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Verba volant, scripta manent – 12 Anos

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Eleições podem ser adiadas ou mandatos serem prorrogados?

Enquanto isso, definições partidárias tiveram prazo encerrado e pré-candidatos locais já montaram chapas; sete dos atuais vereadores são da coligação de Cunha

As eleições-2020 como um todo nunca estiveram tão incertas. Ao mesmo tempo que o TSE garante que o calendário eleitoral segue sem maiores novidades, este mesmo TSE monta um grupo de estudos para avaliar a possibilidade de, pelo menos, prorrogar o pleito para novembro ou dezembro.

Também há sugestões para que se aproveite o ensejo e faça o “casamento” das eleições em todos os níveis, daqui dois anos, daí o eleitor indo às urnas para votar de cima a baixo, ou de baixo a cima, tanto faz, escolhendo em uma tacada só desde o vereador de suas urbes até o presidente da República.

E os atuais mandatários municipais e legisladores ganhando mais dois anos em seus respectivos cargos.

Para o eleitor seriam sete apertos seguidos nas teclas da urna eletrônica. Uma complicação sem precedentes até para os mais esclarecidos.

Bom, enquanto isso, cada sigla partidária, cada grupo político que cuidem de si para não perder prazo, independentemente do que a Justiça Eleitoral Vier a decidir de diferente do que está posto.

Em Olímpia, por exemplo, no dia 4 de abril passado, todos os partidos políticos que deverão integrar a disputa eleitoral de 2020 estavam com suas situações definidas quanto à legalidade, registro e filiação partidária daqueles que querem disputar uma cadeira na Câmara ou a cadeira de prefeito da Estância Turística de Olímpia.

Em Olímpia, a frente de disputa à reeleição do prefeito Fernando Cunha, filiado recentemente ao PSD, de acordo com informações fornecidas pela sua assessoria política, terá três chapas: PSD, PODEMOS e MDB –São 30 homens e 15 mulheres como pré-candidatos.

No PSD estão Fernandinho, Hélio Lisse, Cristina Reale e Dr. João Estelari; no PODEMOS estão Zé das Pedras, Luiz do Ovo, Toto Ferezin e Zé Kokao; já no MDB estão João Magalhães, Sargento Tarcísio, Niquinha, Marcão Coca e Amaral. E mais um bom time na retaguarda, segundo a assessoria política do prefeito Fernando Cunha.

Segundo informações extra-oficiais, o vereador presidente da Câmara não estava mostrando disposição para se integrar ao MDB de Magalhães, mas não teve alternativa, uma vez que não foi aceito como vice-prefeito da candidatura de Flavinho Olmos, para quem teria ido pedir a vaga.

E quanto ao pré-candidato Flávio Augusto Olmos, a situação ficou da seguinte forma: o candidato majoritário deixou o DEM do deputado Geninho, e migrou para o Progressistas-11, partido que até então estava em posse do vereador Salata.

Serão quatro chapas de vereadores com 15 nomes cada, num total de até 60 candidatos. Os partidos que integrarão a coligação de Flávio Olmos serão o Progressistas-11, o Solidariedade-77, o PSL-17 e o PTB-14.

Não há nomes de candidatos que já figuraram na política e são considerados medalhões. O objetivo é oferecer para o eleitor novas opções, pessoas novas, de fora da política, proporcionando a chance de uma renovação total na Câmara de vereadores, segundo a assessoria.

O candidato a vice-prefeito será anunciado mais adiante, talvez mais próximo das convenções partidárias, uma vez que diversos nomes já estão filiados nos partidos e à disposição para ajudar no projeto.

No caso da candidatura de Gustavo Pimenta, as últimas informações dão conta de que estava em formação uma chapa de vereadores composta de nomes de destaque na cidade no que diz respeito a suas ações na sociedade, nos mais diversos âmbitos e setores.

De candidatos à reeleição de vereadores, Pimenta contaria atualmente com Selim Jamil Murad (PSDB) e Salata (DEM).

Pimenta é o candidato da preferência do deputado federal Geninho Zuliani (DEM) que, segundo informações, aguarda o momento oportuno para dar o “start” à movimentação de rua e de mídias.

Será esta também a oportunidade de o deputado exercer sua vocação para líder político de sua comunidade, a qual já governou por oito anos, mas cuja imagem de articulador político, parece, não se mantém tão indelével quanto se esperava e se acreditava.

Perigo maior se apresenta porque, com a morte do médico Nilton Roberto Martinez, recentemente, abriu-se uma lacuna enorme na cidade neste aspecto, uma vez que, sem sombra de dúvidas, era ele o grande artífice da política local que, quer queiram ou não queiram seus desafetos, as articulações sempre passavam por ele, ainda que fosse para simples consulta ou aval.

Se Geninho não se mostrar do tamanho exato para preencher esta lacuna, outros poderão vir. Locais ou, tanto pior, “estrangeiros”. Mas aí já não mais se estará falando no nome do nosso representante na Casa Federal.

SUA EXCELÊNCIA, O DINHEIRO!

Não restam dúvidas de que nas eleições do ano que vem, caso não ocorram mudanças no formato -e dificilmente não ocorrerá, o dinheiro, e só o dinheiro vai falar mais alto. Já comentamos aqui à exaustão sobre como será este formato, bastante difícil, já que não haverá coligações para as candidaturas proporcionais, ou seja, de vereadores.

Ocorre, porém, que cada partido em disputa terá um caixa de campanha um pouco mais reforçado desta vez, graças ao fundo partidário, que derramará uma boa grana para que estas siglas possam encarar a eleição.

Não se sabe ainda quanto caberá aos correspondentes partidários locais, mas com certeza será bem mais vistosa a quantia que nas eleições passadas.

E talvez aí resida o interesse maior de candidaturas e candidatos, todos de olho na bufunfa que poderá ser destinada para divisão entre eles ou pelo menos para ser destinada à campanha como um todo. De qualquer forma, o dinheiro, e só o dinheiro vai ditar as regras e definir os destinos das eleições proporcionais.

Para se ter uma ideia, veja abaixo os recursos destinados para cada sigla partidária, em nível nacional, no ano passado, valores passíveis de mudanças, com certeza para cima, para o pleito de 2020.

De acordo com a Justiça Eleitoral, o valor do fundo público eleitoral, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, montante formado com dinheiro público para ser gasto pelos partidos, 35 no total, na campanha do ano passado, foi o seguinte: R$ 1.716.209.431.

Veja quanto o partido recebeu: MDB – R$ 234.232.915,58; PT – R$ 212.244.045,51; PSDB – R$ 185.868.511,77; PP – R$ 131.026.927,86; PSB – R$ 118.783.048,51; PR – R$ 113.165.144,99; PSD – R$ 112.013.278,78; DEM – R$ 89.108.890,77; PRB – R$ 66.983.248,93; PTB – R$ 62.260.585,97; PDT – R$ 61.475.696,42; SD – R$ 40.127.

Lembrando que são valores definidos conforme o número da representação partidária no Congresso e, portanto, foram definidos conforme as bancadas findas em 2018. Agora, a conta será feita com base nas bancadas formadas a partir de 2019. Assim, o Partido dos Trabalhadores-PT e o partido de Bolsonaro, o PSL, terão, nesta ordem, os maiores quinhões financeiros.

Lembrando que o PT, que em 2014 elegeu 69 deputados, continua com uma grande bancada, com 54 deputados. O maior crescimento foi do PSL, que saiu de 1 deputado eleito em 2014 para 52. São as duas maiores bancadas.

Isso, claro, terá reflexo na cidade, embora os “caciques” partidários devam dar preferência a cidades maiores. Por exemplo, os recursos destinados a Ribeirão Preto ou São José do Rio Preto, claro, deverão ficar bem acima daqueles destinados a Olímpia. Isso em todos os partidos.

Mas, de qualquer forma, haverá bem mais dinheiro circulando na cidade nas eleições do ano que vem do que já circulou na história das eleições locais.

E é bom lembrar que os candidatos a prefeito vão gastar outro tanto, claro, aqueles que tiverem bufunfa. E um deles sabemos de antemão que tem, porque não esconde de ninguém que seu maior trunfo para 2020 é o dinheiro. Porque eleitoralmente, vai de mal a pior….

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