Blog do Orlando Costa

Verba volant, scripta manent – ANO XVI

Tag: Cristina Reale (Página 1 de 2)

‘Forças ocultas’ ditarão a troca na Secretaria de Assistência?

Na nossa última postagem, em 8 de janeiro passado (perdoem, fui acometido pela covid, de cujas sequelas ainda não me livrei totalmente), tratamos aqui da questão relacionada à “nova cara” que eventualmente a Câmara de Vereadores possa vir a ter a partir deste 2022.

Citamos alguns prováveis novos integrantes da Casa de Leis, citamos aqueles prováveis nomes que poderiam deixar a Casa, por sua vez. Apenas um, no entanto, demos como certo: Hélio Lisse Júnior, vereador do PSD, como secretário de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana. Abrindo vaga para o suplente João Luis Stelari.

Que aliás assumirá a suplência na Câmara pela segunda vez. Ele já havia substituído Júlio César Faria, o “Julião Pitbull”, que renunciou ao cargo na gestão 2001/2004. (Curiosidade: na gestão 1997/2000, “Pitbull” havia assumido como suplente em lugar de Celso Teixeira, o primeiro vereador cassado na história do Legislativo olimpiense, por obra e graça do então prefeito José Fernando Rizzatti)

Provocamos os nobre leitores com a pergunta: “O que esperar da Câmara de Vereadores em 2022”? E a especulação, como se lembram, começou pela própria Mesa. “Quem virá na sucessão de José Roberto Pimenta, o Zé Kokão (Podemos)? E os demais membros, quem serão?”

Houve um tempo em que as coisas neste aspecto eram resolvidas na base do compadrio. No entendimento prévio sobre quem presidiria, e quem assumiriam os outros três cargos. O rodizio poderia acontecer até mesmo entre os integrantes da Mesa. Só trocando as cadeiras. E toma-lhe encenação de votação! Ainda nos tempos do “papelzinho”.

Fuçando aqui em meus alfarrábios, detecto exatamente a partir de quando a Mesa da Câmara passou a ser disputada verdadeiramente, com componentes ora folclóricos, ora vexatórios, ora amorais. E, por que não dizer, ora com viés nitidamente político-eleitorais.

(Este adendum ocorreu por força dos fatos passados. Perdoem).

Voltando ao tema motivo desta postagem, o ponto que mais repercutiu ao longo dos últimos dias foi a especulação de mudanças na pasta de Assistência Social. Observamos que na Casa de Leis há duas vereadoras com currículos que as credenciam a ocupar a vaga: Edna Marques, do DEM, e Cristina Reale, do PSD, ambas assistentes sociais.

Mas, o nome que rolou mais forte foi o de Reale. Não, claro, sem provocar grande burburinho entre os funcionários. Inquietos, estes tinham reações que iam do contentamento -sendo sincero em menor número, ao desassossego, conforme cada um tenha vivenciado a gestão de Cristina.

Ela que já foi titular do cargo na primeira gestão de Cunha e nas duas gestões de Luiz Fernando Carneiro (2001-2004/2005-2008). Na gestão Carneiro, gozou da inteira confiança do poderoso de turno, pelos oito anos que ficou à frente da pasta.

Mas, na gestão Cunha -e este é o ponto, não gozava da mesma simpatia e confiança. É lenda entre os próximos as imprecações do Chefe do Executivo contra sua gestão. Ressaltando ainda que quando anunciou seu secretariado, na posse da primeira gestão, Cunha não foi nada sutil ao explicitar a razão pela qual a estava nomeando: “Se eu não nomear a Cristina, ela morre”, disse ele ao público presente.

É claro que todos riram, aplaudiram mas, com certeza, foram todos para casa com uma pulga atrás da orelha. “Que diabos foi aquilo”? Sucumbia o futuro alcaide a pressões externas, a forças ocultas? Sim, porque pelo menos nos dois últimos anos de sua primeira gestão, contam os bastidores, a relação com a titular da Assistência era, de certa forma, beligerante.

Daí que se ela de fato retornar à pasta da Assistência, restará um mistério a ser desvendado. Restará ao chefe do Executivo dar à opinião pública uma convincente explicação da razão pela qual tornará à função, de resto estratégica num governo que se pretende populista, de figura que, no mínimo não gozaria de nenhuma empatia política ou pessoal do alcaide.

Lembrando que usar o setor como comitê eleitoral é a principal competência de Reale, conforme todos assistiram ao logo dos 12 anos em que esteve à frente no cargo. O problema é seu individualismo, seu personalismo, que na gestão Carneiro foram absorvidos mas que, na gestão Cunha, tiveram que ser “engolidos”, não sem momentos de fortes reações, porém apenas verbais, conforme os próximos relatam.

Sendo assim, para muito além de se tratar meramente de quem vai ou deixa de ir para seu lugar (no caso Rodrigo Ruiz, o terceiro suplente do PSD, hoje assessor em Olímpia do deputado estadual Delegado Olim, do PPS), se tratará de entendermos qual terá sido a “jogada”, se de mestre ou de “pião”, e ainda, se há forças ocultas, tão ocultas e fortes a ponto de quebrar a rigidez da personalidade política de Cunha.

Há que se esperar e aguardar os próximos capítulos desta novela de suspense. Eu só tentei dar um “spoiler” imaginário, porque imaginação neste campo fértil brota com facilidade. Como também pode ser desmistificada com a mesma rapidez.

Às vezes de forma clara, às vezes de formas obscuras. Seja uma, seja a outra, o alcaide ficará a nos dever.

(PS: Segundo consta, a mudança na Assistência Social não se trataria apenas de uma decisão política de Cunha. O titular, ex-vereador João Baptista Dias Magalhães, já teria oficiado ao prefeito que não seguirá no cargo. Portanto, seria uma mudança obrigatória. O componente político é por nossa conta)

DAEMO: Comissão Especial teve três vereadores para acompanhar mudanças na Lei Orgânica do Município-LOM

Se existe uma coisa que a Casa de Leis não pode alegar no que diz respeito às readequações da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Casa é ignorância de seus conteúdos.

Isto porque, atendendo a pedido da própria Mesa Diretora, por meio do Requerimento 456/2021, assinado por Márcio Eiti Iquegami, Izabel Cristina Reale Tereza, Renato Barrera Sobrinho e José Roberto Pimenta, foi formada uma Comissão Especial composta por três vereadores, a fim de acompanhar de perto o trabalho da empresa contratada.

O ofício tem o seguinte teor: “Excelentíssimo presidente, nos termos do artigo 76 do Regimento Interno desta Casa de Leis, postula-se pela instituição de Comissão Especial com a finalidade de promover estudos e acompanhamento da reformulação e consolidação do Regimento Interno, bem como da Lei Orgânica.

Justifica-se o pedido em virtude da contratação de serviço especializado para assessorar a Câmara na revisão e atualização da Resolução e da Lei Orgânica, o que demanda a presença de Comissão Especial para monitoramento, sugestões, aprimoramento e estudos das proposições a serem apresentadas.

Na senda do artigo 78 do Regimento, indica-se que o prazo de funcionamento será de três meses, prorrogável por igual período, caso reputada a devida necessidade, outrossim, aponta-se que comporão a comissão três agentes políticos, sendo o primeiro signatário deste requerimento o presidente e os demais membros a serem indicados pela Presidência (…)”. O documento é datado de 30 de julho de 2021.

No dia 11 de agosto, um Ato da Presidência nº 06/2021, dispondo sobre a indicação de membros de Comissão Especial para estudos, acompanhamento, reformulação e c onsolidação do Regimento |Interno e da Lei Orgânica instituída e aprovada pelo Requerimento 456/2021.

O Ato, em seu Artigo 1º, tem o seguinte teor: “Fica indicado como membros da Comissão Especial, instituída pelo Requerimento 456/21, os vereadores a seguir: Márcio Henrique Eiti Iquegami, Hélio Lisse Júnior e Renato Barrera Sobrinho”, enquanto o Artigo 2º diz: “A Presidência da Comissão Especial ficará a cargo do vereador Márcio Henrique Eiti Iquegami, com fulcro no artigo 79, parágrafo 1º, do Regimento Interno”.

Mesa é formada também à semelhança de Cunha

Uma Mesa Diretora sem surpresa nenhuma e sem o frisson de disputas passadas. A mão do prefeito reeleito deu as notas e os tons para a escolha dos seus integrantes.

Como já havíamos antecipado, José Roberto Pimenta, o Zé Kokão, do Podemos, foi eleito presidente por unanimidade. Não houve sequer a emoção de esperar por um voto divergente. como nas últimas eleições.

O prefeito formou também a Mesa da Câmara à sua semelhança, e desta vez com apenas um “retoque”. Pôs lá como segundo secretário, o vereador do Solidariedade, Renato Barrera Sobrinho.

Os demais fizeram parte de sua coligação eleitoral, caso da vice-presidente Cristina Reale, do PSD, e Márcio Henrique Eiti Iquegami, do DEM, primeiro-secretário.

Importante ressaltar que a Mesa segue fielmente o rito que prega o Regimento Interno da Casa, ou seja, de privilegiar sempre, as representações partidárias em sua composição.

Não foi difícil, pois temos uma Câmara plural. Não foi difícil, dada a hegemonia de Fernando Augusto Cunha sobre os eleitos.

Esta posse e eleição da Mesa também se caracterizaram pela ausência total de público, devido à pandemia, e sem a presença da imprensa local, o que não se explica por si, uma vez que não representaria mais que três ou quatro pessoas a mais no local.

Mas, pensando bem, à imprensa não atrelada interessaria o embate, a disputa, a divergência, o direito legítimo à postulação concorrente, livre e democrática.

Como foi praxe naquela Casa até mesmo na primeira gestão de Cunha, quando ele teve que interferir para impedir que seu eterno desafeto político, ex-vereador e candidato derrotado às eleições 2020, Flávio Augusto Olmos, então no DEM, ascendesse à presidência.

Depois, teve que interferir de novo para que novamente não fosse pego de surpresa, articulando para que o ex-vereador já falecido Antônio Delomodarme, o Niquinha, assumisse o posto.

Desta vez, a platitude política da Casa deu o tom que, a julgar pelas componentes desta “orquestra”, não haverá dissonâncias de qualquer espécie. Até porque, quem desafinar, vai ficar “tocando” sozinho.

Portanto, caríssimos, não alimentem qualquer expectativa com relação a esta Casa de Leis ora formada, muito menos com a Mesa, servis que serão ao poder central, segundo o que se viu por ali, conforme mostram as imagens.

Qual a ‘treta’ de Titi com a secretária Reale? E por que o governo silencia?

Independentemente de quais mistérios rondam a hoje estremecida relação entre o cozinheiro Thiago Degasperi e a secretária de Assistência Social Cristina Reale, uma coisa é certa: está faltando pulso firme a quem de direito a fim de apurar do que realmente se trata tudo o que vem sendo jogado ao público nos últimos dias.

Degasperi, também conhecido como Titi, já trabalhou ao lado da secretária por um bom período, já foi até acusado de, a mando dela, açular os considerados desafetos do governo ou mesmo pessoais dela. Foi acusado, também, de manter um perfil fake no Facebook, por meio do qual já recebeu até processo, e hoje diz que apenas assumiu a culpa por outrem (e esta é outra história “cabulosa” envolvendo o entorno do Governo Cunha).

De qualquer forma, as acusações que Titi faz à secretária Reale já são o bastante grave para que sejam mantidas apenas no nível da picuinha, do desentendimento passageiro.

Por exemplo, quando Titi diz: “A amadinha, ao invés de mandar FAKE me atacar, deveria pagar o dinheiro que me deve” (#pagaotiti), ele está querendo dizer o quê, exatamente?

Que dinheiro ela deve a ele? Por serviços prestados? Por serviços não prestados? Acordo por contrato? Acordo verbal? Dinheiro oficial, caixa dois? Que serviços ele prestou? E, basicamente, qual o motivo das desavenças públicas?

Ele chega a anunciar medidas legais contra a secretária Reale, como em 13 de agosto: “Amanhã vou na promotoria, denunciar você e sua patroa AMADINHA (que está por traz de vc) quer ir comigo?! Amanhã as 09:00hrs”. O “você” é um perfil fake que Titi jura ter sido criado e mantido por um funcionário da Secretaria, a mando da secretária, chamado “Fábio Pereira”.

Entre os dois, a briga foi deste nível demonstrado abaixo:

A imagem pode conter: texto

Ou assim:

“o AMADINHO, Fake e servidor público municipal , tá me ameaçando de morte. Posso? O cara me ameaçou dentro do trabalho, eu denunciei, agora ele cria Fake pra me ameaçar novamente…AMADINHA, eu te avisei que esse cara não presta…Coloca limite no seu PUPILO, ele tá envolvendo você e eu vou DENUNCIAR….”.

E mais: “Eu tenho uns áudios do amadinho e da amadinha que são de arrepiar… vamos mostrar pra população….chega de palhaçada”.

Enfim, há um sem número de provocações e ameaças, já envolvendo várias pessoas. Porém, o centro da questão são as coisas ditas contra a secretária, e o silêncio do governo a respeito.

Lembrando que não se trata de desconsiderar o que diz Titi, porque por muito menos que isso este blog está em vias de ser processado pelo alcaide e sua secretária.

CUNHA E REALE QUEREM CALAR ESTE HUMILDE BLOG

O prefeito Fernando Cunha e sua secretária de Assistência Social, Cristina Reale, não gostaram que o blog publicou em abril passado, texto dando conta de uma denúncia feita pelo vereador e 1º secretário da Mesa Diretora da Câmara, Gustavo Pimenta (PSDB), sob o título “Pimenta alerta sobre uso inadequado de recursos do Estado na Assistência“.

Ambos estão alegando que o blog os difamou por ter apenas publicado o que estaria evidente. E que também já foi alvo de outra denúncia, três meses depois, de outro vereador, Luis Antônio Moreira Salata (PP), vazada nos mesmos termos.

Dizia Pimenta que “a política que vem sendo considerada errônea à frente de três importantes setores da Administração Pública, quais sejam a Assistência Social, a Agricultura, Indústria e Comércio, e a Cultura Esportes e Lazer, podem trazer sérias consequências econômicas e de gestão para o município da Estância Turística de Olímpia, que com isso corre sério risco de ter convênios nesta área e o consequente recebimento de verbas, cancelados”.

“(…) Pimenta não escondeu que, no caso da Assistência Social, ele próprio protocolou uma denúncia contra certos atos e decisões da responsável pela Pasta, Cristina Reale, que considera nocivos àquele órgão da administração municipal”.

Pimenta revelou que os repasses de verbas para estes setores poderiam ser interrompidos, ou que, “na melhor das hipóteses, sofreriam rígida fiscalização da gerência administrativa de Barretos”.

A Assistência Social, inclusive, ganhou um capítulo à parte nas conversações de Pimenta em São Paulo, onde fez a grave denúncia de que a Secretaria estaria “pagando pessoas para ficarem nas redes sociais atacando vereadores, com dinheiro público”.

Disse o vereador: “Ou o município começa a pagar pessoas realmente capacitadas para desenvolver projetos voltados verdadeiramente para a população, ou emendas serão cortadas”.

Foi contra esta publicação que Cunha e Reale se insurgiram. Mas, não contra o autor da denúncia e, sim, contra o blog, por ter dado vazão a uma denúncia feita na Câmara.

Mas, não demorou muito e veio outro vereador, Luiz Antonio Moreira Salata, do PP, corroborar a impressão de que realmente há algo de estranho em tudo isso.

A imprensa local destacou, três meses depois da denúncia de Pimenta, o seguinte texto: “Vereador denuncia campanha política antecipada de Cunha e Cristina Reale“.

Segundo o vereador Salata, “o prefeito Fernando Cunha está dando mostras de que já desencadeou sua campanha eleitoral mesmo faltando 16 meses para as próximas eleições. Ele parece correr contra o tempo com ações de puro marketing, sem nada a ver com o ato de administrar”.

De acordo com o vereador Salata, “um dos pontos da ação eleitoreira antecipada de Cunha estaria na contratação de mão-de-obra terceirizada, por meio da qual o governo estaria contemplando cidadãos de modo geral”.

“O Tribunal de Contas não sabe, o Ministério Público não sabe, mas este governo está extrapolando todos os princípios estabelecidos na Carta Magna (no que diz respeito à lisura frente a cargo público)”, disse o vereador.

Salata disse, inclusive, que “a Assistência Social é um verdadeiro absurdo”. Segundo ele, o setor “tem funcionários para todo lado, você chega lá e ‘tromba’ com as pessoas”. Além disso, a secretária Cristina Reale, no seu entender, “tem um comportamento que afronta os princípios da administração pública, além do que persegue quem não concorda com ela, é nepotista e merece intervenção desta Casa (de Leis)”.

Outra acusação grave de Salata foi a de que Reale estaria “há dois anos e meio fazendo campanha” e teria aberto sua “caixinha de maldades contra aqueles que considera seus desafetos”.

Salata entende que “é muito grave, gravíssimo, e nós, como agentes políticos que temos representação popular outorgada pela população, temos que combater estes excessos, porque não é possível que aqui, sendo a caixa de ressonância da comunidade, venhamos admitir estes fatos imorais e ilícitos”, conclamou.

Salata ressaltou em sua denúncia que “na Assistência há uma verdadeira campanha eleitoreira, partidária e antecipada”. “Estou denunciando aqui (na Câmara), e vou tomar todas as providências”, finalizou.

Ou seja, o blog não inventou nada, não ofendeu, caluniou ou difamou ninguém. Apenas retratou o que muitos já perceberam e, principalmente, as autoridades legislativas estão denunciando.

Querer processar o blog e seu autor, é o mesmo que querer quebrar o termômetro que mediu a febre, para esconder a gravidade da doença.

CUNHA, SECRETÁRIOS E APANIGUADOS ESTÃO EM PLENA CAMPANHA, DENUNCIA VEREADOR

Não é segredo para ninguém, ou pelo menos para os mais antenados, que o prefeito Fernando Cunha (Sem partido), está com baixa aceitação popular. Também não é segredo para ninguém, até para os menos antenados, que o alcaide quer ser reeleito. Mas, reeleição e baixa aceitação popular não combinam. Diante disso, o que o governante faz?

Segundo o vereador Luiz Antônio Moreira Salata (PP), desencadeia sua campanha eleitoral mesmo faltando 16 meses para as próximas eleições. Ele próprio correndo contra o tempo com ações de puro marketing, sem nada haver com o ato de administrar, e alguns seus assessores e apaniaguados políticos, praticando “bondades” aqui e ali.

De acordo com o vereador Salata, um dos pontos da ação eleitoreira antecipada de Cunha estaria na contratação de mão-de-obra terceirizada, por meio da qual o governo estaria contemplando cidadãos de modo geral. Há informações de que o saguão do Gabinete mai se parece com um RH de tanto “currículo” que estaria recebendo.

“O Tribunal de Contas não sabe, o Ministério Público não sabe, mas este governo está extrapolando todos os princípios estabelecidos na Carta Magna (no que diz respeito à lisura frente a cargo público)”, disse o vereador.

Salata informou que seu foco está em duas secretarias, “que estão fazendo campanha política antecipada”: a primeira é a Saúde, “que tem um secretário oculto (no caso ele se refere ao ex-vereador Hilário Ruiz), que entrega medicamentos e exames a seus eleitores”.

A segunda “é a de Assistência Social, um verdadeiro absurdo”, diz o vereador. Segundo ele, o setor “tem funcionários para todo lado, você chega lá e ‘tromba’ com as pessoas”. Além disso, a secretária Cristina Reale, no seu entender, “tem um comportamento que afronta os princípios da administração pública, além do que persegue quem não concorda com ela, é nepotista e merece intervenção desta Casa (de Leis)”.

Outra acusação grave de Salata foi a de que Reale estaria “há dois anos e meio fazendo campanha” e teria aberto sua “caixinha de maldades contra aqueles que considera seus desafetos”.

Salata entende que “é muito grave, gravíssimo, e nós, como agentes políticos que temos representação popular outorgada pela população, temos que combater estes excessos, porque não é possível que aqui, sendo a caixa de ressonância da comunidade, venhamos admitir estes fatos imorais e ilícitos”, conclamou.

Sobre sua acusação contra Hilário Ruiz, o vereador Fernando Roberto da Silva, o Fernandinho (PSD), parceiro político de Ruiz contestou, dizendo que, se Salata tem denúncias a fazer, que as leve ao Ministério Público. Salata, por sua vez, respondeu dizendo que, para ele, não haveria problema em fazer tais denúncias no MP, mas observou que não gosta de entulhar outros poderes. “Prefiro resolver por aqui (na Câmara)”.

“Que há excesso, evidentemente que há, e o nobre vereador sabe, porque está sempre lá na (Secretaria da) Saúde. Há excesso de apaniguados na UBS, e na própria Secretaria”, disse, ressaltando, no entanto, que “o mais grave é na Assistência, onde há uma verdadeira campanha eleitoreira, partidária e antecipada. Estou denunciando aqui, e vou tomar todas as providências”, finalizou.

ASSISTÊNCIA, AGRICULTURA E CULTURA ESTÃO ‘NA MIRA’ DO SECRETÁRIO ESTADUAL

A política que vem sendo considerada errônea à frente de três importantes setores da administração pública, quais sejam a Assistência Social, a Agricultura e a Cultura, podem trazer sérias consequências econômicas e de gestão para o município da Estância Turística de Olímpia, que corre o sério risco de ter convênios nesta área e o consequente recebimento de verbas, cancelados.

O alerta foi feito pelo vereador e 1º secretário da Mesa da Câmara, Luis Gustavo Pimenta. O vereador do PSDB disse que participou de um encontro, no dia 30 do mês passado, com o secretário do Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi, quando este tema foi tratado.

Vinholi está cobrando dos municípios paulistas, de acordo com o vereador tucano, melhor organização dos gestores dos órgãos de administrações públicas e, no caso de Olímpia, revelou Pimenta, os repasses de verbas para estes setores poderão ser interrompidos, ou na melhor das hipóteses, “sofrerão rígida fiscalização” da gerência administrativa de Barretos.

Não é de hoje que Barretos, no caso específico da Assistência Social, está com “um pé atrás”. Situação em que deveria estar, também, o prefeito Cunha (Sem partido). Não são poucos os que desconfiam ter a secretária Cristina Reale, feito um verdadeiro desmonte na estrutura que herdou do governo anterior, cujos responsáveis faziam questão de seguir à risca as novas determinações do Governo Federal, nas mudanças drásticas praticadas no setor nos últimos dez anos.

Há quem aponte que Reale tornou a Assistência Social um “palanque político-eleitoral”, usando verbas federais e estaduais para fazer campanha política velada, em seu nome e, dizem, até em nome do prefeito Cunha, à sua revelia.

A Assistência, inclusive, ganhou um capítulo à parte nas conversações de Pimenta em São Paulo, onde fez a grave denúncia de que a Secretaria estaria “pagando pessoas para ficarem nas redes sociais atacando vereadores, com dinheiro público”.

Diz o vereador: “Ou o município começa a pagar pessoas realmente capacitadas para desenvolver projetos voltados verdadeiramente para a população, ou emendas serão cortadas”, segundo as falas do secretário estadual.

Foi a mensagem que Pimenta deixou para os ouvidos que, espera-se, não se façam moucos.

NIQUINHA X CRISTINA REALE: ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA?

O vereador Antonio Delomodarme, o Niquinha (PTdoB), “engrossou” a rusga esta semana com a secretária municipal de Assistência Social, Cristina Reale, que teria espalhado a informação de que não teria entregado o carro doado pela Câmara à prefeitura ao Conselho Tutelar, porque teve que manda-lo à revisão mecânica.

Esta informação também contrariou o presidente da Câmara, Gustavo Pimenta (PSDB), que garantiu ter autorizado uma revisão completa no veículo antes da doação. “Só se eu estiver louco para entregar um carro a alguém sem saber primeiro qual o seu estado mecânico”, criticou Pimenta.

Niquinha, por sua vez, protocolou requerimento na Câmara onde questiona a secretária sobre tais afirmações, principalmente a de que o carro “teria sido repassado pelo Legislativo com vários problemas mecânicos e os serviços realizados teriam sido empenhados na referida Pasta”.

Assim, ele enumera no Requerimento, cinco questões para serem respondidas por Reale, como, por exemplo, se o carro passou mesmo por revisão mecânica a pedido de sua Secretaria antes de ser repassado ao CT, quais os valores gastos na revisão, quais foram os serviços realizados, qual oficina os realizou, e que apresente, dentro do prazo legal, cópia da nota fiscal do serviço realizado.

Na semana passada, da Tribuna da Câmara, Niquinha já tinha atacado fortemente a secretária, desta feita por outros motivos também, como a tentativa de “adotar” programa de atendimento a famílias de conjuntos habitacionais que queiram reformar ou ampliar seus imóveis, para as quais Niquinha conseguiu, por meio da Engenharia, colocar um engenheiro à disposição, gratuitamente. “Quer fazer política, fica na Câmara”, disse ele.

“Isso é uma piada, é um absurdo, nós temos que alertar o (prefeito) Cunha, que tem secretários e secretária, que não estão lá para resolver os problemas da cidade, estão lá para fazer politica. Então, se quer fazer politica, fica aqui na Câmara. Querem ir para a Secretaria para ganharem dobrado, e ficam fazendo politica”, disse na ocasião.

Reale ficou com o carro a ser doado ao Conselho Tutelar por cerca de 25 dias, segundo o vereador. As informações era as de que ela queria tirar uma foto entregando a chave aos conselheiros, e estes não se dispuseram a fazê-lo.

CÂMARA PODE DAR UM PASSO HISTÓRICO: PROIBIR VEREADOR DE ASSUMIR SECRETARIA

Vem mudanças drásticas por aí? Pelo menos é o que deixa antever uma proposição do vereador Flávio Augusto Olmos, do DEM. Ele quer, nada mais, nada menos, que os vereadores, a partir de então, uma vez diplomado, além das proibições normais previstas até mesmo na Constituição Brasileira, também fiquem proibidos de assumir cargos de secretários municipais, presidente de empresa pública ou superintendência de autarquia.

Ou seja, nada de deixar a cadeira na Casa de Leis, para a qual foi eleito e se bandear para o lado do Executivo, como secretário, presidente (no caso seria a Daemo Ambiental?) ou diretor (no caso seria a Prodem?).

A tentativa de mudança proposta pelo vereador está contida em dois projetos de Resolução, o 255 e o 256, o primeiro dando nova redação ao artigo 3º da Resolução 159/2008, que cria o código de Ética e Decoro da Câmara, e o segundo dando nova redação aos artigos 90 e 100 da Resolução 118/90, que dispõe sobre o Regimento Interno da Câmara-RI.

E detalhe: o projeto de Olmos tem nada menos que seis assinaturas, incluindo a do vereador-autor, o que indica ser uma propositura praticamente consensual, já com a maioria absoluta garantida.

Os seis vereadores que assinam as proposituras são os mesmos que sempre votam em conjunto naqueles projetos cuja Comissão de Justiça e Redação “da pau” e, curiosamente, sempre por dois votos a um, já que Olmos, presidente, não aprecia muito rejeita-las, e depois ainda derrubam os tais pareceres. E, ato contínuo, aprovam o tal projeto.

O que resta saber é como irão se comportar os três “mosqueteiros” de Cunha na Câmara, diante de uma proposta como essa, que tem grande apelo popular e ainda por cima, não atinge aqueles edis que hoje gozam do status de secretários -apenas dois, Cristina Reale (PR) e Salata (PP). Estes ficam, caso aprouver ao prefeito Cunha (PR), até o final desta gestão (embora as más línguas…).

A bem da verdade, não haveria porquê projetos desta natureza não serem aprovados, já que acabaria com a promiscuidade na política local, onde vereador, no mais das vezes, se elege de olho em uma secretaria, ou mesmo com o cargo já prometido pelo candidato de turno, de certa forma traindo seu eleitor, que o queria legislando, fiscalizando, não “secretariando” o Executivo.

E mais: caso seja aprovado, o que fatalmente deverá acontecer, salvo “tsunamis” inesperados, não haveria necessidade da sanção do prefeito, uma vez que se trata de assunto interno da Casa de Leis. Também, presume-se, não haveria interesse da Comissão de Justiça e Redação em emitir parecer contrário.

Em troca de quê? Até porque este seria derrubado e o projeto aprovado da mesma forma. E quem tentou barra-lo, ficaria mal com a opinião pública. Então, dá para apostar em unanimidade? O certo é esperar porque, como se sabe, a alma do homem não é perfeita.

E o detalhe final é que a lei, uma vez aprovada e promulgada pelo presidente da Câmara, deverá entrar em vigor somente a partir de 1º de janeiro de 2021.

A FUNÇÃO SOCIAL DA ASSISTÊNCIA X A FUNÇÃO POLÍTICA DO ASSISTENCIALISMO

Inacreditável que o governo municipal mande disparar uma notícia como essa:

Social remaneja moradores que viviam
debaixo 
da ponte para novos lares

E com este conteúdo:

A prefeitura da Estância Turística de Olímpia, por meio da secretaria de Assistência Social, em uma ação conjunta com a secretaria de Obras, Engenharia e Serviços e a Prodem, realizou a realocação de dois cidadãos que estavam vivendo debaixo de uma ponte na Avenida Aurora Forti Neves.

A ação iniciou com a equipe da Casa de Passagem, que durante diversos dias, efetuou trabalhos de convencimento com os dois moradores sobre os riscos de viver em condições sub-humanas.

De acordo com a secretária de Assistência Social, o trabalho da equipe, que culminou com o remanejamento dos moradores, teve como intuito convencê-los de que as precárias condições eram prejudiciais à saúde e coibia a interação social.

‘Nós não poderíamos ser coniventes com a situação de ambos. Sabemos que a constituição preza o princípio de ir e vir, mas o modo de vida dos dois senhores era inaceitável. Desta forma apresentamos soluções para eles, e durante este processo, eles cederam e concordaram em estabelecer um novo padrão de vida (?)’, explica a secretária.

Os dois cidadãos foram levados para novas moradias. Um deles, beneficiário de aposentadoria, foi convidado a morar em um rancho. O outro, aceitou as condições de vivência da Casa de Passagem e está no local. Os pertences de ambos foram entregues nas respectivas residências.

Etc, etc., etc….

Mais inacreditável ainda, é ver que a secretária Cristina Reale não perdeu a oportunidade de um “clic”, pasmem, senhores e senhoras, ao lado de um dos moradores da ponte. Com que intuito?, é a pergunta que não quer calar. E este “clic” foi distribuído à imprensa, junto com o texto.

Cometem-se erros crassos: o primeiro deles, ao fazer a abordagem, e esta nem sempre é calorosa e acolhedora, como se quer fazer crer; a segunda, distribuir release contando o feito, quando o que se pede é discrição máxima em situações como essas, por se tratar de pessoas já fragilizadas pela própria condição social; e, a mais execrável, expor este cidadão, com o fim único de “faturar” politicamente.

Mas, partindo da atual secretária, que trocou a função social da Assistência, pela função política do assistencialismo, não deveria surpreender ninguém. Mas surpreende àqueles cidadãos de bom senso e consciência social.

O profissional dessa área, chamado de Assistente Social, deve atuar no combate às desigualdades da sociedade, analisando, acompanhando e propondo soluções para melhorar as condições de vida tanto de crianças e adolescentes, quanto de adultos.

Observem bem acima: Analisando, acompanhando e propondo soluções.

Análises se fazem por meio de estudos técnicos embasados; acompanhamento se faz por técnicos comprometidos com a ética profissional e a isenção necessária para que não se “contamine” o resultado, e propor soluções não significa arrancar pessoas daqui ou de lá, enfiá-las em qualquer lugar, com certeza a contragosto, mas, sim, usar da inteligência cognitiva intrínseca à atividade para tratar de questões como essas ou outras mais complexas.

Se atirar como piloto suicida num universo existencial tendo como base norteadora das ações, a política pela política, qual seja, a politicagem, e não a política pública imune às interferências dos interesses imediatos e mesquinhos, é dar razão às críticas daqueles que têm, por princípio, a defesa da profissão, sua luta pela imunização ante às máculas dos antiprofissionais.

PS: o blog não vai reproduzir a foto feita pela secretária com o morador de rua, por respeito à pessoa deste sem-teto.

PS 2: Espera-se que a próxima atitude da secretária não seja instalar sob as pontes, cercas de tela ou mesmo arame farpado, para evitar que sinais do fracasso da investida venham à tona.

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