Blog do Orlando Costa

Verba volant, scripta manent

Autor: Orlando Costa (Página 1 de 130)

QUE ‘CARA’ ADMINISTRATIVA TERÁ 2018?

…Então, que venha 2018. Faltando apenas dois dias e um tantinho para acabar 2017, é o que nos resta: esperanças. De esperançar, não de esperar.

E que elas nunca se esvaiam, afinal, vida sem esperanças é nada. Aliás, não é vida. Como disse aquele filósofo de barbas, estas esperanças da qual 2018 será construído deverão ser do verbo Esperançar, não do verbo Esperar. Porque, no primeiro caso, cada um de nós vai buscar o que anseia. No segundo caso, cada um de nós fica a esperar o que anseia.

É uma enorme diferença de atitude. A mesma diferença que se espera faça o Governo de turno no ano que vem. A atual administração deverá, como se dizia às antigas, “apressar o passo” para novamente alcançar aquela cidade pujante, pulsante e em franco desenvolvimento que herdou.

Há planos, há projetos -alguns coerentes, outros razoáveis, outros discutíveis, mas será a ação, sobretudo, que irá falar mais alto. O prefeito falou nesta semana a todos os meios de comunicação da cidade, e falou o que quis.

Falou muito do que pretende fazer. Falou pouco do que fez. Reclamou daquilo que recebeu e das dificuldades encontradas de praxe sempre que alguém toma nas mãos a responsabilidade de algo grande.

Embora não seja lá muito saudável que um alcaide passe o tempo a se queixar, mas vamos lá. O ano acabou, o que tinha que se ajeitar, supõe-se, já se ajeitou, o que tinha que mudar, supõe-se, já se mudou (embora a rádio peão garantindo que não), agora então é botar fé em Deus e meter o pé na tábua.

Para que ao final de seu mandato, a população, e não o prefeito propriamente dito, possa dar nota oito, nota nove, nota mil à gestão. Porque, embora o chefe de turno tenha auto-classificado a própria gestão como “nota 8”, pelo pulsar das ruas a impressão que dá é que falta muito ainda para se chegar a esse patamar.

Cunha podia ter se poupado, uma vez que, caso busque, ao final do seu mandato, uma nota pela gestão junto ao cidadão, e se esta for menor que a que se atribuiu, deverá encarar que seu trabalho piorou? Ou se ficar igual, que não saiu do lugar?

Reza a lenda que, em política, deve-se sempre evitar a autoavaliação de desempenho e, quando o fizer, num extremo, que o político jogue com a simplicidade e a humildade, pois ambas geram o bom senso e alcançam o coração e a mente do cidadão comum.

E, mais ainda, deve fugir, sempre que possível, da tentação egocentrista.

Vamos ver como será a “cara” de 2018!

RÉVEILLON 2018 TERÁ SÓ O ‘MANTO’ DE POPULAR?

O Réveillon 2018 que o Governo Municipal está propondo, embora sob o manto de ‘popular’, ao que demonstra, não será tão popular assim. A começar pela festejada área VIP, além do inusitado da troca de alimento por ingresso antecipadamente, a virada do ano não parece ser destinada à massa de fato, como em anos anteriores, haja vista que o espaço privilegiado custa até R$ 172.

As duas duplas sertanejas que vão se apresentar na virara do ano no estacionamento do Thermas dos Laranjais, vão custar aos cofres públicos nada menos que R$ 256 mil, sendo R$ 153 mil para Thaeme e Thiago e R$ 103 mil para Matogrosso e Mathias que, no entanto, não se trata da dupla original, mas, sim, de Matogrosso e seu sobrinho, Rafael Belchior, que recebeu a marca de Mathias.

O Réveillon terá como local este ano, o estacionamento do Parque Aquático Thermas dos Laranjais, convenhamos local totalmente fora de mão para qualquer região da cidade, exceto Santa Ifigênia e Cohab IV, ali próximos.

Além do inusitado da troca de um quilo de alimento pelo ingresso de forma antecipada, há a questão do número limitado de pessoas no local, e sabendo-se que ali haverá área VIP por até R$ 172 o convite, fica difícil imaginar que as intenções do Governo Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, seja mesmo essa: a de fazer uma festa para o povo.

Uma empresa de Guapiaçu, a GuapiFestas, será responsável por explorar a Área VIP, que nem estão chamando de camarote, embora não tenha sido possível detectar em que edição do Diário Oficial Eletrônico tenha sido publicada a concorrência para tanto. Trata-se de uma área privativa de 3.000 m2, com 1.000 m2 de área coberta, com carpete no piso, 40 lounges, mesas tipo bistrô de apoio e banheiros privativos.

Observadores atentos têm dito que a intenção clara dos organizadores é fazer uma festa para os hóspedes dos hotéis daquelas imediações, mais precisamente, ao mesmo tempo em que ponderam que o preço a ser pago pelos shows –R$ 256 mil, daria para trazer um nome de peso da música brasileira, o que daria repercussão regional ao evento.

Mas, enfim, quem puder desembolsar R$ 172,50 para uma inteira ou até R$ 86,25 por uma meia-entrada (lembrando que são valores para o primeiro lote), vai poder usufruir da Área VIP, que terá Entrada e mesa de frios servidos todo o tempo de festa, compostos de patês, saladas e pães, além de salada de bacalhau com grão de bico, salada tropical com frango defumado, salada primavera e escabeche de beringela.

Mas, em nível de patês haverá o de ricota com ervas finas, o Homus e o patê de Salmão, além de azeitonas pretas e verdes e uma seleção de pães variados. A mesa de frios estará forrada com embutidos –salame, Copa, Blanquet de Peru, peito de Chester, lombinho, e queijos: Mozzarela com tomate seco, Provolone, Gouda e Gorgonzola.

E haverá, ainda, os acessórios para acompanhar os frios, tipo Damasco, Uva Itália, Uva Rubi, castanha de Caju, tomate seco, abacaxi, melão, uva passa e Cereja. Depois tem a mesa de frutas regada com maçã, pera, melancia, banana, ameixa, pêssego, mamão e melão.

E, por fim, os pratos quentes: arroz com lentilha, escondidinho de carne seca, Rondele quatro queijos ao molho sugo e souflé de brócolis. E o conviva pode ir para a sobremesa de mousse de chocolate com maracujá, manjar de coco com ameixa ou pudim de leite ninho.

Se o interessado na Área VIP tiver criança de 0 a 8 anos, não pagará nada por elas. Mas, se tiverem de 9 a 12 anos, pagam meia. E, acima de 13 anos, já pagam o valor normal. Não haverá rolha, nem reserva de lugares. E tudo o que está relacionada acima só vale durante o funcionamento do palco. Ou seja, acabaram os shows, acabou-se a Área VIP. E, um último detalhe: a bebida deverá ser paga à parte.

Oxalá o público local compareça, dando o brilho necessário ao evento. Oxalá os turistas, para quem em última análise é direcionado o Réveillon 2018 compareçam, demonstrando que houve acerto no direcionamento por parte da organização. Oxalá tudo transcorra dentro da maior normalidade possível e que seja uma noite memorável. Embora as circunstâncias.

E, também, porquê, ninguém gostaria de gastar quase R$ 18 mil em fogos de artifício à toa.

A PRODEM, UM SACO SEM FUNDO EM 2018?

Os gastos da Progresso e Desenvolvimento Municipal-Prodem para o ano que vem, estão projetados em quase R$ 10 milhões, montante que usado na totalidade, de acordo com as projeções da diretoria da empresa, em alguns casos até na cobertura de grandes diferenças entre receita e despesa, como é o caso dos serviços administrativos da Estação Rodoviária “Paschoal Lamana”, onde os gastos superam a arrecadação em 175% -R$ 220 mil para R$ 80 mil.

O Orçamento-2018 para a Progresso e Desenvolvimento Municipal-Prodem, empresa prestadora de serviços ao município e também gerenciadora do trânsito, Área Azul, Estação Rodoviária e Transporte Público, foi aprovado pelo Executivo Municipal por meio do Decreto nº 7.007, de 18 de dezembro de 2017, assinado pelo prefeito Fernando Cunha (PR) e publicado na edição do Diário Oficial Eletrônico, edição de quinta-feira da semana passada, 21 de dezembro.

A peça orçamentária terá validade a partir de 1º de janeiro de 2018, compreendendo o exercício financeiro vindouro e estima a Receita em R$ 9.970.000, Receita a ser realizada mediante arrecadação pela prestação de serviços, de rendas e outras receitas correntes e de capital, cujas especificações têm o seguinte desdobramento:

Receitas da Estação Rodoviária, R$ 80 mil; Receitas de Transporte, R$ 2,3 milhões; Receitas de Trânsito, R$ 800 mil; Receitas de Obras e Serviços, R$ 4,57 milhões; Receitas Financeiras, R$ 20 mil; Receitas da Área Azul, R$ 700 mil; Receitas de Obras e Serviços, R$ 1,5 milhão, totalizando R$ 9,97 milhões.

Porém, as despesas de todo gênero consumirão com este montante no decorrer do ano. De acordo com a discriminação de gastos, os quadros foram apresentados com os seguintes desdobramentos, totalizando os R$ 9,97 milhões:

Com Pessoal, R$ 115 mil, na área da Presidência, mais encargos de R$ 60 mil e “outros” gastos, de R$ 30 mil. Nas despesas administrativo-financeiras, o Pessoal vai custar R$ 210 mil, os Encargos R$ 60 mil, enquanto “outros” gastos alcançarão R$ 750 mil. A Prodem estima, ainda, gastar com o Trânsito, que administra, R$ 800 mil, sendo R$ 280 mil com Pessoal, R$ 85 mil com encargos, e com “outros”, R$ 435 mil.

Já as despesas com Transporte (público), a soma a ser consumida é de R$ 1,6 milhão, dos quais R$ 35 mil com Pessoal, R$ 15 mil com Encargos e R$ 1,550 milhão na rubrica “outros”. Com Obras e Serviços, serão R$ 4,1 milhões, dos quais mais da metade com pessoal: R$ 2,3 milhões e com “outros”, R$ 1 milhão, além de R$ 800 mil com Encargos.

A Estação Rodoviária “Paschoal Lamana” mostra a diferença mais gritante em termos de receita e despesa: o quadro de Pessoal custará R$ 140 mil, os Encargos R$ 35 mil e a rubrica “Outros”, R$ 45 mil, para uma arrecadação global de R$ 80 mil. As despesas com a área Azul serão de R$ 600 mil, sendo R$ 320 mil com Pessoal. O Setor estima arrecadar R$ 700 mil em 2018. Com Obras e Serviços serão gastos R$ 1,425 milhão, do qual R$ 650 mil serão com Pessoal, e R$ 575 mil serão gastos na rubrica “outros”. Ou seja, um total de despesas tal e qual a receita: R$ 9,97 milhões.

 

A LINHA FINA ENTRE A LUCIDEZ E A DESRAZÃO

Não sei se me sinto lisonjeado ou envergonhado. Se for para sentir lisonja, que seja pelo motivo piegas de ter minha “biografia” profissional ser toda destrinchada pelo mais improvável dos colegas de ofício. Se for para sentir vergonha, com certeza ela será alheia.

No primeiro caso tive meus qualificativos profissionais evidenciados para quem quis ouvir, já que na escrita o foco foi outro -áh, os mistérios gozosos da política… Mas, enfim, às vezes o ciúme faz destas coisas. Ao nos ressentirmos de algo em relação a outrem, sempre que fazemos a crítica ela vem precedida de elogios.

Assim, vou considerar como elogios aquilo tudo que o colega daquele semanário que por estes tempos mia, feito gatinho à procura do pires com leite, quando em outros tempos urrava, feito leão em busca da carne para saciar a fome, disse.

Não pretendo gastar muito latim em relação ao ocorrido, porque não me pareceram lúcidas as ponderações do colega porque, quem tem telhado de vidro, não deve atirar pedra em quem não o tem.

A verdade é que encontro dificuldades para elaborar este texto, dada a surrealidade da situação. Alguém se arvorar no direito de vigiar outrem, de fazer às vezes e às vozes daqueles que têm o mando, e ainda tentar disfarçar que não é bem assim. Posar de “isentão”, quando bem sabemos quais e quantas são as ramificações.

Na intenção de atacar, o colega apenas deixou de público o quilate de meu profissionalismo na área e, assim, por vias tortas, avaliza aquilo que tentava criticar. Aquilo que taxou como “imoral”, por ilegal não ser.

Perfeito. É mesmo imoral alguém ser contratado para fazer aquilo que “sempre fez na vida”, conforme o colega atesta. Para fazer aquilo que todos vão ver se está sendo feito ou não, se está sendo bem feito ou não, principalmente os responsáveis pela contratação.

Agora, e aquele que se contrata para realizar serviços obscuros, como em um almoxarifado, por exemplo (consiste no lugar destinado à armazenagem em condições adequadas de produtos para uso interno. O setor de almoxarifado exige o controle do estoque).

Você, nobre leitor, conhece, tem algum amigo, um vizinho, um colega de mesa de bar que diga “sou almoxarife”? Você logo vai perguntar: “E o que você faz”? É certo que exige uma noção de ordem e até um certo conhecimento do setor. Mas, convenhamos que qualquer pessoa interessada pode trabalhar ali.

Mas, quem garante que esta ou aquela pessoa está a desempenhar bem o seu papel? Quem garante que está trabalhando de fato? Quem garante que, numa empresa pública, este cargo ou função não é apenas um favor que se presta a alguém? Ou uma troca que se faz com alguém?

Falar do que é moral ou imoral em situações como as que atravessamos é uma linha fina entre a lucidez e a desrazão.

Nada que se faz à luz do sol é imoral. Aliás, já se disse que ela, a luz do sol, “é o melhor desinfetante”. Não posso esconder o que me chateia -e sei que não deve ser fácil a dependência parental-, para atirar no outro a pedra que está no meu próprio sapato.

E, no mais, a correlação que faz entre ser ou estar a serviço do ex-prefeito Geninho, de ter criticado-o e depois passado a defende-lo, seria fácil explicar caso fosse do interesse dele.

Assim como, também, poderia ele explicar por que nos primeiros tempos da gestão Geninho, chegou a lançar o epíteto de “melhor prefeito de todos os tempos” para aquele político que agora critica de forma doentia.

De minha parte é fácil explicar ou até mesmo nem carece de explicações. Aquele que possui um grão de arroz de massa cinzenta compreende. E dada minha biografia ora enaltecida pelo nobre colega, entenderão melhor ainda.

E ele, pode explicar a súbita mudança que o fez, ao longo dos anos da gestão passada, esquecer o “a,b,c” do jornalismo, a cartilha “caminho suave” do ofício para simplesmente atacar, atacar e atacar, sem jamais dar espaço ao outro lado, que embora, a bem da verdade, pouca questão fazia disso, sabedora de que até a resposta mais embasada na verdade seria distorcida?

Assim, sempre que alguém for invocar tais adjetivos -moral/imoral-, precisa antes fazer um exame de consciência, atentar bem para discernir se não está exercendo, a seu bel prazer, o caráter consciente e refletido de moralidade, ou seja, se não está impregnado na alma de um mal disfarçado comportamento amoral.

 

 

 

 

E LÁ SE VAI O PRIMEIRO ANO DE ‘VAREJINHO’ E ‘MIUDEZAS’ DE CUNHA

Contando a partir de hoje, faltam exatos 19 dias para o governo Cunha fechar as portas de 2017, o primeiro de sua vida político-administrativa. Uma semana antes, porém, o mandatário comemorará o Natal que, ao que perece, terá gosto de peito de peru, ou seja, gosto nenhum.

A conclusão a que se pode chegar, antecipando o porvir, talvez, é que Fernando Cunha deveria primar sua administração pela gestão ou, caso contrário, pode ficar com nada.

Pelo simples motivo de que ano que vem haverá eleições. E todo mundo político sabe o que se esperar de um ano eleitoral, administrativamente falando: nada.

Em 2019, os eleitos em nível estadual e federal, irão tirar o primeiro ano para “tomar pé das coisas”. Haja vista que as mudanças de quadros serão radicais.

Aí chega 2020 e…ano eleitoral de novo. E todo mundo político sabe o que esperar de um ano eleitoral, administrativamente falando: nada. Com a agravante de quê, supõe-se, o alcaide deve buscar sua reeleição.

Há quem defenda nas rodas políticas, pois, que Cunha deve abraçar a candidatura a federal do seu antecessor, Geninho, para ter na Câmara dos Deputados, alguém disposto e com dinamismo suficiente para ajudar Olímpia.

Alguém a quem ele possa cobrar de forma efusiva e efetiva, respostas às demandas populares locais. Alguém que ele possa “encostar na parede” na busca por soluções administrativas. E se esse alguém é quem já demonstrou ter amor incondicional pela cidade que ele governa, tanto melhor.

Até porque, se não for assim, Cunha corre o risco de ver aumentada a sua “solidão” política, como ora vemos, já que 2017 se vai e Olímpia não assinou um convênio sequer com União ou Estado, fato inédito na história do município, hoje Estância Turística.

E Cunha recebeu um município forte, pujante e com inúmeras ramificações políticas por aí afora. Triste ver que, por hora, tenhamos perdido esta pulsação.

O governo Cunha, conforme todos veem, compôs-se, nestes quase 365 dias do ano que finda, apenas de conclusão de obras ou “reforminhas”, ainda assim em nível mínimo, e do chamado “varejinho”.

As obras mais complexas e portanto, que demandam articulação política e prestígio nas “altas rodas”, ficaram estagnadas, quando não simplesmente abandonadas.

O marco desta administração, todos dizem, foi a contratação do Instituto Áquila, por uma fábula financeira para fazer a mesma coisa que funcionários concursados ou pequena empresa, mais em conta, faziam com resultados hoje comprovados até mesmo por este governo.

Resta a Cunha torcer para de fato o IPTU fazer a diferença no bolso do cidadão em 2018. Se não começará o ano já sob forte “bombardeio” da opinião pública, mormente dos contribuintes. E isso não será nada bom, misturado ao que já foi relatado acima.

O mandatário de turno terá que começar 2018 “turbinadão”, para não correr o risco da “ossificação” (vejam que responsabilidade exegética tamanha!) no imaginário coletivo, como mau administrador. Ou de receber o “carimbo” de “prefeito das miudezas”.

QUASE 140 MIL PARA BUSCAR A ÁGUA MAIS A FUNDO (ALERTA AMARELO?)

Diretor da Daemo Ambiental negou recentemente que aprofundamento dos poços seria devido à queda do nível do lençol freático que serve o município

 

De acordo com a Tomada de Preços 01/2017, publicada na edição de quarta-feira passada, 6 de dezembro, do Diário Oficial Eletrônico, o município, por meio da Daemo Ambiental, irá gastar mais de R$ 139,5 mil para aprofundar três poços tubulares profundos existentes no município e perfurar um novo, para garantir o abastecimento regular de água em vários bairros, hoje bastante deficiente.

O diretor-superintendente do Demo Ambiental, Guto Gianotto, negou recentemente em declaração à imprensa que estes serviços tenham relação com a queda do nível do lençol freático do município, embora haja fortes suspeitas a embasar tal questionamento.

De acordo com o Edital, foi adjudicado para a empresa Unipar– Hidrogeologia e Perfurações Eireli pelo valor de R$ 139.524,68, e homologado o procedimento relativo à contratação de empresa para prestação de serviços de aprofundamento de três poços tubulares profundos e perfuração de um poço tubular profundo, “visando à melhoria e a garantia do Sistema de Abastecimento de água no setor leste do município”.

Quando questionado, em meados de novembro, o superintendente não confirmou que a razão seja a baixa do nível do lençol freático, onde esta água é captada, mas também não negou taxativamente.

De acordo com Guto Gianotto, “essa é a primeira etapa de medidas anti-racionamento. “Vamos fazer o aprofundamento dos poços na COHAB II, CDHU III e Vida Nova Olímpia (ou Quinta da Colina). Além disso, vamos perfurar um poço nas adjacências da Viva Olímpia para suprir as necessidades hídricas e de vazão dos bairros da região”, afirmou. “Acredito que no início de janeiro daremos início às obras”, estimou Gianotto.

Uma das explicações do diretor foi a de que o aprofundamento dos poços P-03 e P-23 se faz necessário, “pois são poços antigos que abastecem bairros consolidados cuja ocupação habitacional atualmente é próxima de 90%, e com o tempo tal medida se faz necessária para ampliar a capacidade de fornecimento de água destes poços”.

Quanto ao lençol freático, respondeu que “não se trata do ‘nosso lençol’, mas de uma questão regional, da quantidade de captações nas adjacências. Não obstante o tema de uso racional da água é uma temática estadual e nacional”. Sobre os motivos da possível queda do nível do lençol, disse que são “diversos”, e de “esfera mais local e também regional”, sendo “a falta de chuvas, dentre eles, o mais impactante”.

Finalizando, Gianotto garantiu que “a vazão dos poços a serem aprofundados não são ‘parametrados’ pelo consumo propriamente dito, mas, sim, pela densidade demográfica dos bairros”.

 

O ‘CIDADÃO EM DIA’ E O PERIGO DO FRACASSO

Até esta semana, nem 5% dos devedores aos cofres públicos desta Estância Turística haviam aderido ao programa ‘Cidadão em Dia’. A secretária de Finanças, Mari Brito, até já admite considerar ‘um sucesso’ se receber pelo menos R$ 2,5 milhões, dentre os cerca de 7,8 mil inadimplentes. A pergunta a se fazer é: o programa fracassará, uma vez que falta somente mais uma semana para o término das adesões?

 

O programa de recuperação de tributos “Cidadão em Dia”, implantado pelo Governo Fernando Cunha, está na iminência de um retumbante fracasso em seus propósitos.

Tanto, que a secretária de Finanças, Mary Brito, já diz que vai considerar “um sucesso”, se conseguir receber R$ 2,5 milhões, “um volume pequeno”, conforme ela mesma diz, diante do que esperava receber –entre R$ 4,5 milhões a R$ 7 milhões, ou seja, entre 10% a 20% do total de devedores, que seriam hoje cerca de 7,8 mil.

O prazo para as adesões, que até agora não chegam a 5%, termina na próxima sexta-feira, dia 15.

Até o momento, a ação regularizou pouco mais de R$ 1 milhão em dívidas de contribuintes e a prefeitura tem R$ 729 mil a receber.  Ao todo, o programa firmou 335 contratos de adesão até esta semana, sendo que mais de 50% dos contribuintes quitaram seus débitos à vista. Ou seja, menos de 200 devedores pagaram à vista.

“Na primeira semana tivemos adesão grande, na segunda semana, uma adesão menor, e agora nesta semana estamos atendendo bastante pessoas (sic). Estamos com cerca de R$ 1,25 milhão negociados, e a nossa expectativa é que chegue, no mínimo, a R$ 2,5 milhões. Esse volume negociado, perto da dívida, é um volume pequeno? Sim, porém, como é dívida que tem muito mais IPTU do que ISS, eu acredito que, se chegarmos a R$ 2,5 milhões, teremos um sucesso neste programa”, reavaliou a secretária.

No lançamento do “Cidadão em Dia”, na Câmara de Vereadores, em junho passado, o governo municipal falou em um acúmulo de dívida, desde 1997, da ordem de R$ 54,5 milhões em impostos atrasados. Porém, segundo o prefeito esclareceu, 60% (R$ 32,7 milhões) deste montante são juros e multas, portanto 40% (R$ 21,8 milhões) é que seria a dívida principal.

No gráfico de ascensão da dívida com os cofres públicos, foi feito um acompanhamento a partir de 2005, quando o montante era de R$ 286 mil em valor original (total era de R$ 1,403 milhão), chegando no ano passado a mais de R$ 5,246 milhões em valor original, ou mais de R$ 7,056 milhões em valor total.

Brito avaliava então que o programa poderia “repatriar” entre R$ 4,5 milhões a R$ 7 milhões, dependendo dos cenários que se apresentassem: se 10% dos inadimplentes aderissem, seria em torno de R$ 4,5 milhões; porém, se 20% aderissem, seria o dobro desse valor.

Mas, pelo que se vê agora, não chegou a 5% o número de inadimplentes que aderiram ao programa até esta semana.

Lembrando que o pagamento à vista terá desconto de 90% nos juros moratórios, 90% no valor da multa e 100% de isenção dos honorários advocatícios. Estes percentuais vão caindo conforme o número de parcelas escolhido, indo de 80% e 70% respectivamente (três parcelas), a até 50% e 40% respectivamente (12 parcelas).

Mas, todas as modalidades de pagamento gozarão dos 100% de isenção nos honorários dos advogados. Um detalhe: as parcelas não poderão ser inferiores a R$ 100.

O que foi dito logo no lançamento do “Cidadão em Dia” pode ser repetido agora, já que a impressão parece estar tomando corpo real: o programa de Cunha, nos moldes em que foi implantado, é para quem tem dinheiro sobrando, uma vez que privilegia aqueles que pagam à vista, em detrimento de quem não pode faze-lo e, por isso, recorre ao parcelamento.

E aí vê seus descontos despencarem, conforme relatado acima.

VÊM AÍ AS PROVAS PARA PROFESSORES ACTs!

A Prefeitura desta Estância, por meio da Secretaria Municipal de Educação, decidiu na tarde de ontem, embora o comunicado oficial diga ter sido a decisão tomada pela manhã, realizar as provas para Professores ACTs anteriormente marcada para domingo passado, dia 3.

Conforme o comunicado lançado em edição extra do Diário Oficial Eletrônico, as provas agora serão realizadas neste domingo, dia 10. Fica explícito que o adiamento do certame não foi outra coisa senão excesso de zelo da Pasta, uma vez que a Justiça havia determinado apenas que não se contasse, para efeito de classificação, os títulos, bastando apenas as notas e o tempo de serviço. Em nenhum momento pediu o adiamento ou mesmo o cancelamento das provas.

O comunicado emitido pela prefeitura informa a data e locais das provas do Processo Seletivo para a contratação de Professores Admitidos em Caráter Temporário.

Estas provas serão realizadas então no domingo, dia 10 de dezembro, das 9 às 12 horas, nas escolas Santo Seno, no Centro II; na Joaquim Miguel dos Santos, no Jardim São José, e na Maurício César Alves Pereira, no Jardim Leonor.

Diz ainda o comunicado que o candidato terá acesso ao seu local de prova nesta quinta e sexta-feiras, 7 e 8 de dezembro. As provas estarão selecionando, na Classificação I, Professor de Educação Básica I – ACT, Professor de Educação Básica II – EJA (suplência II), Áreas: Arte, Ciência, Geografia, História, Letras/Inglês, Letras/ Português, Matemática.

Além de Professor de Educação Básica II – Educação Especial, Professor de Educação Básica I – Educação Especial, e na Classificação II, Professor de Educação Básica II – Educação Física.

Os endereços são: EMEB Santo Seno, na Praça Mário Garcez Novais, 113 – Centro II; EMEB Joaquim Miguel dos Santos, na Rua Américo Fonseca, nº 110, Jardim São
José, e EMEB Professor Maurício César Alves Pereira, na Rua Agostinho Custódio, 186, Jardim Leonor.

Os candidatos deverão comparecer, no mínimo, com uma hora de antecedência ao horário marcado para o início das provas. Após o fechamento dos portões não será permitida a entrada de candidatos retardatários.

Somente será admitido à prestação das provas o candidato que comprovar, no ingresso, sua Identidade e Inscrição, mediante os documentos hábeis. Para comprovação de sua identidade o candidato poderá apresentar qualquer um dos seguintes documentos:

cédula de identidade – RG; Carteira de Identidade Profissional; Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); Certificado Militar (para pessoas do sexo masculino); Carteira Nacional de Habilitação, emitida de acordo com a Lei 9.503/97 (com foto) e Passaporte.

No mais, boa sorte a todos!

 

A CASINHA VAI PRO CHÃO E UMA ROTATÓRIA SURGIRÁ, IMPONENTE!

Um dos mais antigos e tradicionais imóveis na região do Aeroporto, ou do cemitério, se preferirem, localizado nas esquinas da Harry Giannecchinni com Gastão Vidigal, exatamente onde começa a Conselheiro Antônio Prado, lado direito de quem desce, será inteiramente demolido. O prefeito Cunha quer ampliar a rotatória existente ali, implantada após a duplicação daquela avenida.

O Decreto 6.977, de 20 de novembro 2017, que declara de Utilidade Pública aquele imóvel não dá detalhes da obra, nem que tipo de projeto será desenvolvido ali. Sabe-se que Cunha vai pagar mais de R$ 231,7 mil pela casinha, para pô-la abaixo, tijolo por tijolo (bom, pelo menos é o que se espera, para poder ser reaproveitado o material).

A desapropriação será amigável ou judicial. Por ora o imóvel foi declarado de utilidade pública, e tem como endereço a Rua Conselheiro Antonio Prado, 1.365, e consta pertencer a Antonio Boscon e a quem mais de direito, com as seguintes características:

Um prédio de tijolos, coberto de telhas, com diversos cômodos, e seu respectivo lote de terrenos que mede 18 (dezoito) metros de frente para a Rua Conselheiro Antonio Prado, por 22 (vinte e dois) metros para a Avenida Seis (que deve ser a Gastão Vidigal) , com a qual faz esquina confrontando-se por um lado com o remanescente do lote n.º 4, e pelos fundos com o lote n.º 6.

Diz o Decreto em seu § 1º que:

O imóvel será destinado à demolição para ampliação de “rotatória”, e otimização do sistema viário local, conforme projeto da Prefeitura Municipal da Estância Turística de Olímpia.

Já no seu § 2º, o Decreto reza que:

O valor do imóvel ora declarado de utilidade pública é de R$ 231.796,39, conforme certidão negativa de débitos imobiliários nº 167.291/2017, emitida em 26 de setembro de 2017, pela Secretaria Municipal de Finanças.

Ou seja, trata-se de uma situação em que o proprietário nada pode fazer, além de, se quiser, tocar uma demanda por anos a fio, o que lhe seria muito dispendioso e contraproducente. Por isso, com certeza já deve ter havido um acordo prévio entre município e proprietário, batendo o martelo neste valor acima.

E aquela casinha de muitas décadas (até antes do malfadado acidente ali, quando um teco-teco caiu no quintal do vizinho, fazendo vítimas), irá ao chão. Talvez a construção da casinha remonte aos primórdios do aeródromo.

Fazer o quê? Nos dias que correm, o trânsito fluir melhor acaba sendo muito mais importante que a história ou prosaicos laivos de nostalgia.

A PRAÇA E OS ADEREÇOS NATALINOS COMO DIVISORES DE OPINIÕES

Talvez estejamos vivendo um momento dos mais críticos nestes tempos pré-natalinos, causado por um trabalho ainda no seu início, de colocação de enfeites na Praça da Matriz.

Nunca na história desta terra com papai-noel oficial e tudo se viu tamanha balburdia pública por causa de simples enfeites para alegrar os olhos dos incautos cidadãos.

Nunca na história desta terra um enfeite de Natal na praça recebeu tantas e tão ferozes críticas, ironias e opiniões, algumas arrazoadas, outras descabidas, por causa de um item inicial.

É claro que aqueles papais-noeis estilizados já instalados em redor de algumas palmeiras não deixam de surpreender quem quer que seja, pelo seu pouco, até então, efeito decorativo de uma praça, com um tema tão caro a todos, o Natal.

Bom, aí vão dizer o seguinte: “o povo é ingrato, é isso, é aquilo, nem sabe o que vai se fazer ali, não conhece a decoração completa e fica criticando”, como já alguns tipos nas redes sociais andaram vociferando.

Sim, concordo com a reação daqueles que estão envolvidos no projeto, muita gente, como faz crer agentes da administração municipal. Mas, convenhamos, que ao povo não cabe a condescendência imediatista, se ele não recebeu toda informação necessária do poder público, acerca daquilo que se pretende.

Não restam dúvidas de que a proposta para este Natal foca muito no artístico, e foge totalmente às características de luzes e guirlandas como itens principais, aquilo que todo mundo está careca de ver.

Quer nos parecer que a proposta, agora, é mais ousada, mais “autoral” até, porque parece ser proposta de artista plástico local.

Porém, não pode, como quer agora de forma açodada os agentes do governo, tirar do povo o direito à crítica, à cobrança, e à manifestação pública de sua opinião, por aquilo que viu, não gostou, ou se surpreendeu, pelas característica iniciais apresentadas.

Reza a norma que ao poder público e a quem de direito dentro dele, cabe sempre se antecipar ao público, ter a sensibilidade de captar possíveis reações diante de determinadas propostas inéditas.

Para evitar que tenha que correr atrás da opinião pública quando o caldo já entornou, como está se dando, o governo Cunha deveria ter tornado pública a proposta de decoração, distribuído maquetes digitais, provocar uma entrevista com o idealizador, enfim, preparar as pessoas para o que viria.

Não foram realizadas coletivas para tratar das questões natalinas e de final de ano? Por que não uma para apresentação do projeto de decoração, já que se pretende algo inusitado, diferente, uma proposta mais, digamos, pós-moderna?

Sabemos como são as pessoas quando se tratam de questões que tocam-nas a fundo, como é o Natal, basicamente. Diante disso, não era difícil imaginar reações como a que estamos assistindo.

Erra quem critica sem noção da obra toda? Não, absolutamente. Porque o que lhe fora mostrado, num primeiro momento, “assustou”. Crianças têm se indignado, acreditem!

Entendemos que errou muito mais, e de forma cabal, aqueles responsáveis por fazer desta inovação um “bom presente” para o cidadão. Enfim, faltou comunicação.

Agora, resta a eles, de fato, mostrarem que estaremos diante de algo jamais visto, algo para muito além de simples luzinhas piscando, ou guirlandas balouçando ao vento, embora estas, ao que parece, estarão lá, mas numa outra concepção, é o que prometem.

Oxalá fiquemos todos “iluminados” e extasiados com a surpresa natalina prometida. Se não, o legado final do primeiro ano de Cunha serão lágrimas.

Talvez até o Santa Claus nativo e talvez único tradicional numa cidade, chore. Aí é só colocar a lápide, por antecipação.

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