Blog do Orlando Costa

Verba volant, scripta manent

Mês: junho 2010 (Página 1 de 2)

AGORA É CUIDAR DO QUE É NOSSO DE VERDADE

Amigos do blog, terminada a portentosa festa do peão – que em olímpia, aliás, “não é rodeio, é PBR”, seja lá qual for o significado disso, é hora de pensarmos no evento muito mais valioso do ponto de vista de sua importância histórica, que é o Festival do Folclore. Já há alguns dias, à pergunta sobre quantas anda a organização da festa, sua principal responsável, professora Cidinha Manzoli, responde que está tudo pronto. Mas, deste “tudo pronto” ainda não se tem a exata dimensão até o momento. Pode ser que seja relativo apenas às questões burocráticas, técnicas e de desenvolvimento daquilo que porventura tenha sido programado para esta edição. Restaria a questão relativa ao que se vai apresentar, que grupos contratar, qual a estrutura que a festa terá. Afinal, são 46 anos de tradição, na busca à qual poucos municípios se dedicam, a da preservação das raízes culturais de um povo. É claro que dizer isso, na atual conjuntura de Governo que temos, pode parecer algo sem valor nenhum, já que por aqui respira-se outros ares, de menor densidade cultural e pífio apelo ao conhecimento humano – os corcoveios bovinos e os trejeitos, trajes e jeitos “importados”. O apelo é muito mais fácil, e consequentemente a “resposta” do público também, o que se traduz em movimentação financeira, lucro, como lembrou um leitor do blog em comentário recente. Mas, a cidade não é só isso. Aliás, nunca foi. E uma coisa nunca interferiu na outra, até mesmo porque as coisas dos peões eram tratadas por entes privados, sem investimento público e sem o “mergulho” de corpo, alma e coração, da figura do prefeito na organização de tudo. Se ele preferiu assim, tudo bem, é problema dele. Mas, o que a cidade não pode experimentar, doravante, é o desprezo pela sua festa maior, para a qual seu mestre criador, José Sant’anna, deu a própria vida. Seria, antes de tudo, um desrespeito imperdoável à sua imagem, à sua memória e a tudo o que seu trabalho representou para Olímpia. Claro, o Fefol não dá lucro, como a festa do peão, conforme aquele mesmo leitor. Mas cultura, via de regra, não dá lucro em lugar nenhum. Mas, também não dá despesa. Porque, por mais que se queira passar idéia contrária, o que se põe em recursos na atividade com fins culturais é investimento. Investimento, principalmente, no ser humano, na sua alma, na sua mente, no seu coração. Eventos assim, diferentemente de festas de peão, quando o cidadão participa, compartilha, assiste, leva sempre algo dentro de si na volta para casa. Este é o grande investimento. No conhecimento humano, no seu engrandecimento, no seu crescimento. E alguém até pode dizer – repito, na atual conjuntura de Governo que temos – que isso não é importante. E até  visualizo algumas figuras rindo, debochando destas linhas e ainda vibrando histericamente com o resultado final da festa do peão que “não é rodeio, é PBR”.
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INSISTA CURUPIRA, INSISTA!
É sabido que por pouco o Curupira não foi expulso de suas matas por aqui. Aliás, o seu resgate é quase um mea-culpa mal disfarçado, porque mais alguns passos e ele estará mesmo fora de seu recinto, conforme sua reprodução em concreto na porta de entrada. Em direção à rua. E parecendo correr. Um protetor dos animais a conviver com um espetáculo que os tortura, machuca e faz sentir dor. Há também a opinião de outro amigo do dia-a-dia no sentido de que por ser ano eleitoral, as coisas podem se dar este ano de forma diferente em relação ao Fefol. “O Geninho é esperto”, lembrou o interlocutor. Entendam o “esperto” como alguém que não deixará a “peteca cair”, porque precisa montar um ótimo ambiente para receber seus parceiros políticos, dar a eles um palanque de certo nível. Então será um investimento político, em primeira instância – ou pró-política, caso queiram – e por tabela na cultura e no conhecimento. Só por tabela. Mas, já é um progresso.
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DINHEIRO À GOSTO
De qualquer forma, vejo em um grupo de expressão ou de projeção folclórica, num aspecto por seu conteúdo lúdico, noutro aspecto por seu contexto cultural, valor factual muito maior que uma dupla chamada sertaneja, mais que isso, chamada sertaneja “universitária”, para a qual se paga, sem a menor cerimônia, quase R$ 150 mil por uma apresentação com música e perfomances de gosto duvidoso, ou para consumo imediatista (ouço gargalhadas também por isso!). Mas é a pura realidade. Ou alguém acha que aquilo que esta gente canta tem nível universitário? Mas, enfim, o ponto não é esse. O ponto é exatamente pedir ao nosso alcaide que o evento maior da cidade, malgrado seu orgulho pelo resultado da festa que valoriza sobremaneira, chama-se Festival do Folclore. Que existe desde antes de seu nascimento. É que só por isso teria que merecer toda a sua reverência, e não seu aparente desprezo.
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A LÍNGUA, A RAIZ, A PÁTRIA
Aliás, pouco se me dá que o recinto seja invadido pelos aficionados de outras manifestações que de cultural nada têm. Desde que não mexam no Fefol. Ele é um patrimônio público. E do povo. Uma forma de garantir, caso se levasse muito, mas muito mesmo a sério, as raízes de um povo, uma nação e, consequentemente, sua independência. Aliás, paradoxalmente, já pelo segundo ano consecutivo sofremos uma espécie de “invasão” de costumes, e o que é pior, patrocinado com o dinheiro deste mesmo povo, que corre o risco de ter seu patrimônio cultural jogado senão no lixo, pelo menos na lata do esquecimento.

AINDA AS ÁREAS DA FEPASA, AGORA OS DESDOBRAMENTOS

Amigos do blog, é claro que os acontecimentos de quinta-feira da semana passada, 24, tinham que ter desdobramentos. E eles vieram na sessão ordinária da Câmara Municipal, ontem, 28. E vieram feito um torpedo nuclear,  e dirigidos ao vereador Bertoco (PR), articulador, como já disse aqui na semana passada, do rame-rame em torno do deputado federal Valdemar da Costa Neto, também do seu PR, por conta da doação ao município, das áreas e imóveis da antiga Fepasa, hoje patrimônio da União. Doação que, na realidade, no “preto-no-branco”, não aconteceu, conforme denunciou João Magalhães (PMDB) da Tribuna da Casa de Leis. “Tudo o que foi armado aqui, foi uma coisa até meio fantasiosa, aquilo não é verdadeiro”, criticou o peemedebista. Os amigos se lembram do fato, né? Se não lembram, voltem lá atrás, no post “O que esperava Magalhães”, de 25 de junho. E o que aconteceu ontem, era esperado. Algo Magalhães, que se confessou “amargurado e totalmente desestimulado para seguir na vida pública”, iria fazer. Isso ele deixou bem claro, na própria quinta-feira 24, quando deixou escapar: “Daqui por diante as coisas vão ser bem diferentes”. E quem conhece o vereador sabe que, realmente, tudo foi diferente na sessão de ontem. Os dois vereadores são amigos. Muito amigos. E entre eles sempre houve uma relação de respeito. Relação esta que Bertoco fez questão de reforçar ontem, ao terminar sua réplica e ir direto ao vereador para um aperto de mão, no que foi correspondido (embora Bertoco tivesse dito antes que iria abraçá-lo, mas então se contentou com um aperto de mão). Mas, Magalhães cobrou do colega o verdadeiro documento de doação daquelas áreas. Porque o que foi assinado ali, na quinta-feira, segundo ele, não é um termo de posse definitiva, é um termo de guarda provisória. “Guardando estas áreas provisoriamente o município já está há 30 anos”, contestou.
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DESILUSÃO
“Eu fiquei tremendamente chateado, se eu não desabafasse hoje não teria mais condições de permanecer nesta Casa de Leis. Tenho a certeza que vossa excelência não fez isso por maldade, mas fez no intuito, talvez, de carrear votos para o deputado Valdemar (da Costa Neto). E o prefeito e o seu secretário (do Planejamento, Amaury Hernandes), que também não fizeram nada, se aproveitaram de uma brecha que vossa excelência proporcionou e simplesmente jogaram o meu trabalho como se eu não tivesse feito nada para o Jardim Boa Esperança. Faço questão de, quando este trabalho estiver pronto, encaderná-lo e presenteá-lo a vossa excelência, para que possa entender o seu significado”. Assim falou Magalhães, frisando depois que, no caso das áreas antes da Fepasa, hoje da União, haviam duas opções: a União tansferir diretamente para cada morador a sua parte, ou toda a área para o município, que por sua vez faria a partilha. Mas isso, segundo ele, “de forma oficial”. Mas, não há dúvidas de que o vereador exagera quando considera que o fato causou “dano irreparável” à sua carreira política”. Até porque ela é bem maior que este dissabor.
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NÃO FOI BEM ASSIM
Eu havia contado aqui antes, que as coisas chegaram ao ponto que chegaram por questões de desencontros de informações e atitudes. Que até conversa a porta fechada com Costa Neto, antes do rame-rame, Magalhães teve. E que Bertoco pretendia, sim, colocá-lo à Mesa, e convidá-lo a usar da palavra. E, no final, assinar a papelada e “sair na foto”, como reforçou Bertoco ontem. Mas, pelas colocações de Magalhães, deu para entender que já desde o início de tudo ele havia se rebelado. Havia tomado conhecimento naquela reunião a portas fechadas daquilo tudo que falou ontem, a respeito dos documentos que não eram de posse definitiva, mas de guarda provisória. Por isso antes mesmo do cerimonial se mostrava tão nervoso, irrequieto e não parava de falar ao celular, forma também que encontrou para ficar longe do plenário, até para não ter que recusar convite para ir à mesa e discursar. Falar o quê?, deve ter pensado. Assim, agiu certo o vereador ficando ao longe.
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FAZENDO O QUE ACHA CERTO
Para responder ao colega, Bertoco pediu tempo livre, “pelo menos uma vez na vida”, no que foi atendido pelo presidente Hilário Ruiz (PT). “Não tenho líder. Faço as coisas que eu acho que é certo”, começou. “Eu queria, sim, você nessa Tribuna, aquele dia, abraçado comigo, tirando foto”, continuou.
Nós temos que se unir. É Olímpia em primeiro lugar. Eu vou descer aí e te dar um abraço. Se não quiser o abraço, tudo bem, topo qualquer coisa, mas você continuará sendo um grande amigo deste vereador. Eu deito na cama e queria ser como você, você é um exemplo para mim”, exagerou (no caso do abraço, cxomo já disse, ele acabou virando um aperto de mão). Depois, Bertoco comparou o representante de Magalhães na esfera federal, com o seu. Disse que se o Michel Temer (federal, candidato, hoje, a vice-presidente de Dilma) a Costa Neto. “João, se ele (Temer) quisesse seriam apenas duas palavras dele”, afirmou. Magalhães não se conteve: “O Valdemar tem influência, sim, no  Ministério dos Transportes, mas não resolveu o problema em definitivo”. Sobre a acusação de Magalhães de que tudo naquela quinta-feira não passou de uma “falseta”, Bertoco respondeu: “Se foi uma ‘falseta’ o que foi feito aqui, vou dar ‘parte’. Se o representante da União veio aqui, usou a Câmara, usou o presidente, que também assinou o documento, se for ‘falseta’ vou dar ‘parte’. Não, não foi ‘falseta’, tenho a certeza. Não se brinca com um pai de família, como eu sou”.

Fecha o pano.

‘GENINHO QUER TRANSFORMAR LIXO EM DINHEIRO’? CERTO, MAS DEVAGAR COM O ANDOR!

Amigos do blog, leio na edição de hoje, da “Folha da Região”, matéria que trata do aterro sanitário terceirizado que o prefeito Geninho (DEM) quer implantar em Olímpia. Relato porque achei o título curioso – “Geninho quer transformar lixo em dinheiro para o município”. Trata-se de uma simplificação jamais vista naquele periódico, quando o assunto é de tamanho peso (sem trocadilho). Aliás, mais que simplista, a chamada de capa do semanário seria, por assim dizer, “alienista”, para cunhar um termo tão ao gosto de seu editor. O projeto do prefeito é algo de fenomenal grandeza, algo que vai “sacudir” as estruturas da cidade, seu meio ambiente, seu povo, e não necessariamente pelo aspecto positivo. E não basta que se coloque em meio a isso, como “chamariz”, a palavra substantiva dinheiro, ou o próprio, para que tudo ganhe ares de bem maior. Porque é essa, exatamente, a mensagem que o chefe do executivo olimpiense está enviando para seus governados. E, considerando o pendor do prefeito pelos “grandes projetos”, pelos “feitos extraordinários” e impactantes, não é crível que tudo esteja sendo dito. “É um planejamento estratégico para Olímpia, não é uma simples lei”, ele diz. Sim, mas e o resto? “Com esse planejamento, Olímpia sai na frente”, reforça. Mas, na frente de quem, mesmo? Dentre a maioria dos prefeitos com quem nosso alcaide disse ter conversado, “poucos teem aterro próprio”. E por quê será ele não disse. Para o prefeito, este projeto de implantação de um local na cidade para onde virá o lixo de dezenas de cidades, como pretende, será “a redenção de Olímpia e de várias cidades da região”. Redenção em relação a quê ele não detalhou. E por quê Olímpia assumiria o papel de redentora de tantas outras cidades da região, ele também não explicitou. E quanto representará, na ponta do lápis, “toda a prestação de serviço, todo ICMS” que fazem brilhar os olhos do prefeito? Isso também não foi colocado em detalhes (números, valores). Observem os amigos que o prefeito só fala com antusiasmo dos supostos benefícios. E os custos sociais e ambientais? Esses vão ser discutidos também com a mesma disposição pelo prefeito, seus técnicos, Câmara Municipal, população de modo geral ou seus organismos representativos? “Não se trata de ‘trazer lixo para Olímpia’”, encerra o prefeito. Se trata sim, prefeito. E com tantas e tamanhas implicações, que lá na frente tudo pode não corresponder inteiramente ao simples “ganhar dinheiro” propagado.
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QUANTO CUSTA
Segundo o prefeito, o tal aterro sanitário deve custar algo em torno de R$ 20 milhões, ou até mais “barato” – R$ 15 milhões, R$ 18 milhões, ou ainda mais caro que isso, cerca de R$ 22 milhões. Daí a necessidade de terceirização, certo? É assim que o prefeito quer. Entregar este investimento gigantesco à iniciativa privada. Que topa, nas palavras dele. Mas, claro que não sem ter em mãos planilhas e mais planilhas sobre custos, despesas e, claro, lucro! Quanto tempo para recuperar o que vai ser colocado? Quantas toneladas de lixo por dia, por mês, por ano, de cada uma das cidades contratadas? E a coleta seria não só de lixo doméstico, mas também de lixo da Saúde,
onde pegaríamos grande parte dos municípios da região de Rio Preto, ao redor de Olímpia, e um ‘bico’ no Triângulo Mineiro”, conforme projeções do prefeito. E seria uma concessão por 20 anos, “para compensar o investimento”, revela o prefeito. E o que a cidade ganharia com isso? Olímpia receberia todos esses impostos”, reforça Geninho. Mas quais, e quanto, perguntamos.
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DISCUSSÃO MADURA
Claro que sabemos pouco do lixo, a não ser que ele incomoda, ocupa espaço, é nocivo ao meio-ambiente, custa caro para recolher e acondicionar, e às vezes fede e atrai urubús e ratos. Além da coleta e o tratamento adequado, há que tratar o lixo, do qual sai o chorume e outros componentes ambientalmente incorretos. Não só o prefeito, portanto, tem que estar preocupado com a questão, mas todos nós cidadãos. Porém, a urgência com a qual se busca a solução é que está “cheirando mal”. Atualmente, nosso lixo é terceirizado, recolhido e levado para bem longe, há 70 quilômetros, para um aterro nos moldes deste que o prefeito quer implantar em Olímpia. No caso, um aterro do primo do prefeito, em Catanduva. Portanto, há espaço e tempo para a discussão do assunto, para se destrinchar tudo que o envolve, detalhar as pretensões do Executivo Municipal, tudo sem afogadilho, sem afobação, porque o apressado come crú, como se diz no jargão popular. E, quero crer, ninguém tem fome de lixo. A menos que alguém por aí tenha fome pelo lixo. Aí já é outra questão. E não exatamente de ordem ambiental.
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CLARO QUE NÃO
“Não é incorreto receber lixo. Não é incorreto ter aterro. Não há pecado nisso”. Tem razão o prefeito. Mas é ele, e só ele, quem terá que nos provar que tudo será feito com correção, que não será cometido qualquer tipo de pecado. E não só com discursos entusiasmados….
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NÚMEROS
Show do cantor Edson: R$ 60 mil. Show do cantor Daniel: R$ 125 mil. Show da dupla Crystian e Ralf: R$ 69 mil. Show da dupla Milionário e José Rico: R$ 63,5 mil. Show da dupla Fernando e Sorocaba: R$ 149,5 mil. Fora as duplas menores, do palco alternativo, e os irmãos gêmeos do pagode Vavá e Márcio, cujos valores não foram divulgados. Agora, querem apostar que para o nosso Festival do Folclore, em sua edição 46, vai ser uma choradeira só? Valtaremos ao assunto.
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O QUE ESPERAVA MAGALHÃES

Amigos do blog, o título acima era para ser uma pergunta, mas continuo com problemas com sinal gráfico da interrogação. Mas, avaliando melhor o tema e as circunstâncias dos fatos, talvez melhor mesmo que seja  uma assertiva. Ficando assim, “o que esperava’ o vereador João Magalhães (PMDB) do encontro de ontem à tarde na Câmara Municipal era que seu trabalho fosse reconhecido. Mas, seu comportamento, a bem da verdade, acabou contribuindo para que as coisas se dessem da forma como se deram. Talvez ele até tenha facilitado as coisas para quem não queria seu nome envolvido na solução de um problema que, justiça seja feita, vem sendo tratado por ele há alguns anos – desde  2006, mais precisamente. Este fato ninguém pode negar. Mas, o vereador não pareceu disposto a somar ontem. O que, convenhamos, seria o melhor caminho a seguir, a melhor decisão a tomar. Sozinho, não iria peitar e vencer a força maior que é o prefeito e um  deputado federal. Experiente que é nas coisas da política, devia saber disso. Mas, ao mesmo tempo, também, forçoso reconhecer que ele foi colocado na maior “geladeira”, numa manobra à qual acabou emprestando a maior colaboração, dando a maior força. Manda a regra da “boa política” que é preciso sair na foto. E sempre sair bem. Magalhães preferiu ignorar este preceito básico e sequer ficou em plenário para ser chamado à mesa principal. Porque não é crível que, uma vez estando ali, à vista de todos, não  seria chamado para compor mesa, discursar e, ao final,  colocar seu “chamegão” na papelada toda, como fez, por exemplo, até o presidente da Câmara, Hilário Ruiz (PT), que nunca sequer pisou o chão do elevador do Setor de Patrimônio da União, na Capital, como fez, por várias vezes, o vereador. O mesmo vale para o vereador Bertoco. Assim, o espaço era, por direito, em termos de vereança, todo de Magalhães. Mas ele preferiu a via do confronto, da cobrança forte a quem apenas ali estava cumprindo ordens superiores, casos da diretora da SPU, e o presidente da Agência Nacional de Águas-ANA (não entendi qual a relação, mas tudo bem!). Vejam bem, enquanto as coisas se desenrolavam em plenário, com direito a falas de todos que ali estavam – Ruiz, Bertoco, Prefeito Geninho (DEM) e deputado Costa Neto (PR), nesta ordem, Magalhães debatia com o agente das águas no balcão do cafezinho, após falar por tempos ao celular, até em voz alta, com interlocutor não identificado. Só voltou ao plenário quando tudo estava consumado. E foi cobrar da moça da SPU explicações sobre o ocorrido. Claro que ela não podia dizer a ele que estava ali porque é subordinada, e quem a trouxe foi ninguém menos que um dos dez deputados federais de maior prestígio junto ao Governo Federal. Tanto, que resolveu um problema que Magalhães buscava a anos, em apenas uma semana, depois de um telefonema de Bertoco (PR), seu correligionário na cidade. Não restam dúvidas de que pelos caminhos burocráticos outros bons anos se seguiriam até a solução da questão.
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VER PARA CRER
Não se sabe, no entanto, se os fatos viriam, depois, dar razão a Magalhães, caso ele tivesse comportamento inverso ao que teve. Se seria de fato chamado a compor a mesa. A fazer discurso, e a “chamegar” a papelada, ainda que por rubrica, como a maioria o fez, exceção do prefeito, que assinou de verdade. O vereador Bertoco, bastante contrariado com tudo, depois do evento, confidenciou a este que vos escreve que sim, iria chamá-lo à mesa, dar a ele o espaço que julgava merecedor. Ou seja, deu a entender que o vereador se auto-sabotou fazendo o que fez, da forma como fez. A propósito, o secretário Amaury Hernandes também estava por lá e ficou o tempo todo em plenário a tudo assistindo, de longe. Foi citado nos discursos do vereador Bertoco e do prefeito, portanto, uma vez a mais que Magalhães, que só foi lembrado de passagem por Bertoco. E mais ninguém. Também, se fosse citado mais vezes nem teria ouvido, por razões já expostas acima. Ou seja, politicamente, o acontecimento de ontem foi péssimo para Magalhães. Bertoco marcou ponto, Hernandes subiu no conceito do prefeito, este, por sua vez, vai faturar enormemente em cima do feito, e todos – que quiseram, claro, saíram na foto. Menos Magalhães. Áh, e faltou o secretário de Esportes, Cultura, Turismo e Lazer, Beto Puttini. Sua presença seria importante porque parte destas áreas será destinada à sua Pasta.
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AGORA, O COTIDIANO
Resta agora acompanhar o dia-dia da política local e observar as reações daqueles que foram protagonistas do evento de ontem na Câmara. O quão desgastado será, só o tempo dirá. Se vai haver mudanças de comportamentos, também só o tempo dirá. Um recrudescimento nas relações, o tempo mostrará se vai ocorrer. Ou, ainda, se este mesmo tempo, ao contrpário, vai cuidar de curar as feridas.
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dot final. por enquanto.

Mas, falando nisso, não convidem – nunca mais! – o vereador Magalhães e o secretário Amaury Hernandes para o mesmo chá: os dois vão se estranhar. Hoje na Câmara foi assim. Magalhães não gostou nada da forma como as coisas foram feitas em torno da doação das áreas. Ele se sentiu preterido, não se sentou à mesa principal, nem foi chamado para falar da Tribuna. Todas as honras e glórias, portanto, foram dadas ao Amaury Hernandes, já que nem no plenário o vereador ficou. Também não adiantou a conversa a portas fechadas entre ele, Bertoco e o deputado. Depois do ‘rame-rame’, magalhães soltou os cachorros pra cima de todo mundo. Bateu boca com Amaury, onde não faltaram expressões como ‘picareta’, ‘malandro’ e coisa e tal. Foi uma saia-justa geral, e o ‘deixa disso’, ‘vem cá meu nego’ teve que ser usado para acalmar os ânimos. Foi um verdadeiro ‘basfond’, ou, na giria popular, um tremendo ‘bafão’.

Acabo de chegar da Câmara Municipal, onde foi recepcionado o deputado federal do PR, Valdemar da Costa Neto. Ele veio entregar para o município, a posse de todas as áreas da Fepasa, inclusive os terrenos do Jardim Boa Esperança. Áreas que custariam cerca de R$ 5 milhões se o município fosse pagar. E bastou apenas um telefonema do Bertoco para Brasilia, pedindo a intermediação de Costa Neto, que a doação saiu na hora. Quem tem poder tem! Dizem que o Costa Neto é o décimo deputado de maior prestígio junto a Lula. E ele provou isso hoje. Estas áreas vinham sendo reivindicadas pelo município desde 2006.

Muita gente na festa ontem, problema de acessibilidade, cerveja muito cara (R$ 3 a latinha). Mas, como hoje é pago, problema deve diminuir. Mas, a grande ‘mágica’ desta festa foi conseguirem tornar o recinto pequeno, com as invencionices estruturais. Ou eles acham que alguém vai ficar por lá com chuva. Nem com toda cobertura do mundo!

O vice-prefeito, Gustavo Pimenta, disse que é contra a festa do peão paga. Para ele, tem que ser de graça para o ‘povão’, porque tem dinheiro público na realização do evento. É isso aí! Pelo menos uma brisa de sensatez neste governo!

OLHEM O QUE ESTÁ ACONTECENDO: MUITOS VÃO FICAR SEM VER A FESTA HOJE À NOITE PORQUE VÃO FICAR NA FILA DAS ‘CASAS DO GENINHO’. VÃO PASSAR A NOITE LÁ. FAZER O QUÊ, A NECESSIDADE É GRANDE, E A ELEIÇÃO ESTÁ AÍ…

NÃO HÁ CRISE NO GOVERNO GENINHO (E NINGUÉM DISSE QUE HAVIA)

Amigos do blog, embora com um bocado de atraso, é pertinente que façamos um comentário sobre o assunto acima, porque, naturalmente, o texto “jornalístico” em questão originou-se de comentário postado aqui na semana passada, dando conta de que o prefeito Geninho, quando voltasse das férias, teria que tomar uma atitude drástica, qual seja, a de readequar seu estafe de primeiro escalão. O blog porta-voz logo correu em busca da fala de seu amo e senhor. E o amo e senhor, claro, fez aquilo que ele mais esperava: negou tudo, dizendo, entre outras coisas, não haver crise em seu Governo. Disse que não vai exonerar nenhum secretário municipal, ou cargo do alto escalão, até o final de dezembro de 2012, quando expira o seu mandato. “Todos estão cumprindo as metas até o momento, são brilhantes, nenhum se destaca mais do que o outro, mas, estão livres para pedirem demissão se acharem que a tarefa é árdua demais”, reforçou. Só não negou os conflitos. “Quem não tem conflitos é porque não trabalha. Felizmente, aqui se trabalha, e há conflitos de vez em quando”. Há bom, porque conflitos há. E gerados muito por ciumeira, é o que se pode ver.  O prefeito diz ter que “agradecer a Deus” pelo secretariado que tem. Mas, há rumores de que alguns o estariam descontentando. Por motivos variados. E, mais ainda. Quando não há crise, não há motivos para dizer que não há em público. Até porque, diz o próprio prefeito: “Não existe governo que não tenha, internamente, pequenas questões que possam induzir a imprensa a algum tipo de desinformação. Até porque seria muito estranho se isso não acontecesse. O governo que trabalha é governo que cria problemas”. Pois é. Não há desinformação. Há problemas. E com certeza o prefeito está procurando uma forma de equacioná-los. E se algum secretário se encaixar no quesito “dureza de trabalho” e pegar o boné, tanto melhor. “Eu não demito secretário. É ele que se demite”, enfatiza o alcaide. Eis a deixa.
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PERGUNTA (sem interrogação)
Será que o prefeito Geninho (DEM) estava pensando em não franquear pelo menos uma noite para o povão, a massa, curtir a sua festa do peão (ainda não sei onde está a interrogação). Porque só agora, à última hora, ele resolveu botar a boca na vuvuzela e contar pra todo mundo que a abertura de festa é gratuita. Só não se sabe por que esperou tanto.
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CAPITALIZANDO
Não resta a menor dúvida de que o prefeito Geninho está apenas capitalizando para si (e talvez depois divida com seu lider carismático Rodrigo Garcia) esta estória das “quase mil casas populares”. Geninho incorre em duas meias-verdades para tanto. A primeira, é a relacionada ao conjunto da CDHU. Ali, próximo às atuais 101 casas do conjunto, nos fundos da Cohab IV, serão construídas outras 109 moradias, das 220 contratadas ainda no governo anterior. Aquelas foram por “mutirão”, estas serão por empreitada, com projeto modificado pelo Governo do Estado (neste quesito o prefeito também tenta capitalizar: diz que foi ele quem pediu a mudança – as casas terão aquecedor solar e acabamento melhor. Na verdade, a mudança faz parte de projeto global do Governo, que mudou tudo, em todo Estado. No caso das 800 moradias, que vem se fazendo tanto alarde, nada mais é que o projeto “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal – Leia-se Lula. E não são casas, digamos, de característica popular. E o próprio prefeito admite isso. As prestações mínimas serão de R$ 250. O interessado terá que ter renda familiar superior a R$ 1,5 mil. E é de responsabilidade da Caixa Federal. Ao município compete apenas colocar uma área à disposição. O resto é barulho pré-eleitoral.
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MAIS UMA DE LÁ
Esta semana o blog-outdoor do Governo Municipal estampou que o prefeito acabava de implantar na cidade uma nova empresa, a GZDistribuidora, para distribuir água mineral. Até aí, tudo bem. Como ele mesmo diz, de fato tem direito de investir naquilo que julgar mais rentável o que ganha na prefeitura – afinal, o poder é efêmero. Apenas por curiosidade, digamos, jornalística, buscamos melhores informações sobre a tal Vanágua, marca da água que sua empresa distribui na cidade. E não deveria ser surpresa, mas a água é proveniente de uma lavra de água mineral chamada…. “Fonte Brisas Suaves”, que em tupi-guarani quer dizer…Votuporanga. A linha de envasamento de água foi inaugurada em maio do ano passado (dia 29
), gabando-se de ser “uma empresa genuinamente votuporanguense”. Seu diretor é Vicente Mielli Vancini Júnior. Já a distribuidora, propriamente dita, foi inaugurada no dia primeiro de outubro, também do ano passado. Seu proprietário é Vicente Castrequini Neto. A distribuidora do prefeito foi injaugurada na semana passada. Ele garante que não irá manter contratos com o Poder Público Municipal – até porque não pode, por lei. Mas os rumores dão conta de que a Festa do Peão já teria sido abastecida com um caminhão fechado do precioso líquido votuporanguense. Mas, pode ser, então, que tenha vindo direto de Votuporanga, a “matrix’. Aí pode.
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