Blog do Orlando Costa

Verba volant, scripta manent – 10 Anos

Categoria: Sem categoria (Página 1 de 3)

HÁ VÁRIAS PEDRAS NAS RUAS… NAS RUAS HÁ VÁRIAS PEDRAS

As ruas de paralelepípedos de Olímpia, as poucas que ainda restam, estão incomodando bastante motoristas, que nos últimos dias começaram a “fazer carga” para cima do Legislativo e do Executivo afim de que sejam removidas e em seus lugares, colocado asfalto.

No meio deste converseiro todo, surgiu a informação de que este tipo de calçamento de ruas não poderia ser removido, porque tratava-se de “patrimônio histórico-cultural” da cidade. Porém, isso não corresponde à verdade, pois não existe decreto ou lei nenhuma tratando disso.

Alguns vereadores se mobilizaram em torno do assunto, visando atender à gritaria dos contribuintes, extremamente incomodados com tal calçamento, pois estão totalmente irregulares, a ponto de causar até mesmo estragos em seus veículos.

O caso, por envolver a opinião pública, claro não poderia ficar imune a demagogias de vários tipos ouvidas no entorno da situação. Nunca se viu tamanho empenho em torno da simples retirada de paralelepípedos de algumas ruas e o asfaltamento destas.

Lembrando que em Olímpia, especificamente, estas ruas chegaram a este ponto por falta de manutenção e cuidado, uma vez que há, sim, possibilidades de conservá-las como patrimônio-histórico cultural, quando se quer. No caso da Estância, a estas alturas, é impossível.

Lembrando que na administração do prefeito Luiz Fernando Carneiro (2001-2004/2005-2008), dois quarteirões da São João, partindo da Dr. Andrade e Silva, e um quarteirão da Sete de Setembro, partindo da Coronel Francisco Nogueira até a São João, tiveram seus paralelepípedos retirados, para obra contra enchente.

Este material foi posteriormente leiloado, após ficar um bom tempo jogado no terreno do antigo campo de aviação. Era muita pedra.

Agora, restam trechos no Jardim São José, Jardim Garcês, centro da cidade, mais exatamente três quarteirões que passam em frente ao Tereza Breda, e também na Dr. Antonio Olímpio, a partir da Deputado e até à Ramon Ayres Monteiro, na Américo Brasiliense, 9 de Julho, David de Oliveira e Bernardino de Campos, acima da Rua Síria, e tantas outras.

Não se trata, portanto, de um trabalho pequeno. Não é qualquer devolução de duodécimo que vai resolver. Porque não existe, no momento, trecho empedrado que incomoda mais ou incomoda menos.

Se botarem a mão na massa, terão que fazer a coisa por inteiro, numa tacada só. Até porque vai ser difícil priorizar. Porque todas as ruas de pedra da cidade estão em situação precária e problemática. Com a palavra (e sem demagogia), o Executivo.

É SÓ 3,75% SE QUISEREM, FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS!

Ao que tudo indica, os funcionários públicos municipais de Olímpia vão ficar, mais um ano, a ver navios no tocante ao reajuste esperado, e aquele efetivamente oferecido pelo governo municipal a eles. Será somente 3,75%, caso queiram alguma coisa.

Se a categoria não quiser a resolver bater o pé -o que dificilmente acontecerá, terá a Assembleia Geral Extraordinária do próximo dia 26 de fevereiro, às 19 horas, na Casa da Cultura, para se manifestar, porque será o momento da discussão e deliberação da contraproposta do Executivo à pauta de reivindicações protocolada em outubro do ano passado.

Leiam, abaixo, a íntegra do documento encaminhado pela Secretaria de Finanças, ao Sindicato, no dia 12 de fevereiro passado.

SAI A GRANA DAS ESCOLAS, MAS AINDA NÃO SE SABE O CUSTO DO CARNAVAL-2019

Espera-se que a inflação real seja generosa com os organizadores das escolas de samba que irão desfilar no Carnaval 2019 de Olímpia nos dias 3 e 5 de março, domingo e terça-feira de festa, como é praxe. Porque o governo municipal acredita piamente que ela será.

E que não ultrapassará, na ponta das vendas de produtos carnavalescos, de pouco mais de 3,59%, porque este é o porcentual de reajuste no valor do repasse às agremiações, acima daquele que receberam ano passado. Lembrando que a verba do ano passado foi uma merrequinha menor do que a de 2017.

O Decreto 7.389, de 13 de fevereiro, publicado na edição de hoje do Diário Oficial Eletrônico, que dispõe sobre atualização do repasse às escolas de samba da Estância Turística de Olímpia, informa que o valor do repasse a ser efetuado para o Carnaval de 2019, será de R$ 90.752,72, “já atualizados”.

Presumivelmente, este montante deverá ser distribuído entre quatro escolas, o que dará a cada uma, R$ 22.688,18. Mas, caso não sejam as quatro, mas apenas uma escola, esta receberá 40% do recurso mencionado; no caso de duas escolas de samba, estas receberão 33% do recurso cada uma e, havendo saldo restante, será mantido nos cofres da Prefeitura; e no caso de três ou mais escolas de samba, o total será distribuído equitativamente do valor a ser liberado.

A organização do evento não divulgou até agora quantas e quais escolas irão ou não desfilar este ano. No ano passado e no retrasado foram quatro escolas, que este ano desfilarão em um novo local, o terceiro já definido pelos organizadores, que ainda não encontraram um ponto de partida, de ida e de chegada para o Carnaval de rua olimpiense.

Só a título de informação, em 2017, primeiro carnaval deste governo, cujos desfiles foram feitos na Avenida Menina-Moça, às portas do Recinto do Folclore, as quatro escolas de samba dividiram verba de R$ 87.944,88, ou R$ 21.986.22 cada uma, valor quase nada maior (+ R$ 344,88) do montante liberado ano passado, que foi de R$ 87.600, ou R$ 21.900 para cada escola.

Desta feita elas desfilaram na Avenida Aurora Forti Neves, em um trecho de 200 metros, impossibilitando uma melhor evolução de quem teve preocupação em fazer uma frente de escola bonita, diferente e coreografada.

Ou seja, se houve brilho nos dois primeiros carnavais cunhistas com os valores despendidos, este será repetido este ano. Se não houve, também não deverá haver este ano, porque a way of doing é a mesma, só muda-se, de novo, o local.

A propósito, até agora, também, a organização não divulgou qual será o custo total dos festejos de Momo, e quanto importará dele aos cofres do município, uma vez que, cada vez mais, fica demonstrado que a cobertura da iniciativa privada é, aparentemente, só propaganda para, talvez, dar ganho de peso à festividade, que se pretende seja “um dos melhores carnavais da história da cidade”, como professou o secretário Selim Murad.

Mas, pelo andar da carruagem, será apenas mais um carnaval a ser apagado da história dos carnavais da cidade.

GASTA-SE DO DINHEIRO PÚBLICO PARA SABER O QUE PENSA O PÚBLICO?

Leio no semanário Planeta News que o prefeito Fernando Cunha (PR) pode ter feito oito pesquisas de opinião a respeito de sua conduta, a um valor total próximo de R$ 120 mil.

E que estes levantamentos foram encomendados à Sinfor-Consultoria e Pesquisa Rio Preto Ltda-EPP, de São José do Rio Preto, a partir de meados de 2017 e por pelo menos quatro vezes ano passado.

Este tipo de trabalho geralmente serve para medir a aceitação do governo com seus métodos de ação, de decisão e suas realizações. Os governos de modo geral costumam usar esta metodologia para terem informações sobre como o cidadão está vendo seu trabalho, qual a qualidade de sua imagem perante ele, e se suas decisões estão sendo acertadas, se seu método de ação está correto e em sintonia com os interesses da comunidade ou não.

Partindo do resultado, o administrador mantem a linha ou corrige os erros. Ou seja, este tipo de apuração acaba tendo um viés eleitoral, bancado com dinheiro público.

Cunha realizou pesquisa em 15 de agosto, 29 de setembro, 27 de outubro e 26 de dezembro de 2017, gastando no total R$ 60 mil, depois em 27 de abril por duas vezes, 15 de agosto e 12 de dezembro de 2018, gastando mais R$ 58.520,40, totalizando R$ 118.520,40.

“Que se trata de pesquisa qualitativa de governo é uma dedução da redação do Planeta News, por ser, pelo menos, a mais ética a se fazer, embora também desnecessária por consumir dinheiro público. Mas, não se pode descartar que o trabalho pudesse ter viés eleitoral, principalmente aquelas feitas ano passado, quando tivemos eleições para presidente, senadores, deputados e governador do Estado”, diz a publicação.

Todo mundo sabe que o prefeito está na expectativa de mais quatro anos, depois dos dois que ainda faltam, à frente do Executivo Municipal. Por isso torna-se importante saber a quantas anda sua imagem por aí. Assim, deve saber que não anda nada boa.

Tudo bem que ele persiga a reeleição, é um direito que lhe assiste. Mas o interessante seria que ele fosse para a contenda e vencesse, se fosse o caso, como resultado de um trabalho com vistas ao bem estar do cidadão, desinteressado, verdadeiro.

Mas com este tanto de pesquisa já apurado -devem vir outras mais-, não resta a menor dúvida de que o alcaide está direcionando suas ações com vistas a obter resultados eleitorais imediatos.

Ou seja, está atacando aqueles bairros onde esteja em pior situação eleitoral, procurando executar aquelas obras que mais satisfaçam aos olhos do contribuinte e, acima de tudo, procurando dar uma repaginada na própria conduta pessoal de político, que anda lá pelos frangalhos.

Tudo isso à custa do erário. Tudo isso à custa do suado imposto pago exatamente por aquele que o mandatário persegue no dia-a-dia, na espera do voto puro e simples.

Quem quiser que se habilite. Mas não poderão dizer que não estão sabendo da “jogada”.

SERÁ QUE A SAÚDE, NA ESTÂNCIA, NÃO TEM ‘CURA’?

A assessoria do prefeito Cunha disparou e-mails com dois temas que não deveriam ser tratados como motivos de júbilo mas, sim, de preocupação: a Saúde “servida” aos munícipes no dia a dia, e a “modernosa” farmácia municipal.

No primeiro e-mail, diz que “Audiência pública esclarece investimentos na Saúde em 2018”, trazendo os números e valores relativos aos cofres federal, estadual e municipal, claro, com o município gastando mais que os outros dois entes, até por determinação constitucional.

O balanço apresentado informa que “no terceiro quadrimestre (setembro a a dezembro) foram investidos pela Secretaria de Saúde R$ 15.903.645,43, dos quais R$ 4.475.646,05 são investimentos com recursos federais, R$ 465.975,16 investimentos com recursos estaduais e R$ 10.962.024,43 investimentos realizados com recursos próprios”.

Depois, diz que “em 2018, o total dos investimentos em Saúde alcançou, respectivamente, R$ 13.639.935,84 com recursos federais, R$ 541.819,09 com recursos estaduais e R$ 29.541.216,31 com recursos próprios, atingindo o montante de R$ 43.722.971,24”.

Tanto dinheiro assim e por que então a Saúde não funciona em Olímpia? Este tipo de encontro, como o próprio nome diz, é só prestação de contas. Ou seja, demonstração dos números. Da quantificação dos serviços.

Porém, não tratam da qualidade deste investimento, para provarem que não é mero gasto do dinheiro público, e nem da qualidade do atendimento que os números quantificam, para provarem que não é mero serviço mecânico, o “cumprir com a obrigação” constitucional.

Os números fornecidos pela Saúde impressionam, porque são altos em todos os setores, e parece que esta é a “pedra-de-toque”: volume, números e mais números, investimentos materiais.

Mas a Saúde de Olímpia carece do ingrediente chamado humanismo, aquele que torna cada visita a qualquer um dos setores de atendimento ou de exames, algo menos penoso do que já é a própria doença ou o mal estar do paciente. Mas não é assim que tem sido.

Há uma burocracia cada vez mais latente e cada vez mais jogada para as costas do pobre usuário. Papeis e mais papeis para cima e para baixo, falta de informação crônica, falta total de sintonia entre os diversos setores, desconhecimento do mecanismo de funcionamento, das rotinas pelas atendentes também é um fator a se destacar.

São idas e vindas que podem ser evitadas com um simples sistema intermodal de eletrônica, a internet ou intranet fazendo toda a diferença, exatamente num governo que presa tanto e gasta os tubos com softwares.

Mas não o faz para setores onde seriam indispensáveis e representariam bem estar, comodidade para aqueles que necessitam usar os meios de Saúde locais.

É preciso que se conscientizem que números não indicam qualidade. Jamais. E o que falta nos serviços de saúde pública da Estância é qualidade acima de tudo. Da mão-de-obra, do gerenciamento, da prestação do serviço propriamente dito. Falta leveza, falta dinâmica de soluções. Não é raro atendentes criarem mais problemas que darem soluções ao incauto paciente.

Enchem-no de papeis e de desinformações, mandam-no de um lado a outro, e até mesmo dentro de um mesmo setor às vezes ele tem que juntar papeis aqui e ali, para uma coisa e outra. Não há interligação entre setores, não há intercomunicação entre profissionais médicos.

Por exemplo, se você se consulta com um especialista hoje, e daí dois, três meses (estou sendo otimista) volta para o atendimento com outro especialista, aquele que vai te atender sequer tem ideia de que você já passou por ali e quais são seus outros problemas precedentes em tratamento.

Os médicos não têm um terminal de computador em suas salas, um sistema interligado a uma central, por exemplo, onde os dados daquele paciente estarão armazenados e poderá saber da sua vida médica pregressa e seus procedimentos decorrentes. Ou se nunca esteve ali. Sei lá, é uma ideia.

Ideia não impossível, porque no AME em Barretos é assim. Nem parece saúde pública, tal a dinâmica de procedimentos. Você entra, entrega seus papeis para a atendente primeira, e depois só vê papel novamente quando terminam todos os procedimentos e uma enfermeira vem lhe passar as orientações necessárias.

Se lá pode, porque não aqui, com tanto dinheiro disponível? De lá eu copiei também o sistema intermodal de Informática, onde o médico que nunca te viu sabe até o nome do remédio que você toma ou deixou de tomar.

A FARMÁCIA ‘MODERNOSA’
Caso sério esta tal Farmácia Municipal ‘Cláudio Galvão’ da Estância Turística de Olímpia. De acertos, só o homenageado e o horário estendido. O que ocorreu ali foi apenas a transferência de problemas latentes para uma casa bonita.

Porque veja bem, tudo pretensamente moderno e ninguém se lembrou de instalar ali um divulgador de senhas eletrônico? As moças ficam gritando o tempo todo. Mas tem uma TV de 40 polegadas, isso tem. Porém, sem som e sem closed caption, afinal, funcionalidade não é mesmo o forte desta gente.

E a problemática dos remédios continua. Não há estoque, ou sequer amostras de medicamento de alto custo para “aliviar” aqueles que têm que esperar toda burocracia do estado. O paciente é tratado à seco. “Não tem” e tudo ok. Ou “estamos aguardando Barretos” e tudo ok. Tragédia.

E aquilo que mais temia aconteceu. Por experiência própria posso falar. Disse aqui que a mudança para longe do “Postão” criaria ainda mais dificuldades. Você chega à farmácia e falta um papel que tem que buscar no “Postão”. Cerca de 500 metros distante, vai à pé, busca e volta. Isso quando as informações “batem”, o que não é raro não acontecer.

Se está de carro, pode dar tempo de resolver. Se está à pé, o caso é sofrer. Principalmente se mora na zona rural, por exemplo. Há muita falta de informação, reitero, e quem na ponta arca com a problemática é o paciente, que em muitos casos, acaba desistindo de correr atrás. Se pode, compra aquele remédio, se for de alto custo, talvez compre, talvez deixe de tomar. Talvez morra.

Portanto, nobres senhores responsáveis pelo bem estar e a vida de tantos quantos. Números são frios. Gente é quente, tem sentimentos, dores, necessidades e precisam de socorro no mais das vezes.

Que tal deixarem de lado as canetas e planilhas e empunharem com firmeza o Bastão de Esculápio para enfrentar e vencer as doenças e por fim à inércia, à falta de imaginação e iniciativa no setor?

Que tal tratar os humanos como tais, e não como números que se acumulam e nada resolvem?

AS CARPIDEIRAS CHORAM O ANTI-MARKETING DE DÓRIA

O Diário Oficial do Estado trouxe na sexta-feira da semana passada, dia 1º de fevereiro, mais um corte de recursos que seriam destinados à Estância Turística de Olímpia. Desta vez, a área afetada foi a Saúde do município, principalmente a Santa Casa.

Por meio de uma resolução, o Governo do Estado de São Paulo determinou o cancelamento de aproximadamente R$ 1 milhão em convênios, sendo R$ 918 mil para investimentos em um tomógrafo no hospital e R$ 100 mil para custeio da Secretaria de Saúde. Foram 250 convênios com diversos municípios paulistas até agora.

Inicio este artigo destacando o último corte de verba feito pelo governador João Agripino da Costa Dória Jr., mais conhecido como João Dória, para a posteriori tentar acalmar as carpideiras do atual governo, que ficam “batendo bumbo” nas redes sociais a cada evento deste gênero.

De nossa parte, acreditamos ser tudo isso nada mais que um anti-marketing político do governo paulista, afeito que é às manchetes jornalísticas e certamente uma criação de imagem de governo criterioso na distribuição de recursos.

Dória vê “viés político’ em todos os convênios que ora cancela, no que não deixa de ter certa razão, uma vez que todos foram assinados no “apagar das luzes” do governo Márcio Luiz França Gomes, como forma de agradecimento pelo trabalho político-eleitoral desenvolvido por estes chefes de executivos.

(No caso de Olímpia foi infrutífero porque o então candidato Dória (PSDB) venceu no segundo turno das eleições com mais de 3,1 mil votos à frente de Márcio França (PSB). O ex-prefeito da capital recebeu em Olímpia 14.384 votos, contra 11.203 de seu oponente -neste caso, vê-se que por osmose. Dória recebeu no segundo turno, mais de 5,6 mil votos acima daqueles recebidos no primeiro. No dia 7 de outubro, Dória havia recebido 8.761 votos, e França, 5.720 votos. É só um detalhe).

Porém, o raciocínio lógico em tudo isso é que assim que “equacionar” os cofres do estado, Dória começará o processo de “acariciamento” dos descontentes, quando então as “vivandeiras” das redes sociais vão passar a maior vergonha alheia, tendo que aplaudir aquele que criticaram, no intuito, mais especificamente, de fomentar animosidades entre o prefeito, o deputado federal Geninho Zuliani, o vice, Rodrigo Garcia, e o próprio governador, além de deixa-los mal perante a opinião pública.

Como se o prefeito desta Estância tivesse escopo político para sustentar esta contenda. Não tem. Porque não tem aliados fora do círculo politico local. Sequer regionalmente é destaque. Cunha é um político local, e como tal deverá correr, sim, a “canequinha” pelos corredores dos Bandeirantes, sem o menor pudor. E detalhe: com Zuliani a tiracolo.

Meias ações, temores, excesso de prurido político não deverão ocupar nenhum espaço caso o alcaide queira impor sua personalidade político-administrativa a tantos olimpienses, que ainda o vêm, dois anos depois de assumir a cadeira principal da Praça Rui Barbosa, 54, como um agente fraco e sem iniciativa.

Dória vai voltar, não só a Olímpia, mas a todos os municípios que hoje choram suas verbas. E todos vão aplaudi-lo por sua “generosidade”. Aí já será o marketing. Não é difícil de entender…

ANÚNCIOS SEM PROVISÃO DE FUNDOS
Por outro lado, as carpideiras de Cunha choram o leite que sequer derramou. Choram verbas que sequer estavam alocadas, mas somente previstas dentro dos convênios extemporâneos de França.

Por exemplos, o de R$ 5 milhões para a duplicação da Rodovia Wilquem Manoel Neves até a Assis Chateau­briand, e o de R$ 3,9 milhões para a cobertura e remodelação do Recinto do Folclore, que alegam ser “verba destinada por lei pelo município ser Estância Turística”.

Recurso do DADE, portanto. Mas, convenhamos que gastar quase R$ 4 milhões do DADE para uma cobertura desnecessária do Recinto, quando tantas outras coisas são necessárias ali, é uma excentricidade.

Em ambos os casos a choradeira não se justifica, porque ambas as obras foram anunciadas, e a da Wilquem Neves iniciada, sem qualquer previsão de recebimento de recursos do Estado. Sequer assinatura de convênio havia.

Detalhe que no tocante à cobertura do Recinto, o anúncio da obra foi feito em agosto de 2017, ainda no governo Alckmin. E de lá para cá nada se fez para viabiliza-la.

Mais grave ainda, no caso da Wilquem Neves, Cunha fez licitação, contratou empresa e deu início às obras. Ou seja, a um custo aí a ser apurado, que ficou por conta dos cofres da Estância.

Dizem as carpideiras que “a cidade já contabiliza mais de R$ 10 milhões de recursos perdidos que seriam repassados pelo Governo do Estado”.

Como se pode perder o que não se tem? Convênios, ao que se saiba, são intenções. E por parte de Olímpia, pelo menos que se saiba, não foi cancelada nenhuma verba já alocada, chancelada. Sós os convênios de última hora de França.

“Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que os contratos e convênios, assim como questões orçamentárias, foram respeitadas e feitas dentro da legalidade”. Não há verba “tomada” da cidade. É exagero esta nota.

“A gestão reitera que buscará diálogo com o governador e a Casa Civil para garantir os recursos do município”. Alvíssaras! A única frase sensata oriunda deste governo municipal neste “imbróglio” todo.

O PEQUENO SOBERBO

Li ainda há pouco não sei onde que o silêncio também é uma poderosa arma contra seu ofensor. Acredito, e acrescento que quando nos calamos à ofensa, uma força positiva gigantesca conspira a nosso favor, e o resto a própria natureza humana faz.

Quando nos calamos diante daquele que nos ofendeu, ele próprio fica com a reverberação da ofensa a ribombar em seus ouvidos, impedindo que a própria consciência se aquiete.

Imagino que esteja assim aquele que recentemente usou de seu poder discricionário para lançar ao ar mentiras e aleivosias por não gostar de ler (se é que foi ele próprio quem leu), análise que tinha unicamente o condão de mostrar a quem interessasse, uma realidade política e não pessoal.

E parece que esta realidade política é tão verdadeira, que o alvo da análise transfigurou-se no monstro feroz que sempre se apossa de suas emoções quando quer atacar alguém a quem não consegue alcançar por outros meios devido à sua estatura moral, que não seja o ataque pessoal.

Não vou, jamais, aqui, sustentar bate-bocas nem revidar a cada ataque que sofrer. A pessoa em questão já deu mostras e à exaustão de sua amoralidade quando, por ciúmes, agrediu moralmente um colega e trouxe problemas emocionais e familiares à terceira pessoa também vítima de suas ensandecidas verborragias, a ponto de não poder sequer voltar para casa, para o convívio de seus familiares, que passaram a vê-la como a pessoa que a família não conhecia.

Eu penso que um homem deve pensar duas vezes ao dizer a outro “vou lhe dar um tapa na cara”. Porque se diz, terá que fazê-lo. Se disser “vou lhe matar” e puxar uma arma, penso que terá que fazê-lo. Até mesmo se puxar uma cinta e partir para cima de seu desafeto, penso que terá que desferir-lhe pelo menos uma cintada.

Pois é isso que marca o caráter de um ser vivente. Aquele que tem firme caráter, tem a palavra como fio condutor, não se verga. E aquele que tem a palavra como fio condutor de seu forte e ilibado caráter, não diz mentiras. Não agride moral e gratuitamente o outro.

E caso se veja impelido a dar respostas a certas referências à sua pessoa, principalmente se não forem referências sobre algo íntimo, pessoal, familiar, que estas respostas venham eivadas de sabedoria, conhecimento, reflexão e acima de tudo, respeito.

Esta é a única maneira de a pessoa alcançada entender ser o outro, moralmente, intelectualmente e no caráter, superior a si.

Não vou citar nomes. Não vou ser direto. Mas sei que os que me leem têm cognição suficiente para entender a mensagem.

Escrevo esta linhas reflexivas, como uma precaução e uma forma de aviso. Porque não estamos livres de outras saraivadas de mentiras e invencionices. Pois é assim que pessoas inferiores agem para atingir aquele que está bem acima de seu patamar moral.

Ouvi coisas hoje nas ruas. Comentários isso e aquilo. Que fulano está fazendo isso e aquilo para me atingir. E disse a todos que não tenho na vida temor moral algum, e se fulano tem “um calhamaço de papel” a ser usado, como me disseram, imagino ser de papel higiênico. Para limpar a boca.

DEPUTADO OLIMPIENSE GANHA FORÇA COM MESAS DA CÂMARA E DO SENADO

Analistas políticos locais e alhures, estão dando como certo o fortalecimento político do deputado federal olimpiense Geninho Zuliani (DEM), a partir da reeleição do deputado Rodrigo Maia, também do DEM, para a presidência da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. “Isso tem um significado especial para o deputado e, consequentemente, para Olímpia”, é o que dizem.

Rodrigo Garcia, por sua vez, tem forte ligação com o presidente reeleito da Câmara dos Deputados. E se não bastasse isso, logo depois elegeu-se presidente do Senado, com a renúncia da candidatura de Renan, Davi Alcolumbre, outro demista. Isso tudo soma força e abre portas.

Além do que, garantirá a elevação do nome de Geninho, fazendo com que ele se sobressaia entre muitos outros nomes e, principalmente, fique longe, bem longe, do chamado “baixo clero”, aquele grupo de políticos sem maior expressão dentro do Congresso Nacional.

Como sua atuação legislativa será propositiva e dinâmica, conforme ele próprio deixa claro, na esfera do “alto clero” Geninho terá voz e vez, facilitando assim seu trabalho em prol dos municípios paulistas e, com certeza, da Estância Turística de Olímpia.

Outro detalhe é que  Zuliani já começa a atrair para si as atenções da grande imprensa. Já foi chamado pelo jornal Folha de S. Paulo, edição de sábado passado, 2 de fevereiro, de “aliado de Dória no interior’, segundo o site do semanário Planeta News.

Ao site ele disse: “Com esta eleição de Maia as proposituras em favor dos municípios ficam mais fáceis de serem tratadas e pautadas, porque esta proximidade de Maia com o Rodrigo Garcia abre as portas do diálogo com o presidente, a fim de que possamos detalhar nossas pretensões e sermos atendidos em termos de tramitações”.

“E naquelas que houver maior dificuldade, o Rodrigo pode nos amparar, assumindo as causas mais complexas em favor das cidades do interior de São Paulo, nos mais diversos aspectos, porque elas serão minha prioridade. Com destaque para Olímpia”, completou ele ao veículo eletrônico.

Diz ainda o texto do Planeta News que “este ponto de vista manifestado pelo deputado já começa a ser percebido até mesmo pela grande imprensa que acompanha de perto o dia a dia do Congresso. O jornal Folha de S. Paulo, em sua edição deste sábado, 2 de fevereiro, deu nota em sua coluna Painel, assinada pela jornalista Daniela Lima, no caderno Poder, a Geninho Zuliani tratando-o como ‘aliado de Dória no interior’”.

Diz a nota: “ALUNO APLICADO Um grupo de deputados de primeiro mandato passou a semana que antecedeu o início da legislatura, em Brasília, em um curso sobre gestão Estratégica para mandatos, do Insper. Entre os alunos, o deputado Geninho Zuliani (DEM-SP), aliado de Doria no interior”. A coluna é uma das mais importantes do jornal, publicada na página A4.

Trata-se, portanto, de um importante indício de que Zuliani estará no foco da grande mídia, em função de sua proximidade com Dória e Garcia, outro fator preponderante para proporcionar bons resultados em suas empreitadas.

Apesar da torcida em contrário de tantos quantos na cidade.

ACEITA QUE DÓI MENOS, PRESIDENTE!

O que basicamente o presidente da Câmara de Vereadores de Olímpia, Antonio Delomodarme, o Niquinha (Avante), não gostou, aliás odiou, a ponto de já lançar as bases do que será sua gestão à frente da Mesa Diretora da Casa na noite de ontem, foi o que segue abaixo, publicado recentemente por este blog:

“(…) Inexperiente como mandante legislativo, o que se ouve aqui e ali é que na Casa de Leis, o dia a dia tem sido de desassossego desde 1º de janeiro, quando mudou-se para o Gabinete presidencial.

Niquinha, pelo que se pode ver, é até agora o mais desarticulado político a assumir a Mesa da Câmara. Sequer tem um nome para chamar de seu Chefe de Gabinete. O cargo está vago. Sequer tem uma base política de confiança ali. Segue só.”

(PS: Na noite de segunda-feira apresentou sua chefe de gabinete, que acabara de ser nomeada, uma jovem recém-formada em Direito, porém sem experiência na função. Mas, como experiência se adquire, se ele deixar ela aprende).

“Há temor de que acabe se tornando presa fácil do Poder Executivo, que inclusive formaria uma base de apoio para ele no Legislativo. Com gente da confiança do prefeito Fernando Cunha (PR). Então, ele, que tanto renega ser alguém sob o domínio do grupo genista, seria então alguém sob o domínio do grupo cunhista.”

(PS: E parece estar caminhando para isso, uma vez que aquele seu destemperado discurso de ontem à noite, tem o “DNA” cunhista, possivelmente atende a um roteiro passado a ele)

“VOTOS ‘NA MEDIDA’
Na eleição para a Mesa, Niquinha recebeu seis dos 10 votos possíveis, uma vez que seu colega Hélio Lisse Júnior (PSD) votou em si mesmo e recebeu votos de Fernando Roberto da Silva, o Fernandinho (PSD) e Flávio Augusto Olmos (DEM) para presidente. E José Elias de Morais, o Zé das Pedras (PR), votou também em si mesmo para o cargo principal da Mesa Diretora.

(…) Dá pra perceber ainda que seriam quatro os desafetos declarados de Niquinha, fora aqueles dos quais recebeu os votos mais por composição de grupo que por afinidade política.

Ou seja, para 2019-2020, teremos uma Câmara (…) que contará com um presidente instável emocionalmente e da mesma forma preterido pela maioria. Preparemo-nos, pois, para os dois anos mais turbulentos que a história política recente da cidade viverá em nível legislativo.”

Se me apontarem onde está a inverdade no que está posto acima, dou mão à palmatória. Além do que, fontes confiáveis do Legislativo reforçaram a este escriba: “O presidente está se isolando cada vez mais”.

E eu reforço: continua sem base política nenhuma na Casa de Leis. O resto é fruto do chamado “jus esperneandi”. Porque a realidade está mostrando sua face (horrenda para nosotros!).

CONSIDERAÇÕES SOBRE O SAI (Sistema Avançado de Inutilidades) DE CUNHA

Outro dia me ocorreu que a atual administração desta Estância Turística de Olímpia tem se esmerado em uma coisa: projetos eivados de inutilidades. E, pior, que em cada um deles, há milhares senão milhões de recursos públicos injetados. Felizmente alguns são abortados no nascedouro.

A esta anomalia governamental, me ocorreu dar um nome. Pensei e considerando que Fernando Cunha (PR) se esmera em ser um prefeito “bossa nova” com tantas tecnologias internéticas para tudo, concluí: SAI-Sistema Avançado de Inutilidades.

Se não, vejamos: Começa-se com a contratação de um instituto chamado Áquila, para ministrar cursos de gestão, auxiliar o alcaide nos afazeres administrativos, coisa que era feita de forma “caseira” na gestão passada, monitorada por uma pequena empresa, de custo baixíssimo. A Áquila custa quase R$ 2 milhões.

Mais recentemente, o governo municipal vem de anunciar que agora os pacientes da rede de saúde poderão “ver o resultado” (começa com erro de narrativa, porque não se pode “ver” na verdade os exames), via internet.

Pensa-se que se trata de um aplicativo onde o paciente teria todas as explicações acerca do que está ali expressado. Bom, a ética médica não permite. Por isso não se trata de “ver o resultado”.

Então, sabe-se que o paciente apenas poderá acessar o resultado, imprimi-lo e levar consigo para marcar um retorno de consulta. Esta maravilha de sistema não garante, no entanto, a marcação da consulta de imediato. Ou seja, inutilidade flagrante.

Outra questão, ainda na área da Saúde, é a mudança de endereço da farmácia municipal para um prédio pomposo e caro no centro da cidade. Longe do “Postão” e geralmente com dificuldades de estacionar para quem vai de carro.

Se o infeliz esqueceu algum papel ou documento no “Postão”, terá que caminhar cerca de 500 metros de volta. Se foi ao “Postão” para buscar a papelada, idem em sentido inverso até a farmácia. Sem contar que tanta pompa e circunstância não garantem o atendimento à receita.

Em outra seara, mas com interligação a esta, temos o “cartão cidadão”, um entulho burocrático a que o olimpiense foi submetido, que governo nenhum posterior e este irá manter. Dinheiro – e muito! – jogado fora, em um sistema que tem prazo de validade.

Os semáforos, da forma como foram e onde foram instalados, dispensam comentários, tamanha a agressão ao bom senso e o apego à inutilidade.

Nas obras, calamitosamente, o SAI está presente de forma marcante, e aí milhões estão projetados, embora, felizmente, com alguns percalços. Por exemplo, para que gastar-se mais de R$ 3 milhões em uma cobertura da arena do Recinto do Folclore?

Interferindo na sua estrutura arquitetônica com um “elefante branco suspenso” para ser usado uma vez ao ano? E ficar ali se deteriorando, quando há tantas coisas úteis e necessárias a serem feitas ali?

E o viaduto a partir da ponta da Desembargador José Manoel Arruda pegando parte da vicinal Álvaro Britto, por pouco mais de R$ 8 milhões? Um elevado que vai do nada a lugar nenhum, quando uma simples alça de acesso resolveria?

E a duplicação da Vicinal Wilquem Manoel Neves, por mais de R$ 5 milhões para construir uma pista visando facilitar o acesso de turistas ao clube do qual, consta, seria sócio?

Na seara do abastecimento de água, os poços profundos, caríssimos, que até agora não deram sinal de vida, ou de água, na Daemo e no local onde se projetava uma obra ousadíssima que era a captação de água do Rio Cachoeirinha, mas Cunha preferiu abrir um poço no Aquífero Guarani – mais um! E aqui falamos de uma verba herdada pelo prefeito de turno.

E na Daemo, cuja vazão pode ficar abaixo do que fora projetado e com o qual gastou-se mais de R$ 3 milhões?

No tocante a obras, ainda há aquelas da avenida Aurora Forti Neves, totalmente modificada em seu projeto original e a da Avenida dos Olimpienses, projetada para ser uma espécie de boulevard ao ar livre, somente com proteção solar e local de encontro para o lazer, o bate-papo, o cafezinho, a alimentação e as pequenas compras de artesanatos, etc.

Sabem o que virou? Um local com um banheiro em cada ponta e uma avenida no meio. Avenida esta que acaba de ganhar uma ciclovia, que vai do nada a lugar nenhum, também, já que começa em uma ponta e termina na outra, cruzando a avenida (a merecer um troféu por tamanha inutilidade).

No mais, é conclamar o cidadão-leitor destes emaranhados a ficar atento as ações e decisões deste governo (que deve ter um cinto de inutilidades a ser usado todos os dias, como aquele anti-herói da propaganda) e ir praticando a percepção para novas coisas inúteis às pencas que virão, ou às que nos passaram despercebidas neste momento.

No varejinho de miudezas, até que o prefeito vai bem. As praças estão limpinhas, as beiras de acesso à cidade idem (os turistas agradecem), as multas vêm sendo aplicadas direitinho aos infratores diversos, e a frota de carro -aliás outra inutilidade cara, mais de R$ 1,5 milhão para uma “administradora”), vão passeando bem, etc.

Além de um governo de varejinhos de miudezas, Cunha ganha agora este novo título: o prefeito “bossa nova” das mil e uma inutilidades.

Página 1 de 3

Blog do Orlando Costa: .