Blog do Orlando Costa

Verba volant, scripta manent – 12 Anos

Tag: Rodrigo Garcia

Geninho, um político comum

E, lembremo-nos de que quase não consegue formar sequer uma chapa com condições de disputar cadeiras à Câmara de Vereadores. Precisou, em grande parte, contar com a boa vontade de amigos e correligionários. Miséria política, é o nome disso.

Artimanha com vistas a um futuro que talvez só ele e sua cúpula vislumbrem para Olímpia, subserviência aos “caciques” do partido, ou mera covardia política?

Como o nobre leitor classificaria a decisão do deputado federal Geninho Zuliani de deixar seus parceiros locais a ver navios, esperançosos que estavam de seguir caminhos próprios, de mãos dadas com um candidato majoritário que fosse do agrado de todos?

A artimanha caberia aí porque com a sua virada de mesa, o deputado desarrumou toda a oposição ao atual prefeito, além de pavimentar seu caminho com as facilidades eleitorais que ele tanto necessitava.

A subserviência viria como segunda possibilidade, uma vez que Cunha prefeito da Estância é resultado de uma “arrumação” do mentor político do deputado, Rodrigo Garcia, que agora desejaria tê-lo por mais quatro anos à frente do Executivo local, a fim, então, de levar a cabo a “artimanha” do amanhã.

A mais triste das possibilidades também pode ser verdadeira. Geninho apenas teria se acovardado diante de seu grupo e de seu principal oponente, já que teria que demonstrar suprema força política e de arregimentação.

E, lembremo-nos de que quase não consegue formar sequer uma chapa com condições de disputar cadeiras à Câmara de Vereadores. Precisou, em grande parte, contar com a boa vontade de amigos e correligionários.

Miséria política, é o nome disso.

Triste tal situação, para quem acaba de galgar dois degraus acima da seara política da província. Chegou lá e para muitos, seria a sacramentação como “ducis ingenium“. Mas, enganou-se quem assim raciocinou.

Geninho agora demonstra ser, isso sim, um político comum. Daqueles de muita sorte. Com capacidade infinita de conquistar votos, mas em nível local, haja vista sua penosa escalada ao Congresso.

(O que agora pode se inverter: terá facilidades lá fora (?), mas dificuldades aqui dentro. Seu protegido de turno foi vítima desta mesma tragédia. Perdeu sua reeleição à Assembleia paulista aqui na província)

Todos os que se dignaram a sair candidatos à Câmara de Vereadores pelo Democratas estão profundamente constrangidos. Não têm um nome à principal cadeira da Praça Rui Barbosa para chamarem de seu.

No fim das contas sobram quatro candidatos a prefeito na cidade, 129 candidatos a vereadores, dos quais talvez nenhum saia eleito das hostes do deputado.

Vergonha democrática. Ou seria do Democratas e seu, até então, principal personagem em nível local?

AS CARPIDEIRAS CHORAM O ANTI-MARKETING DE DÓRIA

O Diário Oficial do Estado trouxe na sexta-feira da semana passada, dia 1º de fevereiro, mais um corte de recursos que seriam destinados à Estância Turística de Olímpia. Desta vez, a área afetada foi a Saúde do município, principalmente a Santa Casa.

Por meio de uma resolução, o Governo do Estado de São Paulo determinou o cancelamento de aproximadamente R$ 1 milhão em convênios, sendo R$ 918 mil para investimentos em um tomógrafo no hospital e R$ 100 mil para custeio da Secretaria de Saúde. Foram 250 convênios com diversos municípios paulistas até agora.

Inicio este artigo destacando o último corte de verba feito pelo governador João Agripino da Costa Dória Jr., mais conhecido como João Dória, para a posteriori tentar acalmar as carpideiras do atual governo, que ficam “batendo bumbo” nas redes sociais a cada evento deste gênero.

De nossa parte, acreditamos ser tudo isso nada mais que um anti-marketing político do governo paulista, afeito que é às manchetes jornalísticas e certamente uma criação de imagem de governo criterioso na distribuição de recursos.

Dória vê “viés político’ em todos os convênios que ora cancela, no que não deixa de ter certa razão, uma vez que todos foram assinados no “apagar das luzes” do governo Márcio Luiz França Gomes, como forma de agradecimento pelo trabalho político-eleitoral desenvolvido por estes chefes de executivos.

(No caso de Olímpia foi infrutífero porque o então candidato Dória (PSDB) venceu no segundo turno das eleições com mais de 3,1 mil votos à frente de Márcio França (PSB). O ex-prefeito da capital recebeu em Olímpia 14.384 votos, contra 11.203 de seu oponente -neste caso, vê-se que por osmose. Dória recebeu no segundo turno, mais de 5,6 mil votos acima daqueles recebidos no primeiro. No dia 7 de outubro, Dória havia recebido 8.761 votos, e França, 5.720 votos. É só um detalhe).

Porém, o raciocínio lógico em tudo isso é que assim que “equacionar” os cofres do estado, Dória começará o processo de “acariciamento” dos descontentes, quando então as “vivandeiras” das redes sociais vão passar a maior vergonha alheia, tendo que aplaudir aquele que criticaram, no intuito, mais especificamente, de fomentar animosidades entre o prefeito, o deputado federal Geninho Zuliani, o vice, Rodrigo Garcia, e o próprio governador, além de deixa-los mal perante a opinião pública.

Como se o prefeito desta Estância tivesse escopo político para sustentar esta contenda. Não tem. Porque não tem aliados fora do círculo politico local. Sequer regionalmente é destaque. Cunha é um político local, e como tal deverá correr, sim, a “canequinha” pelos corredores dos Bandeirantes, sem o menor pudor. E detalhe: com Zuliani a tiracolo.

Meias ações, temores, excesso de prurido político não deverão ocupar nenhum espaço caso o alcaide queira impor sua personalidade político-administrativa a tantos olimpienses, que ainda o vêm, dois anos depois de assumir a cadeira principal da Praça Rui Barbosa, 54, como um agente fraco e sem iniciativa.

Dória vai voltar, não só a Olímpia, mas a todos os municípios que hoje choram suas verbas. E todos vão aplaudi-lo por sua “generosidade”. Aí já será o marketing. Não é difícil de entender…

ANÚNCIOS SEM PROVISÃO DE FUNDOS
Por outro lado, as carpideiras de Cunha choram o leite que sequer derramou. Choram verbas que sequer estavam alocadas, mas somente previstas dentro dos convênios extemporâneos de França.

Por exemplos, o de R$ 5 milhões para a duplicação da Rodovia Wilquem Manoel Neves até a Assis Chateau­briand, e o de R$ 3,9 milhões para a cobertura e remodelação do Recinto do Folclore, que alegam ser “verba destinada por lei pelo município ser Estância Turística”.

Recurso do DADE, portanto. Mas, convenhamos que gastar quase R$ 4 milhões do DADE para uma cobertura desnecessária do Recinto, quando tantas outras coisas são necessárias ali, é uma excentricidade.

Em ambos os casos a choradeira não se justifica, porque ambas as obras foram anunciadas, e a da Wilquem Neves iniciada, sem qualquer previsão de recebimento de recursos do Estado. Sequer assinatura de convênio havia.

Detalhe que no tocante à cobertura do Recinto, o anúncio da obra foi feito em agosto de 2017, ainda no governo Alckmin. E de lá para cá nada se fez para viabiliza-la.

Mais grave ainda, no caso da Wilquem Neves, Cunha fez licitação, contratou empresa e deu início às obras. Ou seja, a um custo aí a ser apurado, que ficou por conta dos cofres da Estância.

Dizem as carpideiras que “a cidade já contabiliza mais de R$ 10 milhões de recursos perdidos que seriam repassados pelo Governo do Estado”.

Como se pode perder o que não se tem? Convênios, ao que se saiba, são intenções. E por parte de Olímpia, pelo menos que se saiba, não foi cancelada nenhuma verba já alocada, chancelada. Sós os convênios de última hora de França.

“Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que os contratos e convênios, assim como questões orçamentárias, foram respeitadas e feitas dentro da legalidade”. Não há verba “tomada” da cidade. É exagero esta nota.

“A gestão reitera que buscará diálogo com o governador e a Casa Civil para garantir os recursos do município”. Alvíssaras! A única frase sensata oriunda deste governo municipal neste “imbróglio” todo.

DEPUTADO OLIMPIENSE GANHA FORÇA COM MESAS DA CÂMARA E DO SENADO

Analistas políticos locais e alhures, estão dando como certo o fortalecimento político do deputado federal olimpiense Geninho Zuliani (DEM), a partir da reeleição do deputado Rodrigo Maia, também do DEM, para a presidência da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. “Isso tem um significado especial para o deputado e, consequentemente, para Olímpia”, é o que dizem.

Rodrigo Garcia, por sua vez, tem forte ligação com o presidente reeleito da Câmara dos Deputados. E se não bastasse isso, logo depois elegeu-se presidente do Senado, com a renúncia da candidatura de Renan, Davi Alcolumbre, outro demista. Isso tudo soma força e abre portas.

Além do que, garantirá a elevação do nome de Geninho, fazendo com que ele se sobressaia entre muitos outros nomes e, principalmente, fique longe, bem longe, do chamado “baixo clero”, aquele grupo de políticos sem maior expressão dentro do Congresso Nacional.

Como sua atuação legislativa será propositiva e dinâmica, conforme ele próprio deixa claro, na esfera do “alto clero” Geninho terá voz e vez, facilitando assim seu trabalho em prol dos municípios paulistas e, com certeza, da Estância Turística de Olímpia.

Outro detalhe é que  Zuliani já começa a atrair para si as atenções da grande imprensa. Já foi chamado pelo jornal Folha de S. Paulo, edição de sábado passado, 2 de fevereiro, de “aliado de Dória no interior’, segundo o site do semanário Planeta News.

Ao site ele disse: “Com esta eleição de Maia as proposituras em favor dos municípios ficam mais fáceis de serem tratadas e pautadas, porque esta proximidade de Maia com o Rodrigo Garcia abre as portas do diálogo com o presidente, a fim de que possamos detalhar nossas pretensões e sermos atendidos em termos de tramitações”.

“E naquelas que houver maior dificuldade, o Rodrigo pode nos amparar, assumindo as causas mais complexas em favor das cidades do interior de São Paulo, nos mais diversos aspectos, porque elas serão minha prioridade. Com destaque para Olímpia”, completou ele ao veículo eletrônico.

Diz ainda o texto do Planeta News que “este ponto de vista manifestado pelo deputado já começa a ser percebido até mesmo pela grande imprensa que acompanha de perto o dia a dia do Congresso. O jornal Folha de S. Paulo, em sua edição deste sábado, 2 de fevereiro, deu nota em sua coluna Painel, assinada pela jornalista Daniela Lima, no caderno Poder, a Geninho Zuliani tratando-o como ‘aliado de Dória no interior’”.

Diz a nota: “ALUNO APLICADO Um grupo de deputados de primeiro mandato passou a semana que antecedeu o início da legislatura, em Brasília, em um curso sobre gestão Estratégica para mandatos, do Insper. Entre os alunos, o deputado Geninho Zuliani (DEM-SP), aliado de Doria no interior”. A coluna é uma das mais importantes do jornal, publicada na página A4.

Trata-se, portanto, de um importante indício de que Zuliani estará no foco da grande mídia, em função de sua proximidade com Dória e Garcia, outro fator preponderante para proporcionar bons resultados em suas empreitadas.

Apesar da torcida em contrário de tantos quantos na cidade.

744 DIAS JÁ E, CADÊ GOVERNO?

Terminado o primeiro ano de governo de Fernando Cunha (PR), em 2017, publicamos neste blog um texto intitulado “E lá se vai o primeiro ano de ‘varejinho’ e ‘miudezas’ de Cunha” , baseado, claro, no fato de que o prefeito havia recebido um município forte, pujante e com inúmeras ramificações políticas por aí afora, e não estava conseguindo manejá-lo.

E também no fato de que, naquele momento, a impressão mais forte era a de que a cidade tinha perdido a pulsação. Falávamos que Fernando Cunha deveria primar sua administração pela gestão ou, caso contrário, poderia ficar com nada.

Alertávamos sobre o ano eleitoral que viria a seguir e os perigos que isto representava, sempre, política e administrativamente. Sendo assim, que o alcaide medisse bem seus passos, raciocinasse com olhos voltados ao futuro, à política de longo prazo.

Isto por que a cidade contaria com um candidato próprio à Câmara Federal, candidato este, exatamente o ex-prefeito que lhe entregara a cidade pulsante dita acima. E não só isso, Geninho Zuliani (DEM) integraria o “bonde” do candidato mais forte na disputa, João Dória (PSDB) e, mais ainda, que tinha como vice seu patrono político Rodrigo Garcia (DEM).

Qualquer político de província de maior juízo, no mínimo refletiria por alguns segundos antes de desprezar tríade tão poderosa politicamente falando, em nível de Estado.

Mas este não é Cunha. O prefeito desta Estância Turística é de temperamento teimoso e exclusivista. Opinião nenhuma lhe serve, companheirismo nenhum lhe serve, mão amiga nenhuma lhe serve, eis que se alimenta no dia-a-dia de sua impertinência, embora não no sentido amplo, substantivo, mas naquilo que lhe cabe.

Falávamos dos perigos que rondava seu governo em 2019, com a entrada de novas figuras no jogo em nível estadual, e já tivemos a primeira amostra disso, com o corte de verba considerada eleitoreira que havia sido destinada a Olímpia.

E podem dizer o que quiserem os prepostos do governo pelas redes sociais da vida ou pelos veículos “de bolso” que mal disfarçam seus engajamentos, mas Cunha apostou errado, movido pelo rancor que nutre pelo então candidato a deputado federal hoje eleito, Geninho Zuliani.

Não é crível que nenhum de seus “acólitos” lhe tenha sussurrado aos ouvidos que o caminho a seguir era outro, digamos, mais político. Que o ideal seria usar o cérebro, a intuição e não o fígado. Talvez até tenham tentado. Mas, como se disse acima, o mandante de turno sofre da chamada síndrome da impertinência.

Cunha não só se aliou ao adversário majoritário, como trabalhou para candidatos à Câmara cujos nomes sequer tinham algo a ver com a cidade e suas necessidades prementes. E alinhou tantos destes nomes ao seu redor, que teve que recorrer a parceiros políticos, mais especificamente vereadores, para trabalhar alguns deles.

Abraçar a candidatura Geninho era impensável para ele, conforme muitos defendiam nas rodas políticas. E a agravante foi que, além de não levar a bandeira do candidato olimpiense, Cunha ainda “apedrejou-o” em todas as oportunidades que teve, bem como aos candidatos a governador e vice, seus parceiros políticos.

Arriscou seu futuro administrativo, jogou pesado e confiante numa derrocada de seus desafetos. Perdeu. E feio. Porque seus “inimigos” estão no poder, como diz a canção, e seus amigos “morreram todos”, politicamente falando. O prefeito, pasmem, não elegeu nenhum dos nomes que apoiara.

Mas isto não quer dizer que ele ficará à deriva perante o grupo que está no poder. Geninho ainda é alguém a quem ele pode cobrar de forma efusiva e efetiva, respostas às demandas populares locais.

O deputado federal eleito ainda é alguém que ele pode “encostar na parede” na busca por soluções administrativas. E se esse alguém é quem já demonstrou ter amor incondicional pela cidade que ele, Cunha, governa, tanto melhor.

Basta que o alcaide abandone a figura de “velho general-de-exército” e se poste como um administrador disposto a ceder, por um lado, e ganhar politicamente de outro. Vê-se, sem a menor sombra de dúvidas, que atualmente há mais disposição de aproximação por parte do deputado eleito que de Cunha.

Caso contrário, o futuro legislador não teria facilitado a eleição para a Mesa Diretora da Câmara de vereadores como facilitou, empenhando votos de seus correligionários para que o prefeito pudesse colocar na presidência, um nome de sua preferência, no caso Antonio Delomodarme (Voltaremos a este assunto).

Até porque, se não for assim, Cunha corre o risco de ver aumentada a sua “solidão” política, como ora vemos, já que 2018 se foi e Olímpia não viu nada acontecer, a não ser tentativas de levar adiante obras deixadas iniciadas ou no projeto, todas com verbas alocadas ou liberadas pelo seu antecessor.

Detalhe: nenhuma foi cortada, o que derruba por terra certos “argumentos” esdrúxulos de perseguição política.

E Cunha recebeu um município forte, pujante e com inúmeras ramificações políticas por aí afora. Triste ver que, por hora, tenhamos perdido esta pulsação em nível administrativo e o que se vê são as efervescências de uma Estância Turística (título que também Geninho almejou e conseguiu), que caminha por si só, fazendo com que, na verdade, o Poder Público corra atrás e não que seja seu impulsionador-mor.

O governo Cunha, conforme todos veem, compôs-se, nestes 744 dias, apenas de conclusão de pequenas obras ou “reforminhas”, ainda assim em nível mínimo, e do chamado “varejinho” (Nada mudou, portanto, neste tempo todo).

As obras mais complexas e portanto, que demandam articulação política e prestígio nas “altas rodas”, ainda estão estagnadas, quando não simplesmente abandonadas.

E um discurso constante do alcaide é que em algumas delas, as maiores, teve que “refazer” os projetos. Mas, sabe-se que, o “refazer os projetos” nada mais é que tirar a chancela do seu antecessor e dar uma “cara” cunhista a eles.

Em alguns casos a careta, porque ou ficaram pior ou foram totalmente desfigurados, como é o caso da Avenida dos Olimpienses, antes um “boulevard”, hoje um mero espaço com dois banheiros, uma avenida no meio e uma ponte em cima (Cunha tem fixação por pontes e viadutos). Que uso se fará desta avenida é mistério.

O marco desta administração, todos dizem, foi a contratação do Instituto Áquila, por uma fábula financeira para fazer a mesma coisa que funcionários concursados ou pequena empresa, mais em conta, faziam com resultados hoje comprovados até mesmo por este governo que os persegue.

Enfim, o mandatário de turno terá que atacar 2019 acelerado e resoluto, para não correr o risco da “calcificação”, no imaginário coletivo, como mau administrador.

Ou de receber o “carimbo” de “prefeito das miudezas”. O detalhe é que Cunha Está exposto, sendo vigiado por milhares de cidadãos e, por hora muito, mas muito criticado. E para quem pretende um segundo mandato, conforme já disse publicamente (uma gritante falha de assessoria, na verdade) isso não é nada bom.

EX-PREFEITO TENTA SE CACIFAR PARA UMA CADEIRA NA CÂMARA?

Mudança de planos à vista? Ao que consta, o ex-prefeito Geninho (DEM) está reordenando seus projetos políticos futuros para buscar uma cadeira na Câmara Federal. A princípio, dizem que o ex-alcaide teria a Assembléia Legislativa paulista como “plano B”.

Porém, para poder viabilizar seu projeto, será necessário que seu grande mentor político, Rodrigo Garcia, confirme-se como vice numa eventual chapa com Dória candidato a governador de São Paulo (candidatura que muito provavelmente se dará) ou, em caso negativo, a uma vaga no Senado.

Em qualquer destas duas hipóteses em relação a Garcia, o caminho ficará aberto para o olimpiense, atual coordenador do Programa “Cidade Legal”, dentro da Secretaria Estadual da Habitação, cujo secretário é exatamente Garcia.

Não parece provável, pois, que Geninho volte a cogitar ser novamente prefeito de Olímpia a partir de 2021, em caso de malogro deste atual governo, resultado de um, digamos, mal-entendido político histórico para a cidade. Nos bastidores, os comentários sobre essas possibilidades (de malogro e candidatura) têm crescido.

(Observando que a expectativa de malogro ainda não se desfez, ao contrário, vai ganhando força à medida que o tempo passa. Lá se vão os primeiros 100 dias, e o governo Cunha, ao que parece, sairá deles como tragédia).

Mas, voltando ao assunto-tema, Geninho deve ter convicção de que tem bases políticas em várias regiões do Estado, o que lhe garantiria uma boa soma de votos, contando que Olímpia não se furtaria a dar-lhe uma soma considerável, talvez aí pela casa dos 20 mil.

E a busca por estes votos será árdua, sem dúvidas, considerando que o deputado federal menos votado em 2014, Sinval Malheiros, do PV, eleito, foi sufragado por pouco mais de 59,3 mil eleitores. Mas estes menos votados são geralmente de partidos nanicos, favorecidos pela força de suas coligações.

Geninho é do DEM, partido pelo qual o deputado federal menos votado, Alexandre Leite, teve 109.708 votos. O mais votado pela legenda foi exatamente Rodrigo Garcia, com seus 336.151 votos, dos quais quase 10 mil foram de Olímpia. Quantos, do total de Garcia, podem ser transferidos para Geninho, para somar-se aos que ele próprio já deteria?

E mais: em Olímpia, como as coisas se darão? O prefeito Cunha estará em condições plenas de emprestar apoio a Geninho? Ou, indo mais longe, Cunha estará em condições de emprestar apoio a qualquer outro candidato em se tratando de Olímpia?

Porque aí por fora ele deve até ter lá seus redutos, afinal passou uma vida inteira ocupando cargos e funções em estatais estaduais ou regionais, e claro, como é praxe no meio, deve ter lá seus, digamos, “devedores de obrigações”. Então, levando Geninho ou outro qualquer, pode arrebanhar alguns ou muitos votos.

E consta que a intenção primeira da candidatura Cunha a prefeito de Olímpia era exatamente essa, retribuir com o apoio e o empenho à candidatura do ex-prefeito.

Mas, com os percalços havidos, esse projeto ficou em suspenso, na dependência do que o futuro determinar -ou, quem sabe, do que o “mestre” Garcia ordenar (afinal, teria sido ele o “inventor” da candidatura Cunha).

No mais, seria interessante Cunha estar bem em 2018, no coração dos olimpienses e, claro, emprestar seu apoio a Geninho na cidade, fazendo talvez duplicar sua votação.

E assim também em nível regional e estadual. Mas, tudo vai depender dos ânimos entre ambos. Ou das infalíveis conveniências políticas de momento.

Porém, muito antes de tudo isso, vai depender da atuação administrativa de Cunha, o que fará dele um bom ou um indesejável “cabo eleitoral”. E pelo que temos visto, o prefeito de turno vai ter que “correr muito” para estar mais forte ou equiparado a Geninho eleitoralmente em 2018.

(PS: Voltaremos ao assunto)

CARREIRA
Só a título de curiosidade, leiam, abaixo,
o histórico político do ex-prefeito:

Aos 18 anos, em 1994, filiou-se ao PMDB, com o intuito de se candidatar a vereador nas eleições seguintes.

Nas eleições de 1996, com 20 anos, Geninho deu indícios a população de que seria um jovem e bom político trabalhando em prol do município. Conquistou 438 votos, sendo um dos vereadores mais votados de seu partido, ficando na 1° suplência da coligação.

Em 1998 elegeu-se presidente da União dos Estudantes Universitários de Olímpia e ainda coordenou as campanhas dos então desconhecidos na cidade Rodrigo Garcia para deputado estadual e Gilberto Kassab para deputado federal, conquistando 1.191 e 1.442 votos, respectivamente.

Em 1999, aos 23 anos, assumiu uma cadeira na Câmara Municipal de Olímpia durante alguns dias, em substituição ao vereador Nego de Melo, que estava de licença para tratamento de saúde.

Em 2000, pelo PFL, atual DEM, foi eleito vereador de Olímpia, sendo o 7° vereador mais votado com 704 votos, elegendo mais 4 vereadores de sua coligação.

No ano de 2002, coordenou novamente a campanha de reeleição dos deputados Gilberto Kassab e Rodrigo Garcia, dobrando as votações obtidas em 1998, atingindo 2822 e 2554 votos respectivamente para deputado federal e estadual.

Como vereador, de 2001 a 2004, apresentou vários projetos de lei em favor dos jovens estudantes, como o que autoriza a concessão de descontos para o transporte de alunos do curso de 2º grau e também assegura a estudantes o direito ao pagamento de meia entrada.

Foi eleito 1° secretário da Câmara Municipal de Olímpia para o biênio de 2003 a 2004.

Em 2004, foi eleito vereador para assumir seu 2° mandato na Câmara, sendo o 2° vereador mais votado naquela eleição, conquistando a expressiva votação de 1014 votos.

Ao assumir seu mandato de vereador em 2005, foi eleito presidente da Câmara Municipal para o biênio de 2005 a 2006.

Em 2008, aos 32 anos, se tornou o prefeito mais jovem a assumir o comando da cidade, sendo eleito com 9894 votos. Em 2012, foi reeleito com a votação recorde de 20.281 votos válidos.

Em 2010, coordenou regionalmente a campanha do Deputado Federal Rodrigo Garcia, que obteve em Olimpia mais de 11 mil votos.

Em 2014, coordenou regionalmente a campanha do deputado federal Rodrigo Garcia, que obteve em Olímpia 9.395 votos.

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