Blog do Orlando Costa

Verba volant, scripta manent

Mês: março 2009 (Página 1 de 2)

Homenagem

Amigos do blog, aqui abrimos um parêntesis para homenagear um grande nome do jornalismo brasileiro, aliás, que deu o “start” nos cursos de jornalismo do Brasil, fundando a primeira e a ainda hoje melhor escola de jornalismo em atividade no país: Cáspero Líbero. Foi o pioneiro no ensino do jornalismo acadêmico. No mês de março ele completou 120 anos de nascimento, e mais de 50 anos de sua morte. O texto abaixo foi extraído da Revista Imprensa, edição de março.

Escola além da escola

Por Karina Padial

Os 120 anos de nascimento de Cásper Líbero celebram o legado cultural do criador do Palácio da Imprensa e da primeira faculdade de comunicação do Brasil

Cásper Líbero

Cásper Líbero

 

Abandonado, o Palácio da Imprensa repousa anonimamente na região central de São Paulo, bairro da Luz. De transeuntes a moradores da região, ninguém sabe do nobre passado do edifício. Olhando através das janelas quebradas, não é possível imaginar que aquelas salas abrigaram o primeiro prédio construído especialmente para receber a estrutura de um jornal – A Gazeta. Era 1939 e os sete andares estavam prontos para receber jornalistas, diplomatas e políticos. Realizava-se materialmente o triunfo de um diário que, fundado em 1906 pelo jornalista Adolfo Araújo, passou por altos e baixos até beirar a falência, com circulação de 2 mil exemplares, em 1918. Naquele ano, o diário foi vendido ao repórter Cásper Líbero, que praticamente assumiu o projeto como seu e iniciou uma vitoriosa carreira como diretor de jornal. Neste mês são comemorados os 120 anos de nascimento desse pioneiro repórter e empresário, que acreditou no jornalismo como instrumento difusor de cultura e construiu um grande legado. 

Para a jornalista e professora Gisely Hime, seis princípios constituem o ideário de Cásper: progresso, nacionalismo, regionalismo, jornalismo como função social, coletividade e juventude. Traços intrínsecos às suas realizações, do pioneiro prédio à concretização da primeira faculdade de jornalismo do país, e que se revelam ainda mais consistentes quando, mais de 50 anos após sua morte, seus projetos e ideias ainda continuam admiráveis.

PARA QUE (OU A QUEM) SERVE A MÍDIA, AFINAL?

Amigos do blog, eu não tinha ouvido, e só agora o fiz. Mas, antes já tinha lido na coluna do jornal e depois também, como no sábado passado. Trata-se da conceituação de mídia e jornalismo que tem o editor do jornal “Folha da Região”, do qual honradamente fui um dos fundadores.

José Antonio Arantes é useiro e vezeiro em criticar as emissoras de rádio locais e as publicações que, a seu ver, não praticam “o verdadeiro jornalismo”. Para ele há muita bajulação, falta de critério jornalístico e, no caso das emissoras de rádio, uma prática que ele alcunhou de “mentirismo”.

Por seu turno, quando se trata do seu próprio jornal, disse, no programa “A Hora do Pitbull”, na rádio Menina AM, recentemente, em síntese, que não publica “noticias positivas” acerca de qualquer administração, pois isso seria propaganda e como tal, teria que ser paga.

À parte a estranheza que causa tal posicionamento frente a um veículo de comunicação que ele reputa ser o mais respeitado da cidade, fica patente a sua também falta de critério jornalístico, uma vez que, à raiz do mote, ele tem entronizado o cínico apíteto de que, para a mídia, “más notícias são boas notícias”. Sempre.

Temo pelo que penso em função disso: A menos que se pague pelas boas, só as ruins são publicadas. Então, talvez, será que pagando-se as notícias boas, as ruins não deixariam de ser publicadas? Ou não seriam pelo menos mitigadas? O que serve de razão para o modo de Arantes ver a profissão, pode também servir como revelação de intenções inconscientes.

Mas, cada um é cada um. Cada um pode fazer o tipo de jornalismo que julgar o mais correto, mas cada cabeça uma sentença. Cada profissional um pensamento. De minha parte, sou favorável a que o jornalismo – ou que outro nome se queira dar ao ofício nestes tempos de abertura e ampla democratização da mídia – seja mais interativo, mais participativo, mais próximo das massas.

O povo vem sendo desassistido pela imprensa brasileira ao longo da história de sua existência. Que sempre foi e sempre será manipuladora, voltada a interesses de classe, de grupos políticos, de “guetos” (artísticos, musicais, literários – culturais enfim). Sempre foi assim. E sempre será.

Mormente num tempo em que as mídias estão “siamesadas” no interesse comum, intrinseco, bem entendido. Porque por “interesse comum” entendam o interesse delas, as mídias. Sendo assim, o que é notícia, então? O que é informação e o que é manipulação? Quando uma informação não atende a interesses específicos, se nem sempre são de interesse geral?

Por exemplo, à quisa de fazer “bom jornalismo” é mais legítimo um jornal publicar só notícias ruins porque as boas “são propaganda” e têm que ser pagas? E não é legítimo uma emissora de rádio abrir seus microfones e dar vez à voz rouca das ruas, aos reclamos da massa, na busca de soluções?

Jornalismo não é prestação de serviço? Estaríamos nós, então, a serviço de quem? O jornalismo de denúncia não ajuda em nada a mudar uma situação, se o seu objetivo final for só esse: denunciar. Jornalistas em geral costumam alimentar este viés “torto” de pensamento.

Vai lá, denuncia qualquer fato, ganha a manchete principal e depois vai para casa, cônscio do dever cumprido. “A minha parte eu fiz. Agora é com as autoridades”, costuma justificar. E geralmente fica a esperar o desdobramento.

Se esse desdobramento demorar cobra uma, duas, três vezes, depois esquece. Se ele vem de imediato, mas acaba redundando em nada, mancheteia uma indignação qualquer e depois esquece. O “bom jornalista” também se cansa. Mas, onde fica a indignação popular? Ele depois dá vazão a elas por meio de suas próprias linhas de pensamento em artigos ou editorias. Grande papel social!

O amigo Arantes disse no programa que implantou um formato de jornalismo “de noticias e informações” na emissora que trabalhou, início dos anos 80. Houve um tempo, sem dúvidas, que este tipo de formatação era o padrão jornalístico de então – até porque bastava a noticia ou a “informação”, já que ainda luziam ao sol as baionetas e o medalhões.

Portanto, abster-se da opinião era não só mais indicado, como proibido (aqueles que ousaram viraram história ou estão aí de pensamento todo mudado). Talvez venha daí o não-amadurecimento, na minha maneira de ver, da imprensa como um todo. Propaga-se séria e voltada aos interesses do povo, mas representa a ideologia das “castas”, dos senhores feudais, dos coronéis, das oligarquias, dos príncipes e senhores.

Em contrapartida, não há outra maneira de usar as chamadas mídias abertas, como internet e rádio, se não for o mais próximo possível da massa. Dando a ela o espaço para falar, cobrar, gritar, dar vazão à sua indignação, que em outras mídias preferem mitigar, fazendo de conta que se indignam com as coisas.

E nestas midias abertas estariam depositadas as esperanças de fazer uma cidade, uma região, um Estado ou o Brasil serem melhores. O jornalismo interativo é a salvação das almas aflitas do populacho. E não há nada de vergonhoso nisso. Nem de desonesto. Nem de “mau jornalismo”.

Oxalá seja esse o caminho futuro da mídia brasileira. Que ela se agrupe e absorva um novo universo de pensamentos. A imprensa moderna deveria caminhar por aí. O distanciamento jornalístico tende a se encurtar cada vez mais. A massa está cada vez mais sedenta de informação.

Mas, a massa quer também interagir. Mudar seu papel nesse teatro do absurdo que é o cotidiano. A Internet lhe dá isso, diuturnamente. O rádio começa a mergulhar também nesta onda. Os jornais e a TV, premidos por interesses outros ainda se mantêm um tanto retraídos, mas a ficha ainda cai.

A propósito, hoje tornou-se noticia, sim, o cachorro morder o homem. Porque até neste particular houve transformações. Se nos tempos do “verdadeiro jornalismo” apregoado pelo colega, o cachorro só mordia o homem – e assim cumpria com sua função, hoje, o cão, via de regra, tem matado o homem, arrancando-lhe as vísceras. Escancarando suas entranhas. E isso é noticia – não sei se boa ou má. Mas é notícia.

OS PRIMEIROS PASSOS RUMO À AL?

O vice Gustavo e o prefeito Geninho: Acordo eleitoral?

O vice Gustavo e o prefeito Geninho: Acordo eleitoral?

Amigos do blog, se vocês bem se lembram, postei aqui ainda nos primeiros dias do Governo Zuliani, ou talvez até antes dele tomar posse, que sua aspiração política suplantava a de ser um “simples” prefeito de Olímpia. Dizia que ele apenas pretendia fazer da prefeitura um trampolim para suas vontades futuras.

 Houve quem contestasse, até me mandasse comentário malcriado, dizendo cousas e lousas deste humilde escriba. Então, gostaria que os amigos lessem abaixo o cabeçalho da “Coluna do Diário”, assinada pelo jornalista olimpiense Alexandre Gama, e publicada na edição de sábado passado, naquele jornal rio-pretense:

Depois de oito anos sob a presidência do engenheiro Germano Hernandes Filho, o Comitê das Bacias Hidrográficas do Turvo-Grande está desde hoje sob o comando de um político, o prefeito de Olímpia, Geninho Zuliani (DEM). Em votação apertada, o político bateu o técnico por 28 votos contra 25. Têm direito a voto segmentos da sociedade civil, prefeitos e órgãos governamentais. O Comitê das Bacias do Turvo-Grande era a única do Estado de São Paulo ainda administrada por um não-prefeito, no caso Germano. Seu afastamento do comando da entidade é visto como uma necessidade de o comitê se aproximar dos prefeitos e do próprio governo estadual. “O Germano fez um bom trabalho. Mas há muito tempo havia uma pressão do segmento dos prefeitos para que um político assumisse”, diz Geninho. Já o ex-presidente diz esperar que o trabalho técnico e apartidário desenvolvido por ele nos últimos oito anos não seja desvirtuado, já que o papel do comitê é desenvolver políticas e projetos para a preservação e desenvolvimento dos mananciais e recursos hídricos da região. E não atender interesses partidários de olho em dividendos políticos.

Perceberam que até o ex-presidente bate nesta tecla? Se não, alguém pode me responder qual o real interesse do prefeito olimpiense em assumir a presidência do tal Comitê, até então presidida por um técnico, e de forma apartidária e apolítica?

E mais: quais forças ele conseguiu aglutinar para obter uma vitória pela diferença de três votos apenas à frente do técnico? Que trabalho realizou ao longo destes anos para conseguir de uma hora para outra o necessário prestígio para alcançar a vitória?

Não restam dúvidas de que o prefeito de Olímpia quer projeção regional para dar o “start” em sua caminhada rumo à Assembléia Legislativa. E para tanto, ao que parece, conta com apoios importantes e estratégicos. Portanto, aquilo que falei lá atrás, ganha corpo agora. Na verdade, um “corpão”.

Naquela ocasião muitos me disseram que as pretensões de Zuliani existiriam, sim, mas para 2014. Conheço-o bem. Açodado como é, não duvidem se a busca pela cadeira no Legislativo Paulista já não for para agora, em 2010!

ABRAM ALAS PARA ‘CASÃO’, O GRANDE EX-9

A lenda corintiana

A lenda corintiana

Amigos do blog, não sou corintiano e sempre que posso torço contra o time das multidões. Mas se há um jogador como outros vários do coringão que admiro – Sócrates, Vladimir, Zenon, Biro-Biro etc., incluídos – este se chama Casagrande. Poderia fazer a mesma apologia dos citados acima e outros que agora me fogem, mas o Casão é a bola da vez, pelo que está passando ou, melhor, pelo que, parece, já passou.

Casão representou para o futebol brasileiro, junto com a turma de cima e outros mais, uma verdadeira “revolução” de conceitos. A Democracia Corintiana foi um dos episódios mais marcantes dentro do futebol, e ela teve seu ápice ali, no timão (que continuo torcendo contra, não se iludam!).

E foi das cabeças de Casagrande e Sócrates que o movimento surgiu. Mas eram atletas ideologizados, diferenciados, e naquela época, década de 80, aquele movimento foi importante e inspirador. Para quem não sabe, a Democracia Corintiana foi um movimento surgido na década de 1980, no coringão, constituindo o maior movimento ideológico da história do futebol brasileiro.

Foi um período da história do clube onde as decisões importantes, tais como contratações, regras da concentração, entre outros, eram decididas pelo voto, sendo assim uma forma de autogestão. E deu muito certo, embora tenha sido tachado de utópico por parte da imprensa esportiva e outros clubes.

Como resultado desse sistema revolucionário, veio a prosperidade corintiana (situação da qual o clube das massas está muito longe, hoje!). O time chegou de cara nas semifinais do campeonato brasileiro daquele ano, e conquistou o campeonato paulista em 1982 e em 1983.

Além disso, durante o período de autogestão, o Corinthians quitou todas as suas dívidas, e ainda deixou para o próximo período uma reserva no caixa de US$3 milhões. Por isso que agora, quando ele ressurge das cinzas, qual Fênix alçando voo, é preciso que todos nós, corintianos ou não, abramos alas para o Casão passar, ele que quer de volta todo aquele mundo que conquistou com seu trabalho, sua perseverança, sua trajetória e suas idéias.

Walter Casagrande Júnior teve recentemente sérios problemas com drogas, esteve internado, voltou, foi de novo internado e agora está aí. Querendo viver. E a ele, todo nosso apoio. O bom nisso tudo é que neste processo de recuperação, Casagrande conta que não tem sentido preconceito por parte das pessoas e que mudou seus “modelos” de vida depois da internação.

“Eu sei que tenho problemas, que sou uma pessoa doente. Não quero esconder isso. Mas eu não senti preconceito algum até hoje, estão me tratando na boa, as pessoas me dão força e carinho. Eu sempre fui muito ligado aos anos 60 e 70, ao “sexo, drogas e rock´n´roll”. Meus ídolos eram aqueles que morreram de overdose e queria ser como eles. Hoje, com a internação, coloquei as coisas no devido lugar e quero ser como aqueles que sobreviveram”.

Afastado da TV Globo desde 2007, Casagrande pretende retomar a carreira de comentarista de futebol e acredita que isso ocorrerá logo. Casagrande prevê uma volta por etapas. “Não tem uma data (para voltar a comentar). Eu vou voltar no Arena Sportv, do Cléber Machado, depois vou fazer o programa do Galvão Bueno (Bem Amigos), vou fazer alguns jogos do Sportv e depois posso ir para Globo”.

Afetado pelo problemas das drogas ainda quando era jogador, Casagrande afirmou que o uso de substâncias ilegais é comum no meio do futebol. “Hoje em dia, a droga é muito comum em qualquer lugar. Seria inevitável não ser no futebol também. Eu não vivo o meio do futebol desde quando eu parei, mas eu tenho certeza que tem (o uso comum de drogas no futebol), como tem em todos os meios”, afirmou o ex-camisa nove do Corinthians. Avoai!

PS: CONTINUO SANTISTA, E TORCENDO CONTRA O CORINTIANS! MAS UMA COISA É UMA COISA, OUTRA COISA É OUTRA COISA (FUI EU QUEM INVENTOU ESTE BORDÃO, HOJE MUITO USADO POR ESTE BRASIL AFORA!)!

O MELHOR DE HOMER SIMPSON (PRA RELAXAR!)

A evolução da espécie urbana?

A evolução da espécie urbana?

Qual o cara com as frases mais absurdas que você conhece? Multiplique tudo isso por mil e você terá o Homer Simpson! Um site – o “Funny pictures and bizarre news” – resolveu juntar as melhores frases do cara e este blog fez um “copy” básico com a tradução de algumas pra vocês, nobres amigos.
Então, só pra relaxar, riam um pouco com o pensamento bizarro da figura mais emblemática do “way of life” norte-americano e, por extensão, de nosotros povo, porque revelador do pensamento médio também do brasileiro! portanto, enjoy it!
* “Telefonista! Me dê o número do 911!”
* “Oh, então eles têm internet nos computadores agora!”
* “Bom, é 1h da manhã. Melhor ir pra casa e passar um tempo de qualidade com as crianças.”
* “Talvez, apenas uma vez, alguém vai me chamar de ‘senhor’ sem terminar com ‘você está fazendo um escândalo’.”
* “Lisa, se você não gosta do seu trabalho, você não faz greve. Você apenas vai todo dia e faz tudo realmente ‘meia-boca’. É o jeito americano!”
* “Eu vou para o banco traseiro do meu carro, com a mulher que eu amo e não voltarei por 10 minutos!”
* [Encontrando Aliens] “Por favor, não me comam! Eu tenho mulher e filhos. Comam eles!”
* “Crianças, você deram o melhor de vocês e falharam miseravelmente. A lição é: nunca tentem!”
* “Eu estou tendo o melhor dia da minha vida, e eu devo tudo isso a não ir à igreja.”
* “Lisa, vampiros são faz de conta, como elfos, gremlins e esquimós.”
* “Como a educação espera me fazer sentir mais inteligente? Além disso, toda vez em que eu aprendo algo, isso me obriga a jogar algo pra fora do meu cérebro. Lembra quando eu fui àquela aula de produção de vinho caseiro e esqueci como se dirigia?”
* “Eu sempre me perguntei se existia um deus. E agora eu sei que há – e sou eu!”
* “’Para iniciar pressione qualquer tecla’. Onde está a tecla qualquer?”
E aí, gostou? O que acha das frases dele? Comente, se quiser!

 

AOS INCOMODADOS

Insanos e inglórios dias!

Insanos e inglórios dias!

Amigos do blog, estou passando por aqui para comentar algo que não ouvi, nem sabia que tinha acontecido, mas agora fico sabendo: tem gente que está extremamente irritada com este blog e com material jornalístico publicado no Planeta News – jornal no qual exerço meu sagrado ofício de repórter-redator – tratando, claro, das peripécias do Governo Geninho Zuliani (DEM).

E tudo dito de maneira clara, objetiva, sem meias verdades e, acima de tudo, sem medo de ser feliz. Não nos importa nada se há pessoas especialmente destacadas para fazer a defesa deste ou daquele poderoso esperando que sejamos amenos nas colocações que fazemos, nos pensamentos e idéias que formulamos no tocante aos poderosos da vez.

Esta gente, dizem, até faz uso dos mesmos artificios ameaçadores que tanto abominavam em tempos não muito distantes, sendo até elas próprias vítimas destas medidas arbitrárias e antidemocráticas. Mas hoje, investida na função de braço extendido do poder, faz o papel de “biombo” ideológico de uma até então massa disforme governamental, que não se sabe que formato terá logo adiante.

Praguejar contra mentes livres, maldizer o livre-pensar, patrulhar idéias e posições é coisa dos tempos de chumbo, isso está até fora de moda. Predomina hoje a inteira liberdade de expressão e de pensamento – embora há quem tenha a coragem de dizer que liberdade de expressão não pode ser manifestada por qualquer um, e de qualquer jeito. Descubro, então, que a “corrente” do pensamento e da expressão “livres” pós-moderno tem muitos adeptos.

E qual é o problema tratar alguém por adjetivo que nada traz de ofensivo à pessoa, mas revela muito de um estado de coisas? O significado implícito daquilo que se adjetivou não está na superfície – deveria perceber isso tais gentes que se julgam acima do bem e do mal, e com conhecimento suficiente para tanto.

Mas que, à primeira vista, não possui vastidão intelectual suficiente para deslindar as mais simples entrelinhas – aponte-se-lhe uma estrela, e esta gente insistirá em olhar para seu dedo. No mais, que tratem de engolir suas vicissitudes. Mas que não se alimentem delas ad eternum.

A ‘FORÇA ESTRANHA’ QUE MOVE GENINHO

O ponto central é tentar buscar uma explicação para a “força estranha” que tem movido o Governo Geninho Zuliani (DEM). Que me perdoem os mais aficionados, mas tem algo de “sobrenatural” rondando as hostes zulianistas. Só isso explicaria tantas e tamanhas decisões antipovo que ele vem tomando.

Até agora somente coisas ruins tem destinado o prefeito a seu povo. Taxações absurdas, dificuldades diversas, encarecimento do custo de vida – já disse aqui que o olimpiense começa 2009 com seu custo de vida 42,49% acima daquele começo do ano passado, somados todos os “ajustes”, reajustes ou “adequações”, que nome se queira dar a essa volúpia extorsiva. É insano!

Confesso que quando Geninho se elegeu, imaginei que iríamos ter de volta à prefeitura um mandatário popular na acepção da palavra, que fosse verdadeiramente amigo do povo, que trabalhasse seu dia-a-dia administrativo com e para o povo.

Pensei que finalmente, após oito anos de um governo municipal centrista, autista e antipopular, veríamos a boa aragem da política sem reservas, sem fronteiras, amiga. Afinal, não é esse o tipo político com o qual Zuliani se apresentou aos eleitores, quando candidato, e não foi o discurso da mudança que ele pregou?

Lembram, dizia a canção: “Meu voto é pra mudar, com Geninho prefeito”. Então não era verdadeiro o significado que tais palavras abarcavam? Seria, por analogia, mero canto da sereia? Posto que, infelizmente, não é isso que temos visto. Aliás, seus atos e decisões têm passado ao largo desta concepção de governo.

Por isso, o prefeito precisa urgentemente decidir o que vai querer ser quando “crescer”: popular, populista ou impopular? Porque as diferenças são enormes, abissais. E uma tipificação teria o pé fincado na outra. Bastam simples escorregadelas. E, neste quesito, convenhamos, o prefeito não está economizando.

É sempre bom lembrar que o político impopular é político morto, aquele que tem que manter seu “curral”, depois, à base de muitos tostões, comprando aqui, pagando ali, ou se enterrando de vez na erosão profunda que provoca quando no poder, dada sua insensibilidade frente às causas do povo.

O político popular, por sua vez, é identificado entre aqueles que verdadeiramente tomam para si as causas de outrem, seu povo, sua gente, aquela massa disforme e inidentificável à qual recorre quando quer o poder. A ela não virando as costas, em gestos de desprezo, pouca consideração e nenhum respeito.

E são os políticos populares sempre verdadeiros em suas ações, em suas palavras, no abraço que troca com o cidadão. Afinal, ser popular é ser próprio do povo. Por conseguinte, um governo popular é aquele que

JUSTIFICATIVA SURREAL

Amigos do blog, estou passando rapidinho por agora, somente para registrar minha perplexidade quanto à última do prefeito Geninho Zuliani (DEM). Ele, para justificar a nomeação de mais um “estrangeiro” para sua equipe de assessores de primeiro escalão, desta vez inovou ao máximo.

Sem outro argumento a embasar tal decisão – que dizem não ser dele, na verdade, mas, sim, de Rodrigo Garcia – usou de uma espécie de “tática terrorista”, qual seja, a de espalhar o medo e o terror, ao dizer que o sistema de abastecimento de água está próximo de um colapso (E que por isso precisa de alguém do peso do contratado para estudar soluções).

Menos, prefeito. Será que tudo de ruim que tem pra acontecer, vai acontecer no seu Governo? Na verdade não precisava tanto, bastava argumentar com a verdade dos fatos, ou seja, que o novo superintendente do DAEMO é coisa do DEM, pedido de padrinho, ao qual não se pode negar.

O senhor até que resistiu, colocou lá o Gilberto Cunha, depois ofereceu a cadeira para seu vice, Gustavo Pimenta, mas sabe-se, nos meios políticos, que fatura política, tal qual decisão judicial, se paga e se cumpre, mesmo esperneando e arrancando os cabelos.

Por isso foge à lógica quando alguém com a responsabilidade de um prefeito vem a público espalhar o temor, aventar catástrofes que ainda estão longe de acontecer, embora não se possa negar que mais cedo ou mais tarde isso possa vir a ocorrer.

Mas não é de bom alvitre um Chefe do Executivo antecipar-se a tudo, e dar a má notícia, ainda que seja fruto de suas próprias idiossincrasias. Ainda que seja para dar satisfação à opinião pública de uma nomeação que talvez o contrarie, mas que não teve como negar.

Afinal, há forças maiores que a sua a rondar nossa cidade, sabemos. Mas o que se espera é que o senhor não esteja colecionando um rol de péssimos presságios para justificar quaisquer outras imposições que possam vir por aí.

E LA NAVE VÁ

O problema é achar a direção?

O problema é achar a direção?

Amigos do blog, cá estamos de novo, para um assunto que rendeu: os 100 dias iniciais de governo que muitos julgam necessários serem de paz, concórdia e tranquilidade, para que o detentor do cargo possa se “aclimatar”. Como puderam ver, as opiniões divergem, mas ao mesmo tempo convergem (leiam comentários postados).

Talvez muitos me tenham achado radical demais, como um dos que comentaram, que chegou a insinuar que quem não entende desta forma, é porque está “preocupado com a reeleição” do – no caso – prefeito, o que viria a acontecer somente em 2012.

Portanto, acabam eles na verdade de manifestarem preocupação com a possibilidade do alcaide não ficar oito anos no poder, aquele mesmo que sequer começou a governar – seja por causa da “carência” ou não – em favor do povo, pelo menos.

Se não, é possível que mulheres pobres das periferias deixem de dar à luz por 100 dias, tempo da “carência”? Famílias deixarão de cair em situação de fragilidade social? Idosos e gentes de todas as idades deixarão de ficar doentes, de precisar de remédios, um exame, uma viagem para outras unidades hospitalares alhures?

Na educação, já se disse, as creches não receberão as crianças, não abrirão, mães deixarão de trabalhar enquanto não se “aclimatar” o alcaide? No pátio cruzarão os braços os “peões”, as máquinas serão desligadas, o lixo se acumulará?

Não se cobrará impostos, não se comprará nada, consequentemente nada haverá para se pagar. O prefeito não viajará, eis que não haverá recursos. Serão os 100 dias que a cidade parou? Áh, e falaram em transição, também. Que não houve, por isso a necessidade dos três meses, uma semana e três dias. Outra bobagem.

Não há na história de Olímpia, por exemplo, um governo municipal que tenha feito transição. Aliás, essa figura da transição só surgiu agora. Mas vejo como panacéia de acomodados. Não há porque falar-se em transição de governo numa cidade do porte de Olímpia. E deu-se tanta importância a isso por aqui!

E antes que algum zulianista melindrado venha nos atacar sob pseudônimo – por quê nunca assinam o que escrevem? – devo esclarecer que não falo agora, nem falei antes, especificamente sobre Olímpia. Falei de forma geral, abordando o tema a grosso modo – mas de imediato caíram de pau no meu post!

Tudo bem, estamos aqui para isso mesmo, debater questões profundas, esclarecer situações obscuras, jogar luz na penumbra – quando não na escuridão. E este blog tem cumprido sua missão, imagino, tantos são os amigos que nos acessam – se mantivermos a média vamos passar dos 4,5 mil já neste mês.

Portanto, nossa maioridade nos confere o direito de opinarmos, fazermos conjeturas, observações, darmos sugestões, criticarmos, enfim, exercermos nosso sagrado direito democrático de expressar nossa opinião, o que, a despeito de alguns pensamentos em contrário, graças a Deus pode, sim, ser feito por qualquer um e até mesmo, porquê não? – de qualquer jeito.

A BOBAGEM DOS 100 DIAS

Esperando 100 dias?

Esperando 100 dias?

Amigos do blog, hoje, do nada, me ocorreu a seguinte questão: quem foi que inventou essa coisa de que um novo governo, quando assume o cargo, seja em que nível for, precisa de 100 dias de “carência”? Para que serviriam esses 100 dias? A máquina administrastiva também pára, nestes três meses, mais uma semana e três dias?

Então comecei a desconfiar que isso é coisa do Brasil. Porque busquei fundo nas minhas lembranças e não vi ou ouvi ninguém lá fora falar em 100 primeiros dias de governo, seja em que nível for. Aliás, ao contrário, vi a maior e mais democrática nação do mundo, os Estados Unidos, não dando a maior bola pra isso.

Se não, o presidente Barack Obana precisava já no dia 21 de janeiro, manhã seguinte à sua posse, assinar tantos e tantos documentos trazendo decisões na tentativa de resolver o mais premente dos problemas que assolavam – hoje já assola menos – os americanos, qual seja, uma das maiores crises financeiras pela qual aquele país já passou?

Não podiam os americanos se conformarem em ter que esperar 100 dias, como acontece no Brasil? “Áh, vamos aguardar para ver o que Obama vai fazer em três meses, uma semana mais três dias contra a crise!”, podiam dizer os americanos. E alguém disse isso? A imprensa norte-americana disse isso?

Portanto, usando deste forte e definitivo exemplo é que constatei: é uma balela, uma bobagem sem tamanho esta coisa dos “100 primeiros dias de Governo”. Coisa de brasileiro, de acomodados. Até porque a máquina administrativa continua a rodar suas engrenagens, os problemas – prementes ou não – não deixam de acontecer por 100 dias, esperando o alcaide, por exemplo, se “aclimatar” no poder.

É absurdo. E vemos isso com frequência neste país, até mesmo quando se trata do poder maior, a presidência, ou o poder “médio”, a governança dos estados. Menos quando a famigerada reeleição mantem no cargo o mesmo mandatário.

Agora, pergunto: se a máquina anda nos 100 dias do reeleito, porque pararia nos 100 dias do novo eleito? O lixo pode esperar 100 dias? O atendimento médico, o fornecimento de remédios, os exames complexos podem esperar 100 dias? A seleção de professores, matrículas nas escolas, solução de questões físicas na rede, podem esperam 100 dias? E assim por diante, podia aqui desfiar um rosário interminável.

Mas, fecho com uma questão que coloco a vocês, amigos do blog: por que não esperar também 100 dias para acomodar os amigos nos cargos mais bem remunerados do poder público – aqueles em comissão? Por que não esperar 100 dias antes de aumentar impostos ou taxas? Por que não esperar 100 dias para fazer aflorar desconfianças e descontentamentos? E assim por diante, aqui também haveria um rosário interminável.

Mas, vejo como suficientes os argumentos apresentados. Mas, fica em aberto, caso alguém tenha opinião contrária e possa nos convencer que sim, é preciso esperar 100 dias, manifeste-se. Afinal, este espaço existe também para isso. Para o diálogo, o debate, para jogar luz nas sombras.

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