Blog do Orlando Costa

Verba volant, scripta manent

Mês: outubro 2011 (Página 1 de 3)

CEF NEGA A POSSE DE 62 IMÓVEIS

A Assessoria de Imprensa e Marketing da Superintendência da Caixa Econômica Federal-CEF, em São José do Rio Preto, negou agora há pouco qualquer possibilidade de uma só pessoa possuir no empreendimento “Village Morada Verde”, dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida”, em Olímpia, mais de um imóvel. Márcia Ishi Viana de Castro, responsável pelo setor, disse que essa situação “é inviável” dentro deste formato do programa. Mesmo porque, segundo ela, “todos os imóveis já estão registrados em cartório, e cada um em nome de uma pessoa”.

“Nós não temos esta informação, nem denúncia formalizada sobre isso. Nem tenho conhecimento desta lista”, disse Márcia de Castro. “Se não tivesse limite de renda, tudo bem, até poderia acontecer, mas não neste caso”, enfatizou. A assessora garante que, cada uma das 786 moradias vai contemplar uma família, ou seja, estarão lá 786 famílias. “O trabalho é feito de forma muito profissional e cuidadosa, e a listagem das casas não é para conhecimento público”, observou Márcia.

Perguntada se poderia ter ocorrido o caso de negociação entre as partes, por exemplo com a proprietária do terreno negociando lotes com o fim de baratear a compra da área pelo município, ela foi taxativa: “Não existe negociação paralela, no particular, internamente”. Portanto, finaliza, “não há a menor possibilidade de isso estar acontecendo”.

Na lista em questão, Idalina Delefrante de Carvalho seria dona, por exemplo, de uma quadra inteira, a quadra 2, com 33 casas. Depois, teria outras duas casas na quadra 3. E mais oito casas na quadra 6. Na quadra seguinte, a 7, há outros 4 imóveis que estariam em seu nome, que vão se somar a mais 3 na quadra oito, além de outros 12 na quadra 16.

Deduzindo da informação direta da CEF, pode ser que se trate de uma listagem primeira, quando ainda se organizava a situação por ali, já que a lista e a planta não são datadas. Em sendo assim, menos mal. Até porque seria por demais surpreendente se isso de fato estiver acontecendo. Seria difícil explicar. Menos mal, pois.

Até.

REPÚBLICA DESTROÇADA

O historiador e profesor da Universidade Federal de São Carlos-UFScar, Marco Antonio Villa* (de quem, aliás, alimento muitas restrições quanto ao pensamento político mas que, neste caso específico, faço meus o pensamento e as palavras dele a respeito) escreveu para o jornal “O Estado de S.Paulo”, edição de domingo, 30, o seguinte artigo que, pela força e pela verdade contidas, não resisti.

Replico aqui, para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de ler. E também para aqueles que costumam dizer que este espaço é deveras pessismista quando analisa a política local, com a verdade nua a crua sobre o status-quo político-administrativo. Villa analisa todos os níveis, todos os rincões deste Brasil varonil. Ou seja, não ficamos de fora, ficamos? Boa leitura:

Em 1899 um velho militante, desiludido com os rumos do regime, escreveu que a República não tinha sido proclamada naquele mesmo ano, mas somente anunciada. Dez anos depois continuava aguardando a materialização do seu sonho. Era um otimista. Mais de cem anos depois, o que temos é uma República em frangalhos, destroçada.

Constituições, códigos, leis, decretos, um emaranhado legal caótico. Mas nada consegue regular o bom funcionamento da democracia brasileira. Ética, moralidade, competência, eficiência, compromisso público simplesmente desapareceram. Temos um amontoado de políticos vorazes, saqueadores do erário. A impunidade acabou transformando alguns deles em referências morais, por mais estranho que pareça. Um conhecido político, símbolo da corrupção, do roubo de dinheiro público, do desvio de milhões e milhões de reais, chegou a comemorar recentemente, com muita pompa, o seu aniversário cercado pelas mais altas autoridades da República.

Vivemos uma época do vale-tudo. Desapareceram os homens públicos. Foram substituídos pelos políticos profissionais. Todos querem enriquecer a qualquer preço. E rapidamente. Não importam os meios. Garantidos pela impunidade, sabem que se forem apanhados têm sempre uma banca de advogados, regiamente pagos, para livrá-los de alguma condenação.

São anos marcados pela hipocrisia. Não há mais ideologia. Longe disso. A disputa política é pelo poder, que tudo pode e no qual nada é proibido. Pois os poderosos exercem o controle do Estado – controle no sentido mais amplo e autocrático possível. Feio não é violar a lei, mas perder uma eleição, estar distante do governo.

O Brasil de hoje é uma sociedade invertebrada. Amorfa, passiva, sem capacidade de reação, por mínima que seja. Não há mais distinção. O panorama político foi ficando cinzento, dificultando identificar as diferenças. Partidos, ações administrativas, programas partidários são meras fantasias, sem significados e facilmente substituíveis. O prazo de validade de uma aliança política, de um projeto de governo, é sempre muito curto. O aliado de hoje é facilmente transformado no adversário de amanhã, tudo porque o que os unia era meramente o espólio do poder.

Neste universo sombrio, somente os áulicos – e são tantos – é que podem estar satisfeitos. São os modernos bobos da corte. Devem sempre alegrar e divertir os poderosos, ser servis, educados e gentis. E não é de bom tom dizer que o rei está nu. Sobrevivem sempre elogiando e encontrando qualidades onde só há o vazio.

Mas a realidade acaba se impondo. Nenhum dos três Poderes consegue funcionar com um mínimo de eficiência. E republicanismo. Todos estão marcados pelo filhotismo, pela corrupção e incompetência. E nas três esferas: municipal, estadual e federal. O País conseguiu desmoralizar até novidades como as formas alternativas de trabalho social, as organizações não governamentais (ONGs). E mais: os Tribunais de Contas, que deveriam vigiar a aplicação do dinheiro público, são instrumentos de corrupção. E não faltam exemplos nos Estados, até mesmo nos mais importantes. A lista dos desmazelos é enorme e faltariam linhas e mais linhas para descrevê-los.

A política nacional tem a seriedade das chanchadas da Atlântida. Com a diferença de que ninguém tem o talento de um Oscarito ou de um Grande Otelo. Os nossos políticos, em sua maioria, são canastrões, representam mal, muito mal, o papel de estadistas. Seriam, no máximo, meros figurantes em Nem Sansão nem Dalila. Grande parte deles não tem ideias próprias. Porém se acham em alta conta.

Um deles anunciou, com muita antecedência, que faria um importante pronunciamento no Senado. Seria o seu primeiro discurso. Pelo apresentado, é bom que seja o último. Deu a entender que era uma espécie de Winston Churchill das montanhas. Não era, nunca foi. Estava mais para ator de comédia pastelão. Agora prometeu ficar em silêncio. Fez bem, é mais prudente. Como diziam os antigos, quem não tem nada a dizer deve ficar calado.

Resta rir. Quem acompanha pela televisão as sessões do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e as entrevistas dos membros do Poder Executivo sabe o que estou dizendo. O quadro é desolador. Alguns mal sabem falar. É difícil – muito difícil mesmo, sem exagero – entender do que estão tratando. Em certos momentos parecem fazer parte de alguma sociedade secreta, pois nós – pobres cidadãos – temos dificuldade de compreender algumas decisões. Mas não se esquecem do ritualismo. Se não há seriedade no trato dos assuntos públicos, eles tentam manter as aparências, mesmo que nada republicanas. O STF tem funcionários somente para colocar as capas nos ministros (são chamados de “capinhas”) e outros para puxar a cadeira, nas sessões públicas, quando alguma excelência tem de se sentar para trabalhar.

Vivemos numa República bufa. A constatação não é feita com satisfação, muito pelo contrário. Basta ler o Estadão todo santo dia. As notícias são desesperadoras. A falta de compostura virou grife. Com o perdão da expressão, mas parece que quanto mais canalha, melhor. Os corruptos já não ficam envergonhados. Buscam até justificativa histórica para privilégios. O leitor deve se lembrar do símbolo maior da oligarquia nacional – e que exerce o domínio absoluto do seu Estado, uma verdadeira capitania familiar – proclamando aos quatro ventos seu “direito” de se deslocar em veículos aéreos mesmo em atividade privada.

Certa vez, Gregório de Matos Guerra iniciou um poema com o conhecido “Triste Bahia”. Bem, como ninguém lê mais o Boca do Inferno, posso escrever (como se fosse meu): triste Brasil. Pouco depois, o grande poeta baiano continuou: “Pobre te vejo a ti”. É a melhor síntese do nosso país.  

*HISTORIADOR, É PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR)

Até.

EX-DONA TEM 62 IMÓVEIS NO ‘MINHA CASA’

Já faz alguns dias que o blog tem ouvido à boca pequena, que há uma situação no mínimo estranha envolvendo, para variar, o programa “Minha Casa, Minha Vida”, em construção em Olímpia. E nem se trata de novos episódios semelhantes àqueles que vimos registrando neste espaço desde o anúncio daquelas obras. Agora, é algo que tem intrigado bastante aos ainda poucos que já tiveram acesso à informação, e que esperam, no mínimo explicações, e convincentes, de quem de direito.

Pode ser legal, pode não ser. Mas a ex-proprietária da área onde estão sendo erigidas as 786 moradias do “Village Morada Verde” detém, em seu nome, 62 unidades do conjunto. Idalina Delefrante de Carvalho é dona, por exemplo, de uma quadra inteira, a quadra 2, com 33 casas. Depois, tem outras duas casas na quadra 3. E mais oito casas na quadra 6. Na quadra seguinte, a 7, há outros 4 imóveis em seu nome, que vão se somar a mais 3 na quadra oito, além de outros 12 na quadra 16.

Pode ser que aleguem estar a quadra dois fora da área do “Minha Casa, Minha Vida”. Mas, neste caso, porque segue a numeração sequencial, inclusive ficando espremida entre a quadra 1 e as demais? As outras quadras, então, não restam dúvidas de que fazem parte do conjunto. E o estranho é que todas elas ficam bem na ponta, talvez o lado mais próximo do Jardim Menina-Moça, ou seja, no trecho mais “urbano” do conjunto.

Trata-se de uma questão legal? É possível uma só pessoa deter em seu poder tantas casas assim? Isso não vem em prejuízo de outras tantas famílias que poderiam ter suas casas ali também? É sabido que não se trata de um programa habitacional popular, na acepção do termo, já que os compradores estão pagando e vão pagar caras prestações – na casa dos R$ 400 -, financiadas junto à CEF, e que à prefeitura coube apenas a compra do terreno de dona Idalina Carvalho – consta que por R$ 2 milhões -, para viabilizar a construção.

Mas, tem dinheiro público investido, cerca de R$ 50 milhões, por meio do Governo Federal, ou seja, o meu, o seu, o nosso dinheiro. Além do mais, as agora 724 famílias foram selecionadas de uma lista de 1.214 inscritas. Ainda estariam nela, portanto, 490 famílias que anseiam por um imóvel. Poderiam ser menos, 428. Será que estes imóveis vão permanecer fechados, serão alugados, ou comercializados? Isso é possível, dentro da conceituação de conjunto popular imposta ao “Minha Casa”?

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FARTURA
Falei aqui esta semana sobre o “Tribuna(l) Regional”, aquele semanário que era do empresário Fernando Martinelli, da Band FM, que o vendeu ao grupo do prefeito Geninho (DEM), além do que arrendou também a Difusora AM para este mesmo grupo, lembram? Falei do grande volume de exemplares, distribuídos à farta pela cidade. E que só no nosso endereço haviam quatro exemplares. Pois bem, hoje, sábado, ao abrirmos a porta, pela manhã, vejam o que encontramos sob ela:

Quem tem (nosso) dinheiro para bancar, banca!
Quem tem (nosso) dinheiro para bancar, banca!

O NONSENSE DA IMPRENSA ‘CHAPA-BRANCA’

Procurando talvez “embassar” o momento político-eleitoral que a cidade vive, embora de quase total paralisia naquilo que os olhos veem, mas não, seguramente em nível de bastidores, que a correria está grande, o semanário “Gazeta Regional”, da jornalista-assessora de imprensa da prefeitura, Andresa Maieiros, estampou em sua primeira página, hoje, que “Toto Ferezin pode ser candidato a prefeito ‘se for a vontade do partido'”.

A matéria vem ilustrada com uma foto do próprio presidente da Casa de Leis. A chamada remetia à última página (16). Fui para lá correndo. Porém, procurei no corpo da matéria onde ele diz isso e não encontrei. Na verdade, quem afirma tal coisa é o próprio redator, no primeiro parágrafo da “reportagem”, num claro  e proposital inviesamento, visando talvez provocar um “ruído” no cenário político. “Meus eleitores, a população e as pessoas envolvidas na política realmente têm me perguntado sobre meu futuro político. E digo, com muita tranqüilidade, que estou à disposição do partido, com certeza, farei aquilo que for melhor para a cidade.”

No caso desta declaração o “candidato a prefeito” aí só pode ser um sujeito oculto. Mas, tem mais: “Sou olimpiense, amo esta cidade, aqui nasci, fui criado e constituí família. Estou feliz por poder trabalhar pelo meu município, levar adiante o nome do meu pai, que já presidiu esta Câmara, e fazer parte do desenvolvimento e do progresso desta terra.” Bom, até aqui ele ainda não falou nada sobre ser “candidato a prefeito”. 

Então, vamos à sua declaração final: “Não nego que desejo alçar vôos maiores na política, mas acredito que tudo tem de ser feito de forma a beneficiar a cidade. Reafirmo que estou à disposição do meu partido e daqueles que me confiaram esta missão.” A menos que o “candidato a prefeito” seja um subentendimento de “alçar vôos maiores na política”, caso contrário, de onde o redator tirou tal afirmação?

Não é sempre que se pode ver em um jornal tamanha infidelidade entre entrevista, declaração e texto final. Principalmente se levarmos em consideração o título, que retrata o primor da descontextualização: “‘Se for da vontade do meu partido, disputo a eleição para prefeito”, diz Toto Ferezin.” A menos que a matéria seja publicada em duas edições, alguém pode me dizer onde mesmo, ele diz isso?

AINDA O ‘GAZETA’
Também não dá para entender o editorial raivoso que o jornal publicou na edição desta sexta-feira, desancando aqueles que “estão preocupados com as eleições vindouras”, que imagino não serem poucos. Diz o editorial que os poderosos de turno não estão nem aí para as tais eleições, mas os que insistem no tema querem “desarticular a união que se faz em torno de uma só causa, a causa de Olímpia”.

Diz ainda que os poderosos de turno, após as últimas eleições, nunca “manifestaram-se quanto a possíveis novas coligações, composições, desfiliações ou até mesmo rompimento de alguém (…)”. Meu Deus! Ou o jornal é tremendamente mal informado quanto aos bastidores e off-bastidores, ou apenas usa da má-fé que tem caracterizado as ações políticas atuais. Há sim, movimentos neste sentido, e bastante fortes.

O mais célebre deles é o que se relaciona com o PMDB, partido do qual “lideranças” se desfiliaram. Quem articulou isso? E o caso Cristina Reale? E o ajuntamento dos partidos discutido nas noites alegres deste rincão? Podem perguntar a quem é militante de partido para se informar a quantas andam as coisas. O restante do texto nem vale a pena contextualizar, pois tratam-se de colocações sem conexão com a realidade dos fatos.

O APRESSADO COME….
O noticiarista da corte Leonardo Concon precisa se lembrar quando for chamado ao Gabinete para dar vazão àquilo que a turma da 9 de Julho quer que circule, que na frente de um computador há um cidadão que lerá aquilo e, ao invés de ficar bem informado, estará recebendo material distorcido, sem nexo, e distante da verdade. Não é a primeira vez que ele é induzido a erro – assim penso, mas de uma forma ou de outra, não há como absolvê-lo do “pecado”.

Desta vez, para variar, o foco é o ex-prefeito Carneiro, que teve negado recurso em um processo e ele logo tascou que era em outro, carregando, como sempre o faz quando se trata do ex-alcaide, na chamada.  Alertado depois talvez por pessoas que conhecem o assunto, ele tratou de mudar o contexto da publicação, embora de forma “envergonhada”. Onde deveria constar “correção” ou “corrigido”, ele simplesmente coloca: “Atualizado”.

Como assim? É possível em jornalismo publicar um texto dando uma informação errada e depois simplesmente “atualizá-lo”, que tudo bem? Essa é a grande novidade dentro dos meus 30 anos como homem de imprensa. O texto é o seguinte:

“ATUALIZADO – O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou os recursos extraordinário e especial interpostos pelo ex-prefeito Luiz Fernando Carneiro (PMDB) e pelo seu ‘funcionário fantasma’ Fernando Nascimento, mantendo a condenação de ambos para o ressarcimento dos danos aos cofres públicos, manutenção de multa e perda de função pública a ambos, confirmando assim a sentença de primeira instância e acórdão do TJ. ‘O recurso não merece trânsito (…) não admito o recurso extraordinário’, despachou hoje (27) o presidente da 13ª Câmara de Direito Público do TJSP, desembargador Luís Ganzerla.

O TJ já havia julgado a apelação e negado provimento ao recurso interposto. Carneiro tornou a recorrer com dois recursos denominado Especial e o Extraordinário que, se tivessem sido ‘admitidos’, seriam julgados pelo STJ e STF. Mas, o TJ não admitiu os recursos. Dessa decisão cabe somente ‘embargos de declaração’ para o mesmo Tribunal (TJ) para aclarar alguma eventual omissão, contradição ou obscuridade do Acórdão ou interpor direto agravo de instrumento ao STJ contra o despacho que não admitiu o recurso especial e extraordinário.”

Não considerando a precisão redatorial no campo do Direito, a indicar que tal matéria saiu de mãos conhecedoras do metiê, no texto anterior Concon havia rasgado em manchete de três linhas que a tal negação em recursos seria com base na condenação a quatro anos e alguns meses de cadeia, recurso que mal acabou de dar entrada no TJ. Pode até ser que neste caso também a sentença seja mantida, mas Concon não pode continuar induzindo seus leitores a erro impunemente.

Nem pode continuar se deixando levar pela emoção dos ares “gabinetais”. Afinal, é seu nome e o de seu site, bem como de sua clientela, que estão em jogo. E aos leitores do site um aviso: desconfiem, quando em uma abertura de matéria do Concon se depararem com o selo: “Atualizado”.

UMA PERGUNTA
SIMPLES DEMAIS
Ainda do site neo-oficial do senhor Leonardo Concon:

“‘Olímpia: Turismo, Crescimento Econômico e Desenvolvimento Social’ é o título da reportagem da revista ‘Prefeitos de São Paulo’, editada pela Revista Gestão Pública, de setembro último. São seis páginas, tendo como foto principal o prefeito Geninho com a presidenta Dilma, durante assinatura do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), em Rio Preto, e mostra diversas ações municipais que tem levado Olímpia ‘a ser reconhecida como um dos pontos turísticos mais importantes do Estado de São Paulo e que tem gerado um grande momento em sua história’, mostrando o prefeito Geninho ‘como o grande entusiasta desta nova Era’.

A pergunta simples demais é: quanto custou aos cofres públicos todo esse afago no ego do burgomestre? Alguém arrisca um valor?

Até.

O TURISMO E SUA ‘FÚRIA IMOBILIÁRIA’

Não foi uma nem poucas as vezes que tratamos aqui neste espaço da “fúria imobiliária” que assola nossa cidade, motivada pelo aludido “boom” turístico que estaríamos vivendo no momento. Não considerando que apenas ainda – e infelizmente – somente um seleto grupo de pessoas tem ganhado com isso, e outro grupo minóritário de pessoas tem conseguido um emprego por conta deste movimento, é de espantar a subida vertiginosa no valor dos aluguéis que se cobram por imóveis residenciais ou comerciais, o que tem inviabilizado muitos negócios desde que – e principalmente – fora do nicho do turismo.

É claro que há aqueles que sempre nos julgam por demais pessimista por não ver um “mundo maravilhoso de turismo” em Olímpia mas, sim, ver com ressalvas este fenônemo. Que não é de todo ruim para a cidade, não é. Mas que venha a ser a panacéia da cidade, está longe, muito longe de ser. O turismo ainda está a dever para a cidade e seus cidadãos. Não houve desenvolvimento local ainda, por conta disso.

E não vale dizer que o fato de estar se abrindo uma pousada atrás da outra, uma operadora de viagens atrás da outra, construindo-se um prédio atrás do outro, lançando-se um loteamento atrás do outro, e até mesmo que restaurantes e lanchonetes recebem um bom volume de comensais em dias da semana e finais delas, porque tudo isso está inserido naquela avaliação feita acima, a de que uns poucos tem se beneficiado desse frenesi.

O problema maior está sendo vivivo pelos “nativos” que no frigir dos ovos acaba pagando a conta do turismo concentrado, quando vai alugar um imóvel para morar ou para montar um negócio, vai a uma lanchonete ou restaurante, vai comprar um carro usado ou mesmo um terreno ou prédio pronto. Se quiserem, têm que pagar os olhos da cara. Há uma super-hipervalorização em tudo o que se pensar. Basta nos lembrarmos que Olímpia já foi a cidade onde se comprava a comida mais barata da macrorregião. E agora?

Fica a impressão de que perdeu-se a medida do lógico e razoável, e noção da realidade. Tentam passar a imagem de uma cidade rica, próspera, desenvolvimentista, quando na verdade estamos em uma cidade de classe média-média para baixa, onde frutifica o desemprego, o subemprego ou o emprego mal remunerado. E onde a prosperidade ainda é somente uma frase pronta a se dizer a todos em viradas de ano. E o desenvolvimento que se vê é o da balburdia, da falta de governo sério, do farsesco e do favorecimento.

Se ainda insistem em me verem como pessimista incorrigível, vou dar um exemplo da “fúria imobiliária” que faz a alegria dos proprietários de imóveis, terrenos, loteamentos, imobiliárias etc., mas que por consequência provoca a desestabilização social e econômica de tantos quantos não tiveram o privilégio de ser personagem da seletíssima “roda do meio”, se é que me entendem. Este exemplo está no Cine Capitólio, que poderá ter suas portas fechadas, por causa…. do reajuste do aluguel do prédio.

E falamos aqui de uma rede poderosa de cinemas em toda região e centros maiores. Imaginem a situação de gente miúda do comércio e da sociedade olimpienses. Abrir uma portinha acanhada de loja na região central é uma façanha para os corajosos. E aquelas redes poderosas, maiores, quando insistem, é sabido que pagam os olhos da cara – coisa de R$ 2 mil, R$ 3 mil, R$ 4 mil por mês, quando não mais.

Muitas vezes, até, é possível perceber que o preço cobrado é pura exploração, porque em situação normal o tal imóvel não valeria um terço do cobrado em aluguel.

“Hoje recebi um telefonema da diretoria do Cine Capitólio, empresa sediada em São José do Rio Preto. O prédio onde funciona o Cine Capitólio sofrerá um reajuste de aluguel dia 1º de novembro e, em virtude da baixa frequência, se tornará impossível continuar suas atividades em Olímpia. Possivelmente a cidade ficará, mais uma vez, sem sala de exibições de filmes dentro de 90 dias”

A queixa é do gerente do cinema, o radialista Jota Ângelo, em texto encaminhado ao site de notícias de Leonardo Concon.

Claro que alguém logo vai sacar esta: “Áh, mas é porque a frequência é baixa!” Sacando mais rápido ainda dá para derrubar este argumento, bastando lembrar que a cidade é turística. Então, cadê o turista no cinema? E mais uma: a falta de concilição entre o interesse da empresa em ficar na cidade e o do proprietário, em cuidar para que não se perca mais uma fonte de entretenimento para jovens e adultos, do que a cidade já é tão carente. Ou seja, faltaria aí, imaginamos, o “espírito olimpiense”.

“Hora oportuna dos dirigentes locais fazerem algo pelo nosso cinema”, cobrou Ângelo.

A hora é oportuna para que nossos dirigentes façam alguma coisa por todos nós, Ângelo. E buscar meios de manter um cinema em atividade, numa “cidade turística”, seria só o primeiro – mínimo – passo. Mas nossos dirigentes não sabem o que, e nem como fazer. É isso.

Até.

O PSOL E A ‘CHUVA’ DE TRIBUNAS PELA CIDADE

O leitor do blog e ativista político Reginaldo de Queiroz Jr. (queiroz-reginaldo@ig.com.br), escreve para a caixa de comentários (postado às 13h14) e eu reproduzo aqui, por julgar relevantes suas colocações, ressalvando afirmação feita por nós no post de ontem, “Geninho deve ter talvez 11, de 21 partidos”, nos seguintes termos:

“Boa tarde Orlando.
Só uma pequena correção.

O Psol na eleição passada, apesar de não estar coligado formalmente (por proibição da cúpula partidária), caminhou junto com o Geninho na eleição passada (coligação de fato). Seus candidatos a vereador foram instruídos, à época, a pedir voto para o Geninho. O Psol era liderado, naquela ocasião, pelo Marquinho, apoiado por Lupércio.

Atualmente, Lupércio e Marquinho conseguiram, cada um deles, uma sigla partidária e como têm interesse, principalmente, na proporcional, pois pretendem concentrar-se na candidatura do Marco e do Seno para vereador, dificilmente, vão querer coligar com o Geninho. Isto quer dizer, talvez não coliguem somente por este motivo, dificuldade de eleger seus respectivos candidatos a vereador Marquinho e Seno.
Sem mais palpites para o momento,
um grande abraço.”

Bom, quer dizer então que Geninho (DEM) não poderá contar com estes dois partidos, o que aumentaria seu “cacife” de siglas para 13, contra oito que ficariam de fora de sua coligação. Agora, são pelo menos 10 partidos, mas considerando que os partidos de Marcos dos Santos e Lupércio Bonin não vão se coligar, então sobrariam, fora do “bolo” genista, oito partidos. O que vai ser deles só o tempo dirá.

NOVO JORNAL
Falei aqui outro dia do ressuscitamento do “Tribuna(l) Regional”, jornal que o grupo no poder tomou posse recentemente, dizem que pela bagatela de R$ 20 mil, pagos ao “espólio” digital (CDs com o material gráfico), e esta semana leitores do blog comentaram o que lhes pareceu um disparate: a quantidade de exemplares jogada nas casas, nas lojas e nas ruas. Por exemplo, em nosso endereço haviam quatro exemplares depositados no sábado pela manhã. Fora na região central, onde cada transeunte recebia o seu exemplar, e em cada estabelecimento os meninos deixavam vários.

Ou seja, é jornal à farta jogado na cidade, sob forte suspeita de estar sendo bancado com dinheiro público. Pela quantidade que os distribuidores portavam – não dá para chamar de entregadores porque estes só o fazem nas casas, para assinantes -, presume-se que foram impressos uns bons milhares do semanário. Em termos de conteúdo, bastante sofrível. Os textos, pura propaganda oficial, e uma espécie de mea-culpa, no caso do Educandário, que pelo menos para isso o jornal serviu.

E quando se tem em mãos um jornal que foi distribuído aos borbotões pela cidade toda, sem anúncios em volume que o sustente, e quando se vê que os que estão lá são de órgãos oficiais – Daemo, Etec -, ou empresas “amigas”, como a GZ Distribuidora, as dúvidas quanto à origem do dinheiro que paga aquela “brincadeira” jornalística vão se dissipando.

Uma leitura mais atenta, revela, ainda, que a jornalista responsável pela publicação, é irmã do jornalista contratado como assessor de imprensa da prefeitura, residente em Severínia, que é o repórter e redator do jornal. Que aliás conta, também em seus quadros, com o intrépido Leonardo Concon na editoria de esportes, polícia e quetais. Ou seja, está tudo “em casa”.

Em síntese, jornal-emissora de rádio para a propaganda política do prefeito Geninho (DEM). O mesmo modus operandi das eleições passadas, embora desta vez lhe tenha custado (ou seria melhor dizer NOS CUSTADO) muito caro, haja vista as informações de que o arrendamento da Difusora teria custado R$ 320 mil, dos quais R$ 300 mil teriam sido pagos à vista, restando ainda R$ 20 mil para o acerto no final – leia-se dias antes das eleições de 7 de outubro.

Até.

GENINHO DEVE TER TALVEZ 11, DE 21 PARTIDOS

Tendo por base os partidos políticos devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral-TSE, já é possível que façamos um exercício logístico no sentido de formatar os agrupamentos de homens, vontades, partidos e idéias para as eleições do ano que vem. O chamado “quebra-cabeças” eleitoral que sempre acaba resultando em verdadeiro “balaio de gatos”, com vantagem para quem melhor sabe manejar os interesses, manipular as intenções. Se não, vejamos:

O prefeito Geninho, com seu Democratas, até por questões óbvias deverá sair em grande vantagem sobre seus concorrentes, se é que se pode chamar de vantagem a obrigação de gerenciar tantas vaidades. Mas, para quem almoça, janta e dorme política, não deve ser lá muito sacrificante, desde que seus objetivos sejam plenamente alcançados.

Um dos partidos que deve se aliar a ele é o PDT-12, que tem como presidente da comissão provisória na cidade Ana Rosa da Silva Gerolin,  esposa do vereador do DEM, Primo José Álvaro Gerolin. Ela deve ser a candidata da sigla a uma cadeira na Câmara, já que Primo não deve concorrer à reeleição. O Partido Progressista-PP-11, do vereador Salata, também ficará atrelado ao grupo genista, só que Salata, hoje vereador suplente em substituição a Beto Puttini, secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, vai ter que ralar muito, já que está num “ninho” de pesos-pesados aglutinados pelo alcaide, que não é bobo nem nada.

O Partido Popular Socialista, o PPS-23 de Marco Antonio Parolin de Carvalho, o Marcão Coca, ex-vereador, também estará no mesmo “bonde”. Trata-se de um dos pesos-pesados citados acima, a embassar a trajetória salatista. E ele, Salata, sabe disso. Tanto que à última hora chegou a procurar o PSDB para se coligar com seu PP mas não teria sido aceito. Geninho ainda contará com o reforço do Partido da República, o PR-22 presidido pelo vereador Dirceu Bertoco, candidato à reeleição.

O Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB-45, presidido pelo vice-prefeito e secretário de Assistência Social, Luiz Gustavo Pimenta, deve se coligar somente na majoritária com o DEM, deixando livre o caminho para a vereança, uma das razões que Salata correu a pedir “asilo”, após conhecer a lista dos “notáveis” de Geninho.

Outra sigla a engrossar a coligação genista será, sem dúvida, o Partido Social Democrata Cristão-PSDC-27, presidido pela advogada Tatianne da Silva Gerolin, filha do vereador e vice-presidente da Câmara, Primo Gerolin. Este partido abriga a cartorária Moema Tinte Assol, que é sua 1ª tesoureira, e candidata certa à vereança, pela segunda vez. O velho e tradicional Partido Trabalhista Brasileiro, o PTB-14, do secretário Humberto José Puttini, vereador licenciado, também vai caminhar com Geninho, Puttini sendo mais uma vez candidato à reeleição.

Não há informações mais claras sobre o Partido Trabalhista Cristão, o PTC-36, mas por sua configuração tudo indica que também estará no “bonde” genista nas eleições do ano que vem. Seu presidente é Luiz Gustavo Galetti Marques, tendo como integrantes Márcio Augusto Matias Perroni (tesoureiro), Gustavo Matias Perroni (secretário-geral) e Agostinho Perroni (secretário), família com fortes laços políticos com o grupo no poder. Gustavo, inclusive, é membro da diretoria da Santa Casa.

Outro partido sobre o qual não há informação segura sobre de que lado estará é o Trabalhista Nacional, o PTN-19, de Jesus Ferezin, ex-vereador e ex-presidente da Câmara, pai do atual presidente do Legislativo, Toto Ferezin. É um partido composto basicamente por funcionários da Casa de Leis, como André Luiz Brocanello (vice-presidente), e o chefe de Gabinete Jordano Antonio Ganâncio (tesoureiro). Se não “correr por fora”, as chances de se coligar com Geninho também são muitas, ou quase absolutas.

O advogado ex-vereador Antonio Martins Correia volta à cena política por meio do Partido Comunista do Brasil, o PCdoB-65. Neste caso, dizem até que não estaria propenso a ser apenas um coligado de Geninho. As más línguas falam em candidatura a prefeito bancada pelo poderoso de turno, com o fim de dividir e assim facilitar sua recondução à cadeira da 9 de Julho. Por enquanto são meras especulações. E o blog até aposta que Correia não se submeteria a uma coisa dessas.

O Partido Humanista da Solidariedade, PHS-31, que estava inativo, volta à ativa pelas mãos do advogado Aldo Puttini Filho, pai do vereador licenciado Beto Puttini. Acreditamos nem ser necessário aventar de que lado ele estará. Situação análoga é a do Partido Republicano Progressista, PRP-44, que tem como presidente o secretário de Governo da prefeitura de Olímpia, Paulo Roberto Marcondes. Com ele na agremiação estão o ex-secretário de Nilton Roberto Martinez, Juscelino Yoshida (vice-presidente), o diretor-presidente da Prodem, Vivaldo Mendes Vieira (tesoureiro), Silvana Marcondes, esposa de Paulo (secretária) e o funcionário público Santo Palmiro de Carvalho (vogal). Ou seja, é um partido genuinamente “da casa”.

O Partido Socialista Brasileiro, o PSB-40, mudou de mãos e também irá para o vagão de trás da coligação de Geninho com certeza. Saiu das mãos de Martinez e foi parar nas do vereador Guto Zanette, que agora é seu presidente, com direito a “trabalho preferencial” prometido pelo burgomestre, entre outras coisas, para cooptá-lo. Zanette botou na diretoria dois de seus assessores: Caio Augusto dos Santos Longhi (secretário de finanças) e Murilo Lucas Garcez Novais (secretário-geral).

O OUTRO LADO
Dito isso, agora resta-nos ver o que sobrou do outro lado, ou seja, para compor uma coligação visando o enfrentamento ao grupo no poder. Pode-se começar com o Partido Verde, o PV-43, que embora tenha perdido seu principal mentor, o cartorário Walter Gonzalis, que migrou para o PT, há um grupo que o assumirá com a mesma diretriz oposicionista em breve.

O Partido Social Democrático, PSD-55, agremiação partidária recém-criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em Olímpia tem como presidente Fernando Roberto da Silva, ex-chefe de Gabinete da Câmara, quando era presidente da Casa o vereador petista Hilário Ruiz. Portanto, acredeita-se ter o partido viés oposicionista, marchando com o grupo que deverá se opor ao Governo atual nas eleições de outubro.  

Não se sabe ainda por onde o Partido da Mobilização Nacional, o PMN-33, presidido por Fabiano Garcia Trinca e que tem como tesoureiro Hélio de Sousa Pereira caminhará. Mas, considerando que o ex-vereador é oposicionista ferrenho a Geninho, até por conta da intervenção na Santa Casa, onde era vice-provedor, não é dificil concluir que irá engrossar as fileiras do grupo oposicionista que for para o confronto eleitoral.

E o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, PRTB-28, pesidido pelo ex-bancário Lupércio Bonin e tendo como vice-presidente José Carlos Seno Júnior, que foi candidato a vice-prefeito do pevista Walter Gonzalis, nas eleições de 2008? É o caso de esperar para ver com quem vai ficar. Outro partido em princípio oposicionista é o Social Liberal, PSL-17, que tem como presidente Leandro Marcelo dos Santos, o “Marcelo da Branca”, ex-parceiro do então vereador Walter Joaquim Bitencourt, de quem, nestas eleições, poderá vir a ser concorrente.

Já quanto ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o PMDB-15, nem é preciso gastar muito espaço por aqui, uma vez que é dele que deverá sair pelo menos um dos prováveis candidatos oposicionistas à cadeira da 9 de Julho, o vereador João Magalhães, seu presidente. O mesmo se pode dizer do Partido Republicano Brasileiro, o PRB-10, pelo qual a vereadora Guegué se elegeu. Com certeza estará compondo as hostes oposicionistas nas eleições vindouras.

No rol das incógnitas também pode ser incluído o Partido Social Cristão, PSC-20, presidido pelo comerciante Marco Antônio dos Santos. Nas eleições passadas integrou coligação com PV, mas em outra agremiação, o Psol, hoje desativado. Santos é pretenso candidato a vereador.

Olímpia contará também nesta eleição com o Partido Trabalhista do Brasil, o PTdoB-70, cujo presidente é o ex-vereador Antônio Delomodarme, o Niquinha, presidente interino da Associação dos Municipais. Desnecessário dizer que não integrará, em hipótese alguma, a coligação genista. Marchará, portanto, com a oposição. Em que bases é o que se verá mais adiante.

E tem ainda o PT, do vereador e ex-presidente da Câmara Hilário Juliano Ruiz de Oliveira, que tambem irá “costurar” uma aliança com as lides oposicionistas, até por uma questão de tradição político-eleitoral na cidade.

Portanto, observem que, dos 25 partidos políticos que a cidade possui – 21 regularizados até o final de semana passado, o grupo genista deverá abocanhar 11, com quase certeza, e a oposição, seja em que situação for ao embate, por ora aglutina oito, já que dois da relação – PSC e PRT, ainda não se manifestaram. Faltam se regularizar ou ficarão fora da disputa, já que ainda não têm suas comissões provisórias, o PCB, o PCO, PSol e o PSTU.

Até.

AGORA, A VEZ DA ‘HUMANIZAR’?

A semana terminada sábado, 22, marcou mais um episódio daqueles a que já deveríamos estar acostumados mas que, por suas nuances nos faz cada vez mais incrédulos da seriedade político-administrativa deste grupo que está no poder. Desta vez, tentaram jogar o nome de outra instituição na lama. Felizmente, ao que parece, não passou de apenas uma trapalhada da qual, parece, até mesmo a turma se arrependeu, depois, voltando atrás naquilo que haviam falado e naquilo que estavam tentando fazer.

Essa prática da “desconstrução” era muito comum nos períodos sombrios a que este país foi submetido, no século passado. Era preciso desqualificar o trabalho e as ações que estavam dando certo, sob um pretexto qualquer, para então o poder surgir como “salvador da pátria”. Em tempo, a ONG Humanizar distribuiu a seguinte nota explicativa, no sábado:

ONG Humanizar: Nota explicativa sobre a Casa Abrigo
Breve histórico.
A ONG Humanizar, realização de um projeto sócio-educativo do Frei Eduardo Nithack, franciscano, foi constituída em 12/09/2006. Sua Missão precípua é complementar a educação e formar crianças e jovens cidadãos brasileiros. Seus profissionais e voluntários têm agido com dedicação para a consecução deste objetivo desde o seu início.

As instalações estão em terreno cedido em comodato pelos frades Franciscanos. Todos os investimentos foram realizados graças a doações nacionais e internacionais, além de promoções beneficentes.

Em julho de 2010, por falta de opção na comarca de local apropriado no atendimento à Lei n° 8.069 de 13/julho/1990 — Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — a ONG Humanizar foi convidada e aceitou firmar convênios com as prefeituras para atender esta deficiência legal.

A Casa Abrigo
A Lei determina que haja disponibilidade para dez adolescentes de cada sexo. O abrigamento é determinado e fiscalizado pelo poder judiciário.

São oferecidos abrigo e alimentação, acompanhamento psicológico, social, médico, dentário, escolar, esporte e lazer, transporte pessoal e tudo que de mais necessário. Os adolescentes são acompanhados por educadores sociais as vinte e quatro horas do dia, de domingo a domingo.

Dos municípios da comarca, a ONG Humanizar recebe atualmente R$ 20.013, que cobrem parte das despesas correntes mensais. Há déficits (e passivos trabalhistas cumulativos) mensais variáveis, no custeio da Casa Abrigo, eventualmente cobertos pela caridade das doações pessoais, e de entidades sociais, alem de eventos planejados e arduamente trabalhados pela comunidade.

O Inquérito Civil
Inquérito civil aberto pela Promotoria Pública apurou o que todas as pessoas de bem envolvidas neste trabalho já sabiam de princípio: não há, no local e na configuração física da ONG Humanizar, condições mínimas de segurança ao programa de acolhimento. Este é o fato!

Sem que fosse permitido um maior tempo para se realizar as adaptações exigidas, que não foram executadas pela indisponibilidade de recursos, como muro, portões, câmeras e outros equipamentos, o Juizado, ouvida a Promotoria, determinou a mudança.

Declaração e Propósito
A ONG Humanizar continua o seu trabalho de base sócio-educativa, com transparência e dedicação total, sempre buscando novos projetos e atividades que realizem sua missão. Tudo o que mais se fala, publica ou mesmo sussurra, de boa ou má fé, é especulação desinformada.

Olímpia, SP, outubro de 2011.
ONG Humanizar

POR QUE NÃO SE QUER DEBATER O ORÇAMENTO?

Acabo de vir da Câmara Municipal. Quer dizer, há cerca de uma hora atrás. Estava marcada para às 16 horas a realização de uma sessão técnica para apresentação e explanação da peça orçamentária de 2012. Estava. Porque ela acabou não acontecendo, embora o presidente da Casa, Toto Ferezin (PMDB), a tenha formalizado e registrado em Ata. Deu-se a formação da Mesa, a abertura, colocou-se o técnino convidado Wilson Batista à disposição para perguntas dos presentes – ninguém perguntou nada -, e logo em seguida foi dada por encerrada.

O presidente decidiu que uma Audiência Pública será feita em outra data, 3 de novembro. Atenderam a convocação os vereadores Dirceu Bertoco (PR), João Magalhães (PMDB), Lelé (DEM), Guto Zanette (PSB) e depois chegaram Hilário Ruiz (PT), Guegué (PRB) e Salata (PP), mas já quando a sessão que não houve estava encerrada. Por causa disso, o projeto de Lei não será colocado em pauta na segunda-feira, quando será convocada a audiência pública para 3 de novembro, uma quinta-feira.

Na sessão seguinte, 7 de novembro, o projeto irá à pauta para deliberação, e depois se abrirá cinco dias para manifestações das comissões e vereadores. Ou seja, o Orçamento do ano que vem só começará a ser votado, provavelmente no dia 14 de setembro ou, caso não seja, só em 28 do mês que vem. Desta forma, sendo aprovado no apagar das luzes deste ano legislativo.

“A Lei de Responsabilidade Fiscal me obriga a fazer Audiência Pública em torno do Orçamento”, justificou Ferezin. “Estou seguindo a norma regimental”, completou. Mas, a bronca maior do presidente foi com o descaso do Executivo, que negligenciou o convite feito pela Casa, e não destacou ninguém, nem o faz-tudo Paulo Marcondes, para representá-lo. O ofício encaminhado à prefeitura tem 11 dias já, e a resposta negativa só foi encaminhada à Câmara hoje de manhã, segundo Ferezin.

Segundo o ofício 462, assinado por Cleber José Cizoto, secretário de Finanças, o prefeito lhe encaminhou o convite da Câmara, pedindo que se manifestasse a respeito. E ele disse que já havia sido feita uma audiência pública no dia 28 de setembro, na Secretaria Municipal de Educação, e que, por essa razão, não iria a esta de agora, na Câmara. “O fato não proibe que a Câmata faça a análise do projeto e em razão de compromissos assumidos anteriormente, o secretário de Finanças não poderá estar presente(…)”, diz trecho do ofício-resposta.

Agora, quanto à Audiência Pública realizada no dia 28 de setembro, queremos crer que só o alcaide e seus mais próximos tiveram conhecimento de sua realização, apesar da publicação na Imprensa Oficial do Município. Como se pretende dar ampla divulgação e partricipação nas discussões do projeto orçamentário marcando uma Audiência Pública para às 9h30 da manhã de uma quarta-feira? E a Câmara não seria o foro mais adequado para tal debate? Por que a Secretaria da Educação? Quem participou desta Audiência Pública?

A publicação que teria sido feita na IOM do dia 24 de setembro informa que a AP teria como finalidade “a avaliação dos cumprimentos das metas fiscais do 2º quadrimestre do Exercício 2011” e posteriormente seria discutida “a minuta do projeto de Lei Orçamentária para o exercício de 2012”. Quem garante que foi assim, mesmo? E qual a razão para o Executivo tratar o orçamento da cidade de forma tão furtiva? Tão nebulosa? Qual o temor? Do debate? Dos questionamentos? Vai saber.

MAIS UMA ‘GENIADA’?
A tão propalada crise da Ong Humanizar (leia-se Educandário Frei Roque Biscioni) está nos parecendo filme repetido. Não sei por qual razão ficamos sempre com a impressão de que o prefeito Geninho (DEM) mais uma vez agiu politicamente em relação também a esta instituição. Se lambança houve ali, ele tem grande parcela de culpa nisso. E agora, como no caso envolvendo a Santa casa, ele praticamente intervém no Educandário, que até onde se sabe desrespeitou seus próprios estatutos para ajudá-lo a resolver um sério problema que vinha tendo, o não-acolhimento de menores em situação de risco ou violência doméstica em local apropriado.

Agora manda seus bate-paus jogar o nome da instituição na lama, um deles dizendo que ela está “sendo investigada”, mas não esclarece em que ponto e por qual motivo. Textos enviesados para atacar aqueles que os poderosos de turno consideram inimigos é praxe nos últimos tempos. E este, particularmente, tem um odor inconfundível de Gabinete oficial.

E AS LATINHAS?
Perguntar não ofende (ou pelo menos não deveria). Por acreditar nisso é que perguntamos: já resolveram o problema das latinhas vazias de Brahma? E o das garrafas pet?

Até.

O ‘QUEM É QUEM’ NOS DEMAIS PARTIDOS

Em post do feriado do Dia 7 de Setembro, este blog trouxe a relação de todos os partidos em nível local que estavam regularizados em Olímpia, deixando de fora alguns outros que não estavam formados, ou na ativa. A maioria destes, no entanto, agora que as eleições já podem ser vislumbradas, foi à Justiça Eleitoral fazer as devidas regularizações. Assim, Olímpia tem, agora, 24 partidos prontos para o embate eleitoral, e outros quatro fora da disputa, por não terem formadas comissões provisórias – PCB, PCO, PSol e PSTU.

Além daqueles que já noticiamos aqui (vide “Quem Quiser Que Monte o Quebra-Cabeças”, de 7 de setembro), estão devidamente prontos para o pleito eleitoral de 5 de outubro:

O Partido Social Democrático-PSD-55, a agremiação partidária recém-criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que em Olímpia tem como endereço a Rua da Cavalhada, 455, no Jardim São Francisco, e como presidente, Fernando Roberto da Silva, ex-chefe de Gabinete da Câmara, quando era presidente da Casa o vereador petista Hilário Ruiz. André Ricardo Bittencourt é seu vice-presidente; a advogada Climene Gil Rodrigues de Castro Camioto ocupa o cargo de 1º tesoureiro, enquanto Daniel Cesar Garcia é o 2º tesoureiro; Elton da Silva Almeida é o secretário-geral, o escrivão Júlio César Ducatti é 1º vogal, Bruno José Velini, o 2º vogal e o também advogado Márcio Eugênio Diniz, o 3º vogal.

Partido Popular Socialista-PPS-23, tem sua comissão provisória instalada à Rua Conselheiro Antonio Prado, 69, no Jardim Álvaro Britto. Seu presidente é o engenheiro ex-vereador Marco Antonio Parolim de Carvalho, o Marco Coca, que o reabilitou no mês passado. Júlio César de Carvalho é o tesoureiro; o advogado Eduardo Antonio de Albergaria Barbosa, Luciano de Jesus Neves e Luis Augusto Penalva Monteiro, o Calato, são seus membros ativos.

O advogado ex-vereador Antonio Martins Correia seria o mais novo comunista olimpiense, uma vez que está à frente do Partido Comunista do Brasil-PCdoB-65, que consta ter sede à Rua Senador Rodrigues Alves, 551, centro. Com ele na Comissão provisória estão Aulecindo Correa, Milton Garcia e Moisés Sebastião Macedo como membros ativos, e Clewerson Antonio Takahashi Correia, seu filho advogado, na Secretaria de Organização.

Já o Partido Humanista da Solidariedade-PHS-31, que estava inativo, volta à ativa pelas mãos do advogado Aldo Puttini Filho, pai do vereador licenciado Beto Puttini, com sede na Rua Antonio Morandi, 87, no Jardim Leonor. Puttini Filho é o presidente, Filipe Monte Rosa é o 3º tesoureiro e secretário, enquanto Rodrigo César Cano é o 2º secretário-geral.

O Partido da Mobilização Nacional-PMN-33, enquanto isso, montou sede na Rua Conselheiro Antonio Prado, 1046, centro. Tem como presidente Fabiano Garcia Trinca, como tesoureiro Hélio de Sousa Pereira e secretária, Naila Furlanetto Pereira Trinca.

O Partido Republicano Progressista-PRP-44, com sede à Rua Benjamin Constant, 1.772, centro, tem como presidente o secretário de Governo da prefeitura de Olímpia, Paulo Roberto Marcondes, Juscelino Yoshida como vice-presidente, o diretor-presidente da Prodem, Vivaldo Mendes Vieira, como tesoureiro; Silvana Marcondes, esposa de Paulo, como secretária e o funcionário público Santo Palmiro de Carvalho, como vogal.

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro-PRTB-28 consta, tem sede na Rua Benedito Alves Oliveiro, 70, no Jardim Menina-Moça, e segundo o TSE tem como presidente o ex-bancário Lupércio Bonin; José Carlos Seno Júnior, que foi candidato a vice-prefeito do pevista Walter Gonzalis, nas eleições de 2008, é seu vice-presidente; Edgar Antônio de Souza é o tesoureiro, o contabilista Cássio Rodrigues de Castro é o secretário e Gilberto Donizetti Recco, o vogal.

O Partido Socialista Brasileiro-PSB-40, antes nas mãos do médico e ex vice-prefeito Nilton Martinez, agora está nas mãos do vereador Guto Zanette, que é seu presidente, e tem a sede na Rua Síria, 649, centro. Caio Augusto dos Santos Longhi, atual funcionário comissionado na Câmara como assessor de Zanette é o secretário de finanças; Murilo Lucas Garcez Novais, também nomeado na Câmara como assessor de Zanette, é o secretário-geral; Arvani Peixoto, Harley Emiliano Sallemi Pereira, Mário Benedito Jacinto e Rogério Aparecido de Carvalho são membros ativos.

O Partido Social Liberal-PSL-17, com sede na Rua do Cipreste, 181, Cohab II, tem como presidente Leandro Marcelo dos Santos, o “Marcelo da Branca”;  o advogado Rodrigo Rafael Cabrelli Silva é vice-presidente; Ailton Roberto RangelGarcia é o tesoureiro; Luiz Carlos Rizzo, o 1º tesoureiro; João Henrique Ocaso Lopes é o secretário; Tamiris da Silva, a 1ª secretária; Dalva Martins de Arruda Rosa, Placídio Onório dos Santos Filho e Simone Messias da Silva, são membros ativos.

Sem maiores comentários,

Até.

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