não aconteça neste prazo, outros dez dias serão concedidos para que sejam também suspensas as internações, por tempo indeterminado.
O Ato é do dia 15 de agosto, e está afixado no mural do hospital. Como o prazo de vigência é a partir de três dias de sua expedição, entrou em vigor no dia 18. Portanto, os dez dias de prazo para interrupção das cirurgias não urgentes e emergentes terminam domingo, 28, e o segundo prazo, para interrupção também das internações não urgentes e emergentes, vence na semana que vem, dia 7 de setembro, feriado da Proclamação da Independência.
O provedor diz ainda que denunciará o fato ao Conselho Regional de Medicina-CRM, bem como encaminhará o problema à Curadoria da Saúde Pública e ao representante do Ministério Público da comarca de Olímpia. Montini diz querer a apuração de responsabilidade médica dos membros do corpo clínico da Santa Casa.

Muito bem, agora leiam o que disse o médico Nilton Roberto Martinez, ao jornal, o que foi também repetido no programa, em partes:

Martinez diz que ‘é falha do corpo médico’
Diretor clínico por 25 anos, ele diz que hoje até assumiria ‘em revezamento’

 

O médico Nilton Roberto Martinez disse ontem à tarde ao Planeta que a medida do provedor Mário Francisco Montini está correta, porque a Santa Casa precisa ter diretor clínico. “É uma falha do corpo médico” não terem ainda nomeado um profissional para a função, segundo Martinez. “Não pode o hospital funcionar sem o clínico”, enfatiza. Já o diretor-técnico é indicação do provedor. “Como dá muito trabalho, ninguém quer”, revela.
Martinez disse que até aceitaria a função de diretor técnico, que é mais burocrática. E que se fosse possível, toparia ser diretor-clínico no sistema de “revezamento”. “O Mário está correto, tem que ter, porque se eles não decidirem, o CRM vem aqui. Não tem sentido não ter, é uma função de fiscalização do ato médico”, informa.
Para ele trata-se de uma “situação inusitada”, mas disse ter a impressão “que vai acabar surgindo (alguém para a função)”. Martinez foi diretor clínico da Santa Casa por 25 anos, por isso hoje não mais aceitaria a função, pelo trabalho que ela dá. “É polícia, é promotor, é o médico que falta no plantão, que briga com a enfermeira, e várias outras questões que competem ao clínico resolver”, exemplifica. Por isso que ele diz aceitar ser diretor técnico, nunca clínico.
O diretor técnico cuida mais da parte burocrática, como recebimentos e outras questões de papelada, e não tem responsabilidade sobre questões médicas. “Mas o clinico é mandatório, tem que ter”, cobra. Para ele, o Ato de Montini “é interessante”, do ponto de vista de gerenciamento do hospital.
‘SITUAÇÃO INUSITADA’
Perguntado se a paralisação do atendimento ao paciente nas cirurgias e internações será prejudicial ao cidadão, caso os médicos não resolvam o problema, Martinez disse que isso não acontecerá. “Se prejudicar, a responsável será a classe médica”. Mas, ele entende que Montini, enquanto provedor, agiu certo, por questões de hierarquia. “Se não obedecerem, para que serve o provedor, então?”, pergunta. “Usam a Santa Casa e não dão nada em troca?”, arremata.
Embora isso não seja possível, Martinez sugere até um “revezamento” entre médicos na função de diretor clínico, porque a situação tem que ser resolvida. “Se não o CRM intervém. Como, eu não sei, porque não vi, até hoje, situação semelhante a essa”, finalizou.

E, para terminar, republicamos a pérola do “lambe-botas” colocada ao final das palavras-de-ordem de Montini: “Não podemos nos responsabilizar pela imprensa xiita e partidarista.” Xiita? Partidarista? Xiita, para nós, é quem publica noticia pela metade, omite nomes de envolvidos em fatos graves e escamoteia realidades, para não aborrecer os poderosos – com o perdão do povo xiita por uso tão pejorativo de sua denominação. Partidarista para nós é quem, da mesma forma, “bate-bola” com os poderosos para denegrir e desqualificar aqueles que ainda têm a consciência não embotada pelas promessas e falsas qualidades de quem se quer acima do bem e do mal.

Até.

SEVERÍNIA AINDA VIVE CLIMA ELEITORAL*

*(O TEXTO ABAIXO FOI RETIFICADO EM UMA MÍNIMA PARTE, PARA MAIOR CLAREZA DA INFORMAÇÃO)

O município de Severínia acordou ontem em polvorosa. É que estava agendado para julgamento no Tribunal Regional Eleitoral-TRE, em São Paulo, na sessão ordinária daquele órgão, que começaria às 15h30, o processo nº 4220163, para decidir sobre o acatamento ou não de uma Ação Penal sob número único 4220163.2009.626.0000, envolvendo o prefeito Raphael Cazarini Filho, o vice Ivo Ariovaldo Pimenta, a filha do vice, que vem a ser vereadora naquela cidade, Leni Aparecida Rodrigues Pimenta, Antonio Cláudio Cazarini, Nicineide Macedo e Suely Maria Ducatti.

Outros severinenses ligados aos três políticos – Edna Pereira Eufrasi, Euripedes Eufrasi, Célia Regina dos Santos Sabatini, Luíza Neves, Adriana Aparecida Franscisca, Amador Simão, Aparecido Pereira, Bento Borduchi Filho, Aparecida Pereira Costa, Antônio Adailton de Souza, Antônio Severino Felix, José Hoffman, Ana Lúcia Pereira Nunes e Natal Reyna de Arruda, tiveram os autos arquivados, porque entendeu o juiz-relator Jeferson Moreira de Carvalho, que eles atuaram “em erro de proibição” (artigo 21 do Código Penal). Trata-se, em síntese, de uma denúncia de captação ilícita de votos, protocolada na Justiça Eleitoral em janeiro de 2009.

Cazarini, seu vice Pimenta, e a vereadora Leni Pimenta estão sob a possibilidade de enfrentarem uma ação penal, por Crime Eleitoral previsto nos artigos 299 do Código Eleitoral, consoante Artigo 29 do Código Penal, e artigo 288 também do Código Penal, originado do Inquérito Policial nº 6-404/2009, instaurado na Delegacia de Polícia Federal de São José do Rio Preto. A denúncia está acompanhada de um DVD, onde se estaria mostrando a movimentação havida no dia da eleição pela busca destes votos.

O julgamento para decidir se a Corte acataria ou não a denúncia estava marcado para ontem, mas acabou indo parar no Gabinete 3, do 3º juiz, Flávio Yarshell, que pediu vistas por sete dias, onde chegou no início da tarde de hoje, por volta das 12h49. Agora, segundo informações, deverá ir à decisão se tramita ou não, numa das próximas sessões da Corte, excluindo a desta quinta-feira, 25.

Quanto aos excluídos do processo, em despacho do dia 30 de março passado, o juiz Jeferson Carvalho, argumentou o que segue abaixo:

“Não obstante a ação penal pública, em razão do princípio da obrigatoriedade, também esteja sujeita, conforme doutrina de Damásio E. de Jesus, Código de Processo Penal Anotado, 15ª ed. Pág. 52 e Celso Delmanto, Código Penal Comentado, 4ª ed. Pág. 162, ao princípio da indivisibilidade, a exclusão de um co-autor ou partícipe não leva à rejeição da denúncia. Isto porque o seu subscritor pode entender que não há fundamentos suficientes para incluí-lo na denúncia. Imperioso ressaltar que, surgindo elementos novos, poderá o Ministério Público, a qualquer tempo, oferecer denúncia contra aquele que foi excluído” (Agravo de Instrumento nº 1.991 – Classe 2ª – São Paulo, Relator Ministro Fernando Neves, 8.8.2000). Assim, nos termos da manifestação da D. Procuradoria Regional Eleitoral (fls. 375/377), que adoto como razões de decidir, arquive-se os autos, após feitas as devidas comunicações, em relação (aos excluídos relacionados acima).”

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CONTROVÉRSIAS À PARTE
Foi intensa, como não poderia ser de outra forma, a repercussão da verborragia do vereador José Elias Morais, o Das Pedras, derramada na sessão de segunda-feira, 22, contra este miserável blogueiro, por causa de texto publicado aqui dando conta de suas suspeitas atitudes em torno da votação para mudança do número de cadeiras na Câmara Municipal. O nobre edil ficou furioso, mas, como não é dado a discursos, nem muito menos é conhecedor do verbo e do bom senso, partiu de forma virulenta e escamoteada para cima deste blog, do blogueiro e da publicação.

Sem elegância nenhuma, mostrou seu destempero emocional ao ser submetido a uma provocação política, da qual poderia ter saído sem mácula e com a máxima categoria, o que aliás é de se esperar de um detentor de cargo público. Mas, é bom que o leitor saiba – embora muitos dos que leem os textos deste espaço democrático já o saibam de antemão, por isso não se deixam impressionar com bravatas -, que os bastidores da política, em qualquer rincão deste país é promíscuo, vergonhosamente promíscuo. Valem as negociatas, os acordos espúrios, os interesses pessoais e de grupos e envolvem, não raro, muitos intere$$es financeiro$.

Peca este blog, não pelo que publica às vezes e provoca a ira de uns e outros sem argumentos sólidos, mas pelo que deixa de publicar em termos de bastidores. Porque, parafraseando Shakespeare, diria que há muito mais coisas entre o visível em política e o que realmente interessa aos políticos, do que possamos imaginar em nossa vã filosofia. Este caso específico, por exemplo, diz respeito a um embate feroz entre edis na Casa de Leis olimpiense. Edis que em tempo recente quase chegaram às vias de fato. Mas, uma coisa é certa: este blog nunca posta nada sem que provenha de uma fonte conhecedora dos mínimos detalhes dos temas abordados. Pode espernear quem quiser.

Até.

DAS PEDRAS E ‘BLOG LAMBE-BOTAS’ BATEM BOLA

O vereador Zé Elias de Morais, o Das Pedras, “bateu bola” na sessão de ontem com o “blogueiro do bem-só-do-bem” Leonardo Concon, para que hoje este, bem ao seu estilo “jornalismo de aluguel”, pudesse repercutir de forma desrespeitosa e jocosa, para seu público-leitor, as falas do edil. Creio que ainda ontem à noite mesmo ele já tinha alimentado o seu lambe-botas eletrônico. “Blogueiro leva vários puxões de orelhas por suas ilações, inclusive da patroa-vereadora”, foi o título pouco jornalístico e muito “puxassaquístico” (sic) do “penduricalho” de políticos de segunda mão.

Das Pedras não gostou do que foi postado aqui no sábado, dando conta de suas articulações de bastidores em torno da votação para o aumento ou não do número de cadeiras na Câmara. E misturou alhos com bugalhos, na falta de argumentos mais convincentes. E os leitores deste blog podem dormir tranquilos que não ficaram “desinformados”, isso eu garanto. Quem leva “puxões de orelha” são moleques de recado, situação na qual não me incluo, mas na qual o colega LCC pode muito bem se encaixar.

O blogueiro escreve que “Zé das Pedras é conhecido por ser contra reajuste salarial para vereadores”, mas nem ele nem o vereador que defende, disseram onde, então, Das Pedras põe a diferença entre o que ganha agora e o que ganhava antes de 2008.  “Recusou celular corporativo”, mas isso foi coisa do então presidente Geninho, hoje prefeito ao qual ele de pronto aderiu, como é a sua praxe. “Não faz viagens com carro e dinheiro público”. Aliás, não faz viagem alguma, porque seu “modus operandi” político é outro. “Não usa sala e nem funcionário na Câmara”, mas já teve o seu sim, usando a sala que estava reservada para ele, por um certo tempo, na gestão passada.

Quanto às palavras da “minha patroa”, que ele diz ter me desmentido em comentário no blog, ele não publicou os elogios primeiro feitos a mim por ela, nem o trecho em que ela diz ser este blogueiro “experiente e conhecedor da história política de Olímpia”. Eu digo mais, conhecedor, também, da história dos políticos de Olímpia. Sei como agem, sei quais interesses e grupos defendem e, se bobear, nomeio, um por um, os apaniguados beneficiados por suas “ligações perigosas”.

Entre o que a vereadora Guegué diz, no comentário, destaco o “pouquíssima vez se falou na possibilidade do aumento de cadeiras na Câmara de Olímpia, pelo menos com essa vereadora. E nessas poucas vezes, o primeiro a se manifestar contrário foi o meu colega vereador, Zé das Pedras (…)”. Guegué diz que jamais foi ventilada a possibilidade de assessores.” E só por ela ter dito, vou me fiar nesta versão.

Das Pedras disse que esta foi “uma das poucas vezes que ocupa a Tibuna”. Ponto para o blog, que ajudou-o a sair da inércia legislativa. Já o blogueiro lambe-botas enfatizou que o vereador “foi com a carga toda sobre o blogueiro (eu), tachando-o de ‘maldoso’, relembrando fatos do passado, ‘como a invasão que ele fez à minha empresa, anos atrás, para tirar uma foto'”. O vereador mente. Primeiro, que nunca houve invasão à sua empresa, que sequer era dignamente fechada, isolada.

O que ele chama de “invasão” foi uma reprodução de um trecho de um filme, ainda em VHS, do seu sistema de abastecimento de água, que não tinha hidrômetro e, portanto, não registrava o quanto era consumido de água diariamente. Lembrando que ali se trabalha com lapidação de pedra, o que demanda água a escorrer a todo instante. E o foco da denúncia no “jornal que fechou porque era distribuído de graça” foi a suspeita do não-pagamento de água por um vereador do município, quando todos ali no Distrito Industrial cumpriam com sua obrigação de cidadãos. O vereador, que tinha que ser o exemplo, estava se negando a tanto.

Pois bem, esta denúncia, feita em 2004 se a memória não nos trai, acabou virando um processo do vereador contra o jornal. Processo esse que, claro, nos foi favorável, pelas circunstâncias narradas acima. Restou provado que realmente a situação de Das Pedras em relação ao Daemo não estava regularizada. Ao que consta, ele sequer tinha cadastro naquela autarquia. Ou seja, consumia, de graça, água que todos pagavam. O jornal foi vitorioso na Justiça local e também na estadual, para onde Das Pedras recorreu. Hoje não se sabe a quantas anda o assunto. Mas acredito que o vereador deve ter regularizado sua situação perante a autarquia.

Vale lembrar, já que falamos em “puxão de orelhas”, o esbregue que ele ouviu da juiza responsável pelo processo, na frente de todos ali na sala, que o cobrou nos termos de sua responsabilidade enquanto homem público e sua falta com obrigações de cidadão. Fato hiperrelevante.

Quanto ao aumento de salário em 2008, Das Pedras diz que votou favorável, sim, mesmo sendo contra. “Votei, sim, a favor do reajuste a pedido do meu prefeito à época, Dr. Carneiro, mas todos sabem que sou contra aumento de salário para vereador.” Muito bem, votou a favor sendo contra, votou porque o prefeito mandou, mas está usando, devolvendo ou doando a diferença, que não é pequena? Isso ele não disse. E como presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, por ocasião da votação, Das Pedras avalizou o reajuste de 27%, que elevou o salário para os quase R$ 3,4 mil de hoje. No mais, Das Pedras sempre foi assim: politicamente subserviente.

Ainda sobre a alegada “invasão na empresa”, o vereador disse: “Tome cuidado. Você sabe que eu sou defensor dos animais e tem um pitbull bravo que chegou no canil que fiz lá dentro, que se chama ‘Júnior’, mede mais de 1,5 metro, então cuidado, não vá entrando sem ser convidado”. Que ele tem o pitbull para defendê-lo estamos cansados de saber, mas o conheço por outro nome, e sei que ele escreve, também. Além do mais, ele leva os cachorros para sua empresa com o fim de protegê-los, ou ser protegido por eles?

Quanto ao tempo em que pratico jornalismo nesta e em outras localidades, lá se vão 32 anos, dos quais pelo menos 25 em Olímpia. Tempo suficiente para conhecer todas as figuras que pululam no universo político local, saber de suas mazelas e seus feitos, seus interesses pessoais e familiares, os problemas que causam a terceiros dada sua ganância pessoal, e até mesmo saber de atitudes firmes de políticos-parceiros que seguram tremenda “barra-pesada” para não prejudicar aquele que, vem a saber depois, não era merecedor de tamanho sacrifício. E em troca ainda recebe desaforos.

Quanto à sua desconfiança sobre se há um vereador dentro da Casa que é nosso informante, pode dormir sossegado, se puder. Seus atos “secretos” sempre ganham as ruas. E se ele tem diferença com algum vereador ali dentro, que se resolvam. E ele deve saber de quem fala, porque o acusou de ser bom em “passar rasteira nos outros”. Ali deve ser um terreiro de capoeira, então.

Já sobre “trabalhar numa rádio onde o dono é parceiro, e ficar escrevendo bobagens”, uma coisa nada tem a ver com outra. Este blog representa o meu pensamento, minha opinião, minha livre expressão. Este blog não é “tele-políticamente-guiado”. Nem precisa que se lamba botas para ser mantido. O que ele quer, censura prévia? Sinto informá-lo, nobre edil, terás que conviver com o meu inconformismo por muito, muito tempo. E com minhas liberdades de expressão e pensamento, por tempo igual. Com ou sem seus “pitbulls” de plantão.  

Até.

CÂMARA FICA NAS DEZ CADEIRAS

Já está definido. Treze ou quinze cadeiras para a Câmara de Olímpia, a partir de 2014, não vão vingar. Nossos preclaros edis decidiram que vão continuar sendo dez os vereadores a “nos representar” no Legislativo. O motivo – não se iluda – é a falta de consenso, de quórum mínimo para se decidir por aumento de cadeiras. Uma parte queria 10, outra parte queria 13, outra parte, 15. E havia um solitário vereador que sugeriu dez mas com um assessor para cada um deles. Só que ele votaria contra, como fez com o aumento de salário em 2008 – do qual era favorável -, mas queria sair bem na foto. E até hoje ninguém o viu devolvendo a diferença.

Para que outros cinco edis pudessem estar na Câmara na próxima legislatura, seria necessária uma emenda à Lei Orgânica do Munícípio, para a qual são necessários dois terços dos votos, ou seja, sete (na divisão, o resultado é a dízima periódica 6,6666… E sendo assim, arredonda-se para cima). Ali na Casa de Leis dois vereadores queriam os mesmos dez – Guegué e Magalhães; três queriam treze – Bertoco, Hilário Ruiz e Toto Ferezin; quatro queriam 15 – Salata, Guto Zanette, Lelé e Primo; e Zé das Pedras queria os dez com dez assessores.

Fizeram dois pré-projetos – um de treze, outro de 15 e saíram à cata de assinaturas. O grupo dos 15 queria, especificamente, a assinatura de Zé das Pedras. Se a tivesse, outros dois acatariam – Bertoco e Toto Ferezin, formando os dois terços. Mas Das Pedras se recusou e o pré-projeto foi rasgado e esquecido. O dos 13 já sabia da impossibilidade e nem se movimentou. E o assunto, agora, parece estar enterrado de vez. A menos que…

CANCELAMENTO
A Daemo Ambiental fez publicar na edição deste sábado, 20, da Imprensa Oficial do Município, à página 16, Termo de Cancelamento do inteiro teor do processo licitatório modalidade Convite nº 15/2011 – Processo Administrativo nº 28/2011, para contratação de empresa especializada para execução de serviços de engenharia para fornecimento de material e mão-de-obra, para reforma e pintura interna/externa dos reservatórios de água pertencentes àquela autarquia. Diz a nota que o cancelamento se deu por “conveniência e oportunidade administrativa”.

Tal licitação havia sido finalizada no dia 4 de julho passado, uma segunda-feira, às 14h30. A homologação e adjudicação tinham sido feitas pelo superintendente, Walter José Trindade, no dia 8 de julho, uma sexta-feira, conforme publicação na IOM do dia 9 de julho, um sábado. O Termo de Cancelamento é datado de 11 de julho, a segunda-feira seguinte, assinado pelo presidente da Comissão Permanente de Licitação, Wayne Bergamasco Júnior. Mas, estranhamente, a publicação só se deu agora, na IOM de 20 de agosto.

Interessante notar que o teor do Convite foi alterado nesta publicação – não consta nela “para fornecimento de material e mão-de-obra”, nem “interna/externa” no caso da pintura -, não se sabe se propositalmente, ou se por não haver necessidade de que o cancelamento seja publicado com o texto original.

A empresa é de Fernandópolis – Rua Osvaldo Santana, 377, Parque Industrial I, sala 1, e consta pertencer aos irmãos – ou pai e filho – Breno Luis de Oliveira Semenzati e Orlando Braz Semenzati, ambos residentes naquela cidade. Tem capital inicial declarado de R$ 165 mil.

E tirante a saída de Orlando e a entrada em seu lugar de Gustavo Cavalcanti Amorim, residente em Rio Preto, em 2003, e depois, em 2005 a saída dele para a volta de Orlando, tudo parece normal com a tal Construtora Trapézio Ltda. Mas, a pergunta que fica é: como uma empresa que tem como objeto social “construção de edifícios”, pode passar a ser fornecedora de material e mão-de-obra e a executar reforma e pintura de reservatórios de água?

Terá sido essa a razão do cancelamento? Teriam descoberto tardiamente que a tal empresa não é especializada nesse tipo de prestação de serviços e comércio? Ou há outro motivo que nós mortais jamais viremos a saber? Em tempo: o valor do contrato era de R$ 75.687,82.

Até.

UM PRÓLOGO E UMA CONSTATAÇÃO

PRÓLOGO:
Pontos de vista à parte, importante é saber que os textos publicados neste espaço democrático suscitam discussões e levam as pessoas a pensarem sobre sua própria cidade. Isto é muito importante num momento em que há uma forte tendência ao mergulho num estado de silêncio absoluto da sociedade, não se sabe se por medo, conveniência ou conivência. Se meia-duzia de pessoas há que neste blog argumenta contra ou a favor do que aqui publico, trata-se de meia-dúzia de pessoas valorosas, que pelo menos têm a coragem de virem ao debate.

E Olímpia, mais do que nunca, precisa ser debatida. É preciso enterrar de vez aqueles tempos em que cada poderoso de turno faz da e na cidade o que bem entende, sem dar a mínima para a opinião pública. Sabemos que as “forças ocultas” estão bem vivas e zanzando por aí, a se revelar nos momentos em que se vê o poder, em palpos de aranha. Seu espectro é por demais aterrorizante, e já faz calar somente pela concepção de sua existência. Diante disso, aqueles que não se calam por medo, por conveniência ou conivência, vêem ao debate. E a vida segue!

                                       *

CONSTATAÇÃO:
Postei aqui dias atrás, em meio a um comentário sobre tema não específico deste assunto, mas de passagem falei sobre as agruras de se morar numa cidade onde o festejado “boom” turístico só tem sido benéfico para uma certa parcela de cidadãos. Tentei passar a idéia de que não é a cidade como um todo que está usufruindo das “maravilhas” de ser uma cidade que atrai, por suas águas termais, milhares e milhares de pessoas por dia, mês e ano. Questionava a quem a atividade turística, nos moldes em que se pratica na cidade, tem servido.

Hoje, por exemplo, pessoa amiga me aborda na rua para mostrar uma situação provocada por este presumível “boom” turístico que gerou em seu ventre um outro fenômero, o encarecimento brutal do metro quadrado de terra para construções, ou mesmo em loteamentos que surgiram aos borbotões nos últimos anos. Lembrei dos aluguéis, que estão “pela-hora-da-morte”. E acho que os empreendedores e corretores se imaginam numa espécie de Miami encravada nos fundos da capital paulista.

Me conta e me mostra, esta pessoa amiga, que o metro quadrado de terra no mínimo duplicou nos últimos meses, saindo de uma média em torno de R$ 91 a até R$ 95 para chegar a até mais de R$ 220 dependendo da localidade. Isso para não considerar outros aspectos da carestia que se abateu sobre nossa urbe, como em supermercados, lanchonetes e restaurantes, por exemplo. E antes que os bate-paus em geral se tomem de fúria, observo que não vai aqui nenhuma crítica, mas apenas o registro de uma constatação.

Nem tampouco se quer dizer aqui que a nova realidade da cidade seja ruim. Mas, apenas busca-se respostas para a questão básica já exposta neste blog: a quem, exatamente, o “boom” turístico está servindo? Respostas, caso tenham, devem ser postadas na caixa de comentários.

Até.

O CIDADÃO PODE MAIS

Não que se queira aqui usar de argumentos absolutistas no tocante à questão, mas impressiona ler ou ouvir, aqui e ali, entre a categoria formada pelos chamados “pensadores”, discursos em defesa do aumento do número de cadeiras na Câmara Municipal, passando a ser o plenário ocupado por 15 e não mais por apenas 10 vereadores, a partir de 2014.

Mais impressionante ainda é a via pela qual tais “pensadores” chegam à conclusão de que quanto mais cadeiras uma Câmara tem, mais difícil fica para um Executivo mal intencionado colocar os edís “no bolso”, como se diz.

Já tratei deste assunto aqui, mas do ponto de vista das possibilidades de um projeto neste sentido ser aprovado – será preciso emendar a Lei Orgânica do Município-LOM e o Regimento Interno-RI da Casa de Leis. Ao que tudo indica os favoráveis ao aumento seriam maioria, ainda que silenciosa. Mas, há os que querem apenas 13, o que quer 11 para “desempatar”, e os que têm urticária só de pensar em mais cinco legisladores no Palácio da Avenida.

Neste final de semana li em uma coluna de jornal local que aumentar o número de vereadores de nossa Câmara seria bom porque iria “diminuir o número de votos necessários para um vereador se eleger, abrindo o leque de chances de que candidatos de partidos pequenos possam se eleger”. Isto visando o aparecimento de alguma nova liderança entre os inúmeros candidatos. E, a máxima: “Com 15 vereadores, fica mais difícil de o Executivo encabrestar os dois terços (10 edis, hoje o Executivo ‘tem’ sete) necessários para as votações importantes.”

Acredite quem quiser. Mas assim pensam alguns, além do autor original daquelas maltraçadas linhas. E diz ainda que o custo para a população “não ficará maior do que pode ocorrer hoje, já que não prevê aumento de gastos”. Como não? Claro que prevê aumento de gastos! Tanto é verdade que o mesmo escriba reconhece isso logo na linha seguinte, quando diz: “A parcela destinada ao legislativo municipal continuará a mesma. O que pode acontecer é, no final dos anos, a Câmara não devolver mais dinheiro para a prefeitura”.

Bom, independentemente do contexto no qual se queira inserir tal pensamento, o aumento de gastos está implícito nele. Depois, relevar de forma veemente os gastos do Legislativo só porque eles estão dentro dos limites dos duodécimos, não é muito salutar. O que se gasta numa Câmara pelo (des)serviço que presta na maioria das vezes, é uma enormidade. O custo-benefício pesa mais no bolso do cidadão pagador de impostos. Ter uma Câmara de alto custo apenas para chancelar as proposituras do prefeito, vale o quanto a pena?

Ainda que seja “um dinheiro que continuará o mesmo”, os valores são exorbitantes. Cada vereador recebe, hoje, R$ 3.380 por mês, para trabalhar em média 1h57 por mês – levantamento do blog apurou que, de fevereiro até agora (15 sessões ordinárias), foram trabalhadas 23h53 minutos. Teve sessão que durou apenas 30 minutos cravados. Prestaram bem atenção? Eu disse 23h53 minutos em 15 sessões. Isso dá 47 horas no mês, tempo gasto por um trabalhador assalariado – e que paga tudo o que estes senhores gastam -, por semana.

E quanto custa isso? R$ 33.800 por mês, ou R$ 405.600 por ano. Se mantidos os mesmos vencimentos para 2014, e caso as cadeiras aumentem em mais cinco, este gasto crescerá 50%, passando a R$ 50.700 no mês, ou R$ 608.400 no ano. Nos quatro anos isso representará R$ 2.433.600. Além do inconveniente de eventualmnente termos por lá não sete, mas 10, 11 ou até 12 eleitos tendo a mesma atitude de desrespeito à função que o “septeto fantástico” vem tendo.

Portanto, urge que em Olímpia seja criado um movimento que fortemente grite pelas ruas “não ao aumento de cadeiras na Câmara”. Do qual todo cidadão de bem e cansado de pagar muitos e altos impostos para nada participe. E faça valer sua vontade. Porque o cidadão pode mais. É só querer. Não há força mais forte que o voto. É chegada a hora de vigiar de perto as reentrâncias e saliências do Palácio da Avenida.

Até.

A ÚLTIMA PIADA DE GENINHO

Só se pode creditar as últimas declarações do prefeito Geninho (DEM) no tocante à Santa Casa de Misericórdia de Olímpia como uma pérola do anedotário político da cidade. Daquelas que vêm para ficar. Leio no semanário “Folha da Região” que o alcaide agora quer que cada cidadão se responsabilize com pelo menos R$ 1 milhão do déficit anual de R$ 2 milhões que aquele hospital, desde que se tornou um feudo genista, passou a ter. Até agora, o déficit acumulado seria de R$ 3 milhões, segundo ele.

Muito bem, considerando que cada um dos cidadãos olimpienses levasse a sério o pedido de Geninho, caberia a eles – incluindo bebês, crianças, adolescentes, os fora do mercado de trabalho, trabalhadores, donas-de-casa, aposentados, etc. -, R$ 19,99 a cada ano. Porém, se deste contingente forem tirados, então, os bebês, as crianças, os adolescentes, os fora do mercado de trabalho, as donas-de-casa – que vamos calcular aqui em 10 mil, e excluindo, também, aquele contingente em situação de miserabilidade – outros cerca de 10 mil, teremos então um contingente de 30 mil “colaboradores” compulsórios para evitar a derrocada do “palanque eleitoral” genista, como definiu seu ex-provedor Marcelo Galette.

Assim, caberia a cada um, pouco mais de R$ 33 anuais, ou R$ 2,75 por mês. Parece pouco, mas para uma cidade que “come frango e arrota peru”, como dizia minha saudosa mãe, pode não ser tão pouco assim. No post de ontem foi possível ao leitor conhecer a quantas anda a situação da cidade. Quem não está em estado bruto de miserabilidade, está fora do mercado de trabalho. E quem está em pleno trabalho tem remuneração pífia, calcada no salário mínimo ou pouca coisa acima disso.

Estes trabalhadores ainda têm que lidar com a carestia provocada pelo “boom” turístico, única realidade palpável e que cabe a cada um dos nativos desta terra antes de São João Batista dos Olhos D´Água.

Depois, têm também que arcar com outras taxas compulsórias, como a de iluminação pública, ou dos Bombeiros e por aí afora. Tudo somado, no ano chega a R$ 100, ou R$ 8 ao mês. É claro que aqueles mais abastados – ou seria melhor dizer mais “enfronhados” com a atual gestão, vão dizer: “Eles gastam mais que isso no buteco por dia.” E daí? É um direito que eles têm, já que gastam o que é deles e que foi ganhado com o suor do próprio rosto, honestamente acima de tudo.

Não é lícito tirar do lar de um cidadão qualquer valor por mais ínfimo que seja, para sanar dívidas que não foram contraídas por ele, mas sim por quem deveria estar zelando pelo dinheiro dos seus impostos e, ao invés disso, o gasta descontroladamente, ou faz uso temerário dele, a ponto de torná-lo “fumaça”, obrigando com que os poderosos de turno se volte novamente ao cidadão, dedo em riste, como a dizer: “Abra seus bolsos, precisamos de mais e mais e mais”, num círculo por demais vicioso.

O que era muito comum nos tempos medievais. Por aqui, ao que parece, vamos voltar aos tempos do “quinto dos infernos”, que era aquela quinta parte que o cidadão tinha que dispor para seu governo provincial despótico e colonizador.

Essa sanha do prefeito Geninho não se explica. Ele diz que assumirá somente metade do déficit anual de R$ 2 milhões, praticamente obrigando o cidadão a se virar com o outro R$ 1 milhão, se quiser continuar tendo atendimento médico no único hospital que a cidade possui.

Ele usa de uma teoria simplificadora, mas ao mesmo tempo aterrorizante, para “despertar a consciência” do cidadão. Diz que quando a UPA ficar pronta, todo recurso do SUS vai para ela, e até 70% dos funcionários do hospital terão que ser mandados embora. Isso significa cerca de 150 pessoas na rua – pais de família, jovens estudantes, profissionais de vários outros setores.

Diria ser pouco alentador ouvir isso da boca de um prefeito que se autodefine como grande gestor, magnânimo realizador, melhor-do-melhor, etc. Mesmo porque, ao falar da UPA, ele mesmo joga sobre o tema um balde de água fria, ao classificar de “sonho” a entrada em funcionamento daquele equipamento temerário da Saúde. Mas, o que ele considera um “sonho”, eu tomo a liberdade de classificar como um “pesadelo anunciado”, um problema e não uma solução para a Saúde local.

Dificilmente vai funcionar a contento e, mesmo funcionando “redondinha”, a UPA não terá qualquer eficácia sem a Santa Casa. Onde se internarão os doentes? Onde se farão cirurgias, o atendimento especializado? Então, é bom que alguém diga ao burgomestre – se tiver coragem -, que o buraco é mais embaixo.

Como a Santa Casa só vai atender convênios, quando a UPA dos seus “sonhos” estiver pronta – e sabe-se lá quando? Para onde irão os doentes mais graves do SUS? E aqueles do atendimento especializado? Ou será que além de ter que contribuir compulsoriamente para pagar as contas do erro crasso administrativo do grupo que ele pôs lá dentro, agora o olimpiense vai ter que também possuir convênio médico para ter atendimento na Santa Casa?

Por essas e outras que reafirmo: é piada. Só pode ser piada. Pena que de mau gosto.

Até.

CRESCER E DESENVOLVER O HUMANO

“Olímpia é uma cidade que cresce, se desenvolve”, gosta sempre de repisar o prefeito Geninho (DEM), antes de foguetórios. Só que sempre que faz tal afirmação, ele nunca diz para quem a cidade cresce e se desenvolve. Porque para uma parcela considerável da população olimpiense parece que não é. O próprio setor do Serviço Social acaba de anunciar que nossa cidade possui mais de 1,5 mil famílias “muito pobres”, ou seja, em situação de extrema pobreza. Leiam atentamente: eu disse 1,5 mil famílias, o que pode representar algo em torno de seis mil pessoas vivendo as agruras de uma vida sem conforto, sem bem estar algum.

Contado em termos de habitantes, o índice percentual de pobres em relação à população total do município – 50.024 habitantes, sobe para 12%. É muita gente em situação miserável numa cidade que se propõe desenvolvimentista, em crescimento vertiginoso como quer nos fazer crer o alcaide e seus acólitos. Está certo que Olímpia tem índice inferior ao do Estado e do país, já que a média nacional é de 8,5%, e do Estado, de 7%. Mas os dados ficam ainda mais assustadores quando se sabe que 3004 famílias estão cadastradas em programas sociais do município, o chamado Cadastro Único para Programas Sociais-CadÚnico, alcançando, portanto, 9.740 olimpienses, ou seja, 19,47% da população de 50.024 habitantes.

Há ainda outras 1.641 famílias que recebem o abençoado – para elas -, Bolsa Família, número que a Assistência Social informa que “deverá ser multiplicado” com o novo plano de Dilma, o “Brasil Sem Miséria”. O que significa estar em situação de extrema pobreza? Receber per capita, R$ 70 mensais. Numa família de quatro pessoas representa R$ 280 por mês. Esta família, portanto, não pode morar, não pode comer, não pode se vestir e, principalmente, não pode ter a mínima dignidade.

Informa a Assistência Social que Olímpia, por meio do Estado, já vinha combatendo a extrema pobreza através de programas como Renda Cidadã para 271 famílias, recebendo R$ 80 cada, 723 adolescentes e jovens dentro do Programa Ação Jovem, recebendo R$ 80 cada, e o ProJovem Adolescente, com 187 jovens, cada um recebendo R$ 35. Só aqui são 1.181 famílias, jovens e adolescentes que têm que recorrer ao Poder Público para sobreviver com o mínimo possível. Isso talvez explique, em parte, o aumento da violência e de jovens e adolescentes envolvidos com o tráfico?

Os números são absolutos. E oficiais. Eles mostram que já está mais que passada a hora de a Administração Municipal mudar o discurso desenvolvimentista que privilegia o material em detrimento do pessoal, do familiar, do humano. Quem está precisando nesta cidade de firmes alicerces, de obras urgentes e necessárias é esta grande parcela de olimpienses que, mais que prédios dispendiosos e obras para “alimentar os olhos” de quem vem de fora e vai embora em seguida, necessita da atenção do poder público para sanar problemas básicos resultantes da falta de política de bem estar coletivo.

Porque o desenvolvimento e crescimento de uma cidade só podem ser medidos pelo grau de bem estar coletivo do povo, pelo nível de satisfação da sociedade. Desenvolvimento, entre outros significados, é a passagem gradual de um estágio inferior para um estágio mais aperfeiçoado; e crescimento, entre outros significados, é o aumento da capacidade produtiva da economia, por exemplo, de determinado país, estado, ou município. Portanto, onde e quando construir prédios caros, ou outra forma de materialismo como dialética é desenvolvimento ou crescimento? Desenvolver formas de aumentar o nível de empregabilidade do município pode ser um bom começo.

Até.

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