Amigos do blog, salvo melhor juízo, vem aí mais um “bem-(em)bolado” do prefeito Geninho. Diz respeito ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, que para começar já não será mais composto de 800 casas mas, sim, de 786. Parece que, mais uma vez, repetimos, salvo melhor juízo, o açodamento intrínseco ao chefe do Executivo foi colocado à frente das questões. Acontece que para poder “limpar” a área onde estas casas serão construídas, é preciso remover uma lagoa de tratamento de esgotos, implantada às margens do chamado Córrego dos Pretos, há muitos anos (ainda em meados da primeira gestão Rizzatti [1989-1992]), portanto, aí por volta de 20 anos atrás.

Até aí nada de mais, afinal uma lagoa se aterra até facilmente com alguns caminhões do produto mais encontrável na face da terra: a própria. O que intriga, no entanto, é que, para aterrar e colocar em desuso esta lagoa, aquela região precisa ganhar outra antes. Ou seja, para resolver esta primeira questão, o prefeito pecisa resolver uma segunda, para só então começar a pensar nas casas. E para resolver a segunda – a construção da lagoa substituta – é preciso área, e num tamanho considerável, porque, afinal, a região vai ganhar mais 786 famílias, no mínimo. Esta área terá que ser comprada ou desapropriada. Mas, que área será, e onde?

E mais: para viabilizar tal empreitada, o prefeito teve que deixar em caução, junto à agência da Caixa Econômica Federal, uma verba de R$ 2,1 milhões, sendo R$ 1,2 milhão da prefeitura, e R$ 900 mil do Daemo. Há suspeitas de que estes R$ 2,1 milhões sejam aqueles que o banco teria que pagar ao município pela folha de pagamento que a partir deste mês será gerenciada por ele, que a comprou ao custo de R$ 2 milhões. No projeto de lei (4.263) encaminhado à Câmara, ontem à noite, em regime de urgência (quando é deliberado, discutido e votado na mesma sessão), consta que tal montante é oriundo de dotações próprias do Orçamento vigente.

Mas, se for o dinheiro da folha, então não é dotação própria, até porque nem sequer teria sido contabilizado pelo município. E mais, ainda: se for do Orçamento vigente, onde está a previsão que no Orçamento tinha que estar contida quando da discussão e aprovação na Câmara?

Ou seja, a pressa, o açodamento, a necessidade inexplicável de se querer fazer tudo em alta velolcidade acabam deixando para trás os cuidados necessários com os detalhes de uma decisão que, antes de ser tomada, tem que ter avaliadas todas as suas possíveis consequências. O prefeito Geninho (DEM) tem mania de achar que basta uma lei ou um decreto para serem solucionados quaisquer problemas. Quando na verdade, pode ser a partir de uma lei ou um decreto que uma confusão toda começa.
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VENCEDORES
Reproduzo abaixo, para matar a curiosidade de muita gente, os nomes dos ganhadores e de seus trabalhos no Salão de Pintura e Artes do Fefol, realizado pela Olimpiarte e Comissão Organizadora do Festival do Folclore de Olímpia, no sábado passado, 31 de julho. O Salão está na sua 21ª edição e nestes anos todos sempre levou o nome de “Alvacir Ribeiro de Souza” (para quem não sabe, um célebre e talvez o primeiro “píntor” de publicidades da cidade e também artista dos pincéis).

O corpo de jurados veio de Monte Alto (e não me perguntem por quê). O julgamenrto durou toda a manhã do sábado. As obras selecionadas ficarão expostas no Espaço Cultural “Laura Haidar”, de 7 a 15 de agosto, das 14 às 23 horas. A premiação acontecerá no dia 13, dentro da programação do 46º Fefol (os prêmios em dinheiro variam de R$ 1 mil a R$ 400). Todos receberão certificado de participação e cada artista terá pelo menos uma obra exposta no salão do festival.

Os vencedores: Pintura: Acadêmico, 1° lugar – Rei e Rainha do Congo, de: Maria Cecília Consetino Franco; 2° lugar – Congada, de: Norma Basto Matta. Moderno, 1° lugar – Festa Junina a São João, de Rodrigo Silva; 2° lugar – Festa Junina, de Domingas Assumpção Silvério. Artesanato: 1° lugar – Folião Mirim, de Delfina Ribeiro Marcelo; 2° lugar – O Índio, de Pedro Netto Alves Lima. Escultura: 1° lugar – O cangaceiro e o cachorro, de João Carlos Rocha; 2° lugar – O Palhaço de Carlos Eduardo Finotte. Fotografia: 1° lugar – Descanso de Folião, de Luiz Antônio Arantes; 2° lugar – Máscara do Rei, de Álvaro Aguilar Torrecilhas Filho. Poesia: 1° lugar – (n°20) Festival da Identidade Nacional, de Severina Luciene de Andrade Lopes; 2° lugar – (n°25) Benzedeira, de Marise Aparecida Estabio de Freitas Carvalho.
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REVISÃO
Aqueles mais de 80 mil metros quadrados de área que passaram a fazer parte do perímetro urbano da cidade, conforme contei ontem aqui, podem ser objeto de reavaliação pela Câmara Municipal. O presidente da Casa, Hilário Ruiz (PT) manifestou seu estranhamento que tanta área assim, mesmo aquelas um tanto mais afastadas da cidade (a  nova área, na região do cemitério municipal e Ginásio de Esportes, vai “engolir” mais de um quilômetro da vicinal Natal Breda), sejam incluídas no perímetro urbano da cidade, com uma simples “penada” do prefeito. Ele diz ter dúvidas se isso pode ser feito por simples decretos. E sobre a real necessidade e urgência desta anexação, a ponto de não passar pela Casa de Leis.
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FESTAS DE ARROMBA:
A ESTÓRIA SE REPETE?
Só a título de exemplo, reportamos aqui texto que prova, cabalmente, que quando é do interesse do poder público a festança flui e não tem miséria. Alguém aí pode dizer que o povo precisa de circo e eu vou até concordar, mas vou discordar inteiramente do valor pago por este “circo” que o povo quer. Aliás, pago com o dinheiro dele, povo. Os gastos com as festanças do carnaval e aniversário da cidade, feitas quase simultaneamente, custaram ao cofres públicos – leia-se bolso do povo -, nada menos que R$ 247.400.

Isso mesmo, quase R$ 250 mil, valor que já daria uma boa alavancada no Festival do Folclore, para o qual está se regulando misérias e fartando em queixumes e reclamações. A principal: a de que não tem dinheiro. Pior de tudo é quando se vê que estes gastos não teriam razão de ser se o prefeito desta urbe fosse mais comedido, menos esbanjão e exibicionista. Quando se gasta R$ 54 mil com locação de som, iluminação de palco e geradores é porque alguma coisa está fora da ordem.

E quando se gasta outros R$ 23 mil apenas com “armação estrutural para área reservada”, aí a coisa fica ainda mais absurda. Sem contar os R$ 19,5 mil com mais arquibancadas e mais “estruturas metálicas para fechamento de área”, e outros R$ 42 mil com prestação de serviços de portaria, controlador de acesso e “brigadistas(?)” mantenedores da ordem (traduzindo: grupo de seguranças). Mas a coisa não pára por aí. Tem mais.


Para variar, tem a Carmo&Costa Sonorização Ltda – ME, nossa velha conhecida, contratada para o “agenciamento de diversos shows musicais para a comemoração das festividades do aniversário de Olímpia”, pela bagatela de R$ 65 mil. E outra vez o grupo de seguranças e de portaria, desta feita ao custo de R$ 24.900. Foi feita ainda para aqueles festejos, a contratação de “empresa especializada para realização de show pirotécnico”, por nada menos que R$ 19 mil. Não se sabe se havia algum dispositivo atômico nestes fogos.
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QUE PLACAS SÃO ESSAS?
Prefeito que gasta, numa pancada só, R$ 75.050 com empresa especializada na “prestação de serviços de confecção de placas em aço inox e alumínio fundido” está com planos bem mirabolantes na cabeça, ou não? Estas placas, salvo melhor juízo, seriam aquelas destinadas a nominar autoridades presentes e datas de inaugurações com respectivos nomes de homenageados, a serem descerradas com pompa e circunstância, seriam?
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RODA, RODA, RODA!
Para dar mais um exemplo de que, quando se quer, tudo pode, o município vai gastar nos próximos dias, R$ 1.422.500 em “combustíveis destinados ao atendimento das necessidades  de diversas secretarias desta Administração”, com três postos locais, sendo que um deles irá fornecer  R$ 416.520, o outro R$ 719.580, e um terceiro, R$ 286.400. Um gasto e tanto. Se pagar direitinho, estes empresários podem dormir tranquilos.
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AGORA O PÃO
De novo, o município fechou contrato com a mesma padaria da vez passada, para comprar pães de leite, aqueles mesmos que antes eram feitos na cozinha piloto que o município dispunha e o atual Governo desativou. Vai gastar R$ 119.082.
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FORA DA LISTA
A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo informou, em nota, que errou ao incluir o nome do deputado estadual Edmir Chedid (DEM) na lista de candidatos que tiveram o registro de candidatura impugnado com base na Lei “Ficha Limpa”. Chedid teve o registro contestado por não apresentar certidões criminais à Justiça Eleitoral, o que não significa que ele está enquadrado na nova lei.
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GLADIADOR
O prefeito Geninho (DEM) parece andar meio estressado. Na tarde de ontem ele protagonizou, em plena Aurora Forti Neves, cenas de luta greco-romana, quando teria dado uma “gravata” num cidadão desesperado que tentava se matar por ter sido abandonado pela mulher que ama. Consta que o alcaide teve de intervir fisicamente para que o homem, de Paulo de Faria, ficasse quieto até a polícia chegar.
Desesperado, o homem ameaçava contra a sua própria vida, se jogando na frente dos carros que passavam na Avenida Aurora Forti Neves, em frente à rodoviária, depois dizendo que se jogaria no Córrego. Quando o prefeito passava pelo local, o cidadão foi para o meio da rua, fazendo com que ele freasse. O prefeito desceu do carro e viu que o cidadão estava incontrolável. Teve então que segurá-lo com força até que mais pessoas pudessem auxiliá-lo e a polícia chegasse.
Há quem veja nisso puro heroismo (chegou a ser comparado a super-homem), ato de cidadania e coisas que o valham. Mas, o blog prefere ver neste gesto do prefeito uma consequência talvez do seu estado de extremo estresse, porque não cabe a uma autoridade do nível do prefeito – o maior mandatário do município – se envolver fisicamente numa situação como essa. Poderia, sim, como cidadão, parar, tomar ciência do que estava acontecendo, e por exemplo, chamar os seguranças da rodoviária para fazer uso da força física necessária. Afinal, são treinados para isso. Por uma simples questão de garantir sua própria integridade física. E se o tal cidadão estivesse armado com uma faca, por exemplo? No desespero que parecia estar, será que pensaria duas vezes antes de usar a arma? Menos, prefeito, menos….

Até.